sexta-feira, 16 de março de 2012

14:33>> O tema das conversas de raparigas de hoje é, nem de propósito, a individualidade. O priberam considera a seguinte definição:

individualidade 
(individual + -idade) 

s. f.


1. O todo do indivíduo ou do ser.
2. Conjunto das qualidades individuais.
3. Pessoa ilustre. = PERSONALIDADE
4. Autoridade ou alta patente.



Assim sendo considero que tenho o direito à minha individualidade e a minha individualidade pede que me deixem ser só o raio da secretária pode ser?! 
Posso ter direito a não querer um doutoramento em finanças? Será que posso?! 


14:56>> A inveja é uma coisa muito feia. Aliás, é pecado (Não cobiçarás a casa do teu próximo: Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo). Logo sou pecadora, mas juro que não consigo evitar. Como é que posso evitar de sentir inveja quando vejo alguém de quem não gosto mesmo (mais uma das coisas em que me é difícil seguir aquela máxima de dar a outra face) com uma filha, sabendo que a tarefa de ser mãe me vai ser muito difícil de concretizar, senão impossível? 

15:58>> Está tudo explicado. Pelo menos para mim. 


"the first love (...) holds innocence, the belief that love really can last forever. (...) it holds youth and everything you thought love would be, everything that was proven wrong". 





 




16:10>> Tenho fome! Hora do lanche.... 

17:11>> Já começam as promos do dia do Pai... Adoro estes dias: o dos namorados, o do Pai, o da mãe, o dos avós, o da criança, o do papagaio, o do periquito. São dias fantásticos, sobretudo para quem não tem alguma destas pessoas presentes ou não tem um relacionamento bom com alguma delas. Mas será preciso um dia para mimar o/a namorado/a, a mãe, o pai, o avô, o/a filho/a?! E tudo isto para vender bugigangas! 


17:37>> Going out. Bom fim-de-semana :)
Detesto o trabalho que tenho, mas tenho consciência que na conjuntura é de manter um contrato sem termo, mesmo que nos dê dores de barriga, para um dia poder comprar uma auto-caravana e gozar a reforma (se não morrer antes é claro). Ainda mais do que o meu trabalho, detesto o facto de ter um colega que considera que eu tenho de gostar do meu trabalho. Ele quer interessar-me pelas questões, quer ensinar-me coisas (que eu aprendo, é claro, mas não preciso de me babar de tanta emoção à conta disso), quer valorizar a minha inteligência... Eu já lhe disse directamente que desempenho qualquer tarefa que me solicitem mesmo sem gostar, mas agradeço que lhe retirem os floreados e me perguntem o que é que eu acho. Não quero dar opiniões, não quero pensar sobre os assuntos, quero que me digam que uma tarefa é para fazer e eu faço.
Se estivesse a escrever um livro, a organizar uma exposição, a trabalhar numa associação como esta, a escrever para uma revista de grande informação ou a pesquisar para um programa de grande reportagem, aí eu quereria dar a minha opinião, discutir os assuntos, pensar, sentir o que estava a fazer. Aqui só quero fazer, com a maior eficiência e profissionalismo que me for possível, mas não me obriguem a pensar sobre estes assuntos. Fingir que me interesso por eles vai contra a minha natureza e só me falta fazer um desenho para que esta criatura com quem partilho o escritório perceba isso.
Eddie, a tua voz aquece-me o coração.







Just Breathe

Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks they've got one, yeah, others, they've got none

Stay with me...
Let's just breathe...

Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me bleed

Stay with me
You're all I see...

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me

As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no

Nothing you would take
Everything you gave...

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side..

quinta-feira, 15 de março de 2012

Já vivi o dia mais triste da minha vida, e já vivi o mais doloroso. Já tive dias muito decepcionantes... O dia mais feliz? Ainda estou a espera dele acho eu. Para já, a coisa que mais se assemelha a um esgar de felicidade maior foi o dia em que me apaixonei pela primeira vez. Foi a única vez (que me lembre) que senti borboletas no estômago (e a ansiedade de o ver, e o coração a sair do peito...).
Alegra-te miúdo, foste o único que me deste borboletas no estômago e depois ficaste com elas. E o que eu as queria de volta...
Já soube que ter filhos vai ser difícil, já descobri que quem diz que podemos sempre realizar os nossos sonhos com certeza já realizou os seus, ou então não, mas quer convencer-se disso e então tem de repetir muitas vezes, e todos os dias percebo a inutilidade e futilidade do meu trabalho.
Também descobri os risos e as cócegas, e que a minha cadela mais velha gosta de se atirar à água na praia, mas a mais nova não, descobri que elas vêm quando eu as chamo.
Percebi que toda a gente fala mal de alguém, que há gente que acha que eu tenho a mania (isso de achar que alguém tem a mania é uma coisa assim que não sei bem explicar), que não me importo que achem isso porque tenho uma família para onde voltar e amigos que gostam de mim.
Só ainda não percebi como lidar com aqueles dias em que a ausência de borboletas, de filhos, de um trabalho útil à humanidade anulam, sufocam, aniquilam os risos, os banhos da minha cadela, a minha família, a certeza das minhas amizades!
A vida é extraordinária, com toda a dor e a maravilha, a incerteza e a alegria, a impotência e o amor. De que outra forma lhe podemos dar valor senão assim?