sexta-feira, 6 de abril de 2012

Parece-me que somos orgulhosamente atrasados (e só não digo mentais porque até as pessoas mentalmente desafiadas são capazes de pensar com mais clareza que os últimos governos de Portugal).
Gosto da ideia de ter existido uma pessoa como Jesus. Se a vida dele tiver sido bem retratada foi um homem generoso, com princípios que defendeu sempre.
A Paixão de Cristo impressionou-me, tanto pelo exemplo como pelo facto de retratarem crucificações. Conseguimos ser tão maus para os outros. A própria igreja na sua época negra achou que devia castigar os pecadores pelo fogo, pelo desmembramento. As guerras santas são verdadeiramente sangrentas. E os supostos fiéis fazem-no em nome de um deus que não é ira, é amor certo?
Deus ou Alá ou como quiserem chamar não defendem a ira com certeza. Como é que uma entidade que criou com tanta perfeição e equilíbrio o universo poderia defender a ira?
Na Natureza morre-se se formos o mais fraco da manada, mata-se para comer (ok, há espécies em que a fêmea mata o macho após copular mas isso só demonstra que somos o sexo forte), as catástrofes naturais ocorrem para que o planeta liberte as suas pressões e se ajuste, como nós temos ataques de raiva para nos ajustarmos... Mas morrer porque deliberadamente desdenhamos o nosso corpo, matar por capricho ou por acharmos que as nossas ideias têm mais razão de ser do que as dos outros não me parecem motivos válidos.
Por isso gosto da ideia de ter existido uma pessoa como Jesus. E gosto ainda mais da ideia romântica de que ele se apaixonou e formou a sua família com Maria Madalena. As histórias de amor são sempre bonitas e aparentemente ele tinha amor para dar e vender!
Era porreiro que ele aparecesse por cá a distribuir algum, penso que anda a fazer um bocado de falta!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Já recebi o e-mail...

... com a informação que daqui a 2 meses teria uma consulta aqui. E agora oiço que pode fechar já no final deste mês. Obviamente que deverão encaminhar todos os utentes, pacientes ou pacientes "wanna be" como eu para algum sítio, mas obviamente que a coisa vai demorar claramente mais do que 2 meses. Lá vou eu para o Santa Maria ou para o Garcia da Orta.
É o que dá querer inscrever-me logo numa unidade especializada em questões da maternidade. Então eu devia esperar é que disponibilizassem tratamentos para a infertilidade no meu centro de saúde, isso é que era. Corrijam-me se estiver enganada, mas não encerraram serviços de maternidade e neonatologia numa série de hospitais para concentrarem este tipo de serviços em unidades com capacidade (também) para tratar problemas e complicações na gravidez e no parto? E agora vá de encerrar mais ainda. Para onde é que vão as grávidas do sul do País quando tiverem problemas, e os casais inférteis, e as crianças que necessitem de cuidados específicos após o parto? Amontoam-se todos no Santa Maria e no Garcia da Orta?
Estou um bocado farta de sermos controlados por pedaços de papel e de chumbo a que chamam dinheiro. Vá lá pá, cortem no que quiserem, mas na saúde não. (*)
E parece-me que é sempre assim: 1 passo à frente, 2 passos atrás! O nosso primeiro ministro devia chamar-se passos caranguejo e não passos coelho!

(*) A propósito disto só queria comentar ainda que adorei ouvir um sr. qualquer do Ministério da Saúde vir dizer que já tinham pago alguma coisa à Roche e que não se iam esquecer que eles cortaram o crédito quando outros fornecedores com faturas ainda mais antigas em atraso não o fizeram. Esperem lá, quanto é que se devia à Roche? Ah! 135 milhões de euros, com faturas vencidas há 750 dias quando o prazo acordado era de 60.
Se o Estado chula o contribuinte (aquele que trabalha) até ao tutano então não é da Roche vir cobrar? E eles não se esquecem? Então espera ai, quem é que devia a quem mesmo?!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Me like!!!!


Uma ex-colega da universidade utiliza muito a palavra saudade no facebook. Acho que devíamos formar um clube porque a maleita também não me larga.
Parece que estou sempre com coceira como se quisesse estar em todos os tempos e lugares ao mesmo tempo para não ter saudades de nada.
Xiça palavra do caraças que só podia existir em português ( e se repararem não sofreu alterações com o acordo ortográfico)!
LOL
Estou absolutamente desesperada à espera de um e-mail. Até me dá dores de barriga com o nervoso miudinho!
Mas acho que vai demorar como tudo no sistema de saúde público em Portugal. E neste caso, eu adopto o sentimento tradicional do português: eu queria esta resposta para ontem.

The Hunger Games

Uma história desesperante pela percepção que nos dá de que somos voyeuristas, rendemo-nos aos poderes instituídos, nem sempre temos a rédea das nossas vidas nas mãos. 
Então aqui temos uma miúda que subverte o sistema quando decide que as regras destes jogos da fome não podem ser alteradas a belo prazer de quem manda, mas há alguém que paga sempre por isso (não posso contar senão estrago o filme a quem ainda não viu). Ela safa-se bem, mas no regresso a casa fica o amargo de boca de que todo o seu futuro poderia ser diferente se não tivesse entrado numa arena para lutar pela vida ao bom estilo da época romana.
Fiquei mesmo aflita durante o raio do filme por ver o espectáculo que se faz à volta da vida dos miúdos que eram obrigados a participar naqueles jogos. Não é já isso que fazemos? Passamos os dias a espreitar a vida dos outros nos programas da manhã e da tarde dos canais de sinal aberto, nos big brothers, casas dos segredos, acorrentados, bares da TV e todos esses programazitos que inventaram. Vemos com interesse as notícias do grande CM com as fotos repletas de sangue da malta que se suicidou, que caiu, que teve um acidente ou foi assassinada/espancada/ assaltada/ maltratada. Todos os dias comentamos: ai, este jornal só traz desgraças. Mas no dia seguinte se no café do costume falta o CM e está outro qualquer no lugar (sei lá, olha, o "i"), não podemos deixar de nos queixar com a desculpa de ver só as gordas e de espreitar se o jornal traz menos desgraças que no dia anterior.
A humanidade às vezes entristece-me e é aborrecido andar-se cabisbaixa por causa da personalidade alheia não?!

Gosto desta crítica, embora não concorde que o filme perca interesse já que é suposto ter uma continuação. E fica sempre a dúvida sobre o relacionamento de duas das personagens: será que a luta pela sobrevivência realmente desperta sentimentos e afinal há esperança para a humanidade e nem tudo é cruel (blá blá blá) ou a inocência destes miúdos vai à vida no momento em que entram na arena e eles limitam-se a jogar da melhor forma para garantirem que saem dali inteiros?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A ver the hunger games no cinema... Não é muito distante da nossa realidade, afinal estamos em casa confortavelmente a assistir às desgraças do mundo e não parecemos fazer grande coisa para mudar nada, senão lamentarmo-nos que podia ser diferente.