O que eu gosto do que este homem escreve. O senhor tem a modos que o dom da palavra!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Uma tarde de paintball
...resultou numa constipação e num escaldão no nariz.
Ao menos saí do campo de batalha sem uma nódoa negra gigante!
Ao menos saí do campo de batalha sem uma nódoa negra gigante!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Bravo Briosa
O Dux da Universidade de Coimbra apresentou queixa contra dois estudantes por violência nas praxes e proibiu estes e mais seis de praxarem. Bravo! As praxes são para avacalhar, para integrar os alunos recém-chegados numa turma de desconhecidos com um único propósito: o ódio profundo aos chatos e malvados dos veteranos.
Bravo briosa, assim é que é. Abusos nada!
E para os senhores jornalistas que há uns anos fizeram uma reportagem sobre as praxes onde os alunos apareciam a utilizar linguagem vernácula, todos sujos, de joelhos ou a rastejar no chão, parece-me que agora anda na moda uma coisa chamada boot camp que é semelhante mas as pessoas pagam para uns nazis do exercício gritarem com elas e as fazerem suar!
Bravo briosa, assim é que é. Abusos nada!
E para os senhores jornalistas que há uns anos fizeram uma reportagem sobre as praxes onde os alunos apareciam a utilizar linguagem vernácula, todos sujos, de joelhos ou a rastejar no chão, parece-me que agora anda na moda uma coisa chamada boot camp que é semelhante mas as pessoas pagam para uns nazis do exercício gritarem com elas e as fazerem suar!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Perdi todos os documentos do meu computador. Uns asnos que trabalham na loja de informática recuperaram uma pasta com meia dúzia de coisas e acharam que era tudo o que eu tinha no PC. O grave da situação é que não me importo.
Já estou por tudo. Neste momento, como não quero deixar a cabeça ceder porque isso é assumir fraqueza, estou à espera que o corpo ceda. E não sei se não estará para breve! Há dias que espero que sim, que seja para breve. Estou estafada!
Já estou por tudo. Neste momento, como não quero deixar a cabeça ceder porque isso é assumir fraqueza, estou à espera que o corpo ceda. E não sei se não estará para breve! Há dias que espero que sim, que seja para breve. Estou estafada!
terça-feira, 22 de maio de 2012
Considerações parvas só porque me dói demais a cabeça para conseguir cumprir as minhas tarefas laborais!
Há coisas que me deixam estúpida nas questões do desemprego. Quando estava inscrita no centro de emprego, por ser licenciada, não havia um único módulo ou curso em que eu me pudesse inscrever, como se um licenciado soubesse tudo ou não tivesse o direito de ocupar o seu cérebro com mais conhecimento ou alguma ginástica mental. Cheguei a dizer que renunciava ao subsídio de alimentãção que dão nesses cursos e que pagava a frequência do módulo, mas a resposta era sempre a mesma: "não temos formações para licenciados no IEFP".
Agora andam com as medidas de estímulo ao emprego. Tanto os estágios profissionais como a medida estímulo 2012 são para desempregados considerados de longa duração. Ora, imaginem-me empregada, a ganhar um mau salário e ainda por cima longe de casa o que acarreta mais gastos em combustível, vejo de repente uma proposta de emprego que me enche as medidas ou que é bem mais próxima de casa e, imagine-se, nem posso concorrer, porque é SÓ para desempregados de longa duração por ser co-financiada.
Bummer!
Sou fã do sistema americano: salários base mais altos e ganhas o que trabalhas. Se trabalhas 365 dias/ano é isso que ganhas. Se tirares férias não ganhas. Se quiseres trabalhar dois turnos é isso que ganhas. Se trabalhares metade do turno só ganhas metade do turno.
Assim talvez pudéssemos contratar e descontar para pessoas durante uma semana se fosse essa a necessidade, sem termos de recorrer à chulice que é o trabalho temporário.
Só não me agrada grandemente o sistema de saúde e a questão das reformas, mas por cá isso também está escasso portanto por mim era adoptar o salário à semana, de acordo com o que se trabalha, e cada um fazia a sua poupança reforma.
Assim pago impostos para tudo: para ter o direito de comprar a minha comida, por ter o meu terreno, por ter o meu carro, pelo direito a andar vestida e o que recebo em troca é que não terei reforma, não posso construir no meu terreno uma casa para mim porque é área verde (até podia ser área fucshia, então a porra da terra é minha!), se tiver o vidro do meu carro rachado e não tiver dinheiro para o substituir sou multada, sou mal atendida no sistema de saúde para o qual desconto e onde para me fazerem um simples exame tenho sempre de apelar ao sentimentalismo da médica dizendo que o meu pai morreu de cancro e que eu tenho muito medo de ficar doente!
Que país é o meu? Que mundo é o meu? O mundo não precisa ser perfeito, mas podia ser melhor se não andássemos todos mais ocupados a olhar para o nosso umbigo e a jogar com interesses que favorecem apenas alguns.
Digam-me senhores governantes, mais ou menos vigaristas, se os vossos países falirem vão encher os bolsos para onde? E já agora, quando morrerem vão deitados, e terão vermes a alimentarem-se da vossa carnita tenrinha como qualquer um de nós. Ah! e se levarem dinheiro no bolso, não stressem, os vermes comem também!
Agora andam com as medidas de estímulo ao emprego. Tanto os estágios profissionais como a medida estímulo 2012 são para desempregados considerados de longa duração. Ora, imaginem-me empregada, a ganhar um mau salário e ainda por cima longe de casa o que acarreta mais gastos em combustível, vejo de repente uma proposta de emprego que me enche as medidas ou que é bem mais próxima de casa e, imagine-se, nem posso concorrer, porque é SÓ para desempregados de longa duração por ser co-financiada.
Bummer!
Sou fã do sistema americano: salários base mais altos e ganhas o que trabalhas. Se trabalhas 365 dias/ano é isso que ganhas. Se tirares férias não ganhas. Se quiseres trabalhar dois turnos é isso que ganhas. Se trabalhares metade do turno só ganhas metade do turno.
Assim talvez pudéssemos contratar e descontar para pessoas durante uma semana se fosse essa a necessidade, sem termos de recorrer à chulice que é o trabalho temporário.
Só não me agrada grandemente o sistema de saúde e a questão das reformas, mas por cá isso também está escasso portanto por mim era adoptar o salário à semana, de acordo com o que se trabalha, e cada um fazia a sua poupança reforma.
Assim pago impostos para tudo: para ter o direito de comprar a minha comida, por ter o meu terreno, por ter o meu carro, pelo direito a andar vestida e o que recebo em troca é que não terei reforma, não posso construir no meu terreno uma casa para mim porque é área verde (até podia ser área fucshia, então a porra da terra é minha!), se tiver o vidro do meu carro rachado e não tiver dinheiro para o substituir sou multada, sou mal atendida no sistema de saúde para o qual desconto e onde para me fazerem um simples exame tenho sempre de apelar ao sentimentalismo da médica dizendo que o meu pai morreu de cancro e que eu tenho muito medo de ficar doente!
Que país é o meu? Que mundo é o meu? O mundo não precisa ser perfeito, mas podia ser melhor se não andássemos todos mais ocupados a olhar para o nosso umbigo e a jogar com interesses que favorecem apenas alguns.
Digam-me senhores governantes, mais ou menos vigaristas, se os vossos países falirem vão encher os bolsos para onde? E já agora, quando morrerem vão deitados, e terão vermes a alimentarem-se da vossa carnita tenrinha como qualquer um de nós. Ah! e se levarem dinheiro no bolso, não stressem, os vermes comem também!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Há vidas pouco esdrúxulas
Como é que é possível que uma pessoa, por honestidade intelectual, decida que não quer mais saber da maioria dos seus amigos? Ah e tal, eles desapontaram-me... e coiso, e é preferível afastar-me do que fazer fretes e prontos!
Isto lembrou-me logo uma questão bastante debatida: os divórcios. Para mim um amigo a sério é tão importante como o cônjuge. Escolhemos a pessoa com quem queremos casar para a vida, e os amigos, aqueles mesmo mesmo amigos também são para a vida certo? Ou deveriam ser...
Os divórcios têm sido às paletes (parece-me que por causa da crise vão diminuir que é mais fácil quando são 2 a pagar as contas), porque à primeira dificuldade viramos as costas e vamos embora, sem pensar numa solução, na hipótese de perdão, na compreensão da outra parte, da sua realidade, da sua educação. As pessoas não são perfeitas, fazem e dizem coisas sem pensar. Às vezes podemos dar uma "facada" num amigo ou no cônjuge pelas costas porque estávamos aborrecidos, tristes, magoados ou só stressados e a solução não pode ser cortar os laços à primeira.
Tenho muita dificuldade em perdoar realmente, mas faço um esforço. Fiquei abismada ao conhecer uma pessoa que decidiu cortar os laços com quase toda a gente que fez parte da sua história e, ainda por cima, se combinar uma saída com os poucos que manteve no seu restrito círculo de amigos os que foram banidos não podem estar presentes mesmo que vão com algum daqueles que ele considera amigos, porque senão as trombas são mais que muitas... Se um amigo próximo me dissesse: não vou a tal sítio porque está lá fulano que eu não gosto, eu ficava magoada. Gostaria de ter todos presentes e esperaria que um amigo fizesse um esforço de fazer um frete para me agraciar com a sua presença.
Mas agora que penso nisso, um dos meus grandes amigos de sempre também não fazia fretes, também era anti-social, e tanto era contra "rebaixar-se" ao plano terrestre de conviver com pessoas que nunca mais soube dele.
E só por isso agora vai levar com o seguinte e-mail: "Olá J., hoje lembrei-me de ti e ao contrário de outros dias em que me lembrei de ti e esperei que a lembrança fosse embora, desta vez achei que era um bom dia para dizer olá!"
Isto lembrou-me logo uma questão bastante debatida: os divórcios. Para mim um amigo a sério é tão importante como o cônjuge. Escolhemos a pessoa com quem queremos casar para a vida, e os amigos, aqueles mesmo mesmo amigos também são para a vida certo? Ou deveriam ser...
Os divórcios têm sido às paletes (parece-me que por causa da crise vão diminuir que é mais fácil quando são 2 a pagar as contas), porque à primeira dificuldade viramos as costas e vamos embora, sem pensar numa solução, na hipótese de perdão, na compreensão da outra parte, da sua realidade, da sua educação. As pessoas não são perfeitas, fazem e dizem coisas sem pensar. Às vezes podemos dar uma "facada" num amigo ou no cônjuge pelas costas porque estávamos aborrecidos, tristes, magoados ou só stressados e a solução não pode ser cortar os laços à primeira.
Tenho muita dificuldade em perdoar realmente, mas faço um esforço. Fiquei abismada ao conhecer uma pessoa que decidiu cortar os laços com quase toda a gente que fez parte da sua história e, ainda por cima, se combinar uma saída com os poucos que manteve no seu restrito círculo de amigos os que foram banidos não podem estar presentes mesmo que vão com algum daqueles que ele considera amigos, porque senão as trombas são mais que muitas... Se um amigo próximo me dissesse: não vou a tal sítio porque está lá fulano que eu não gosto, eu ficava magoada. Gostaria de ter todos presentes e esperaria que um amigo fizesse um esforço de fazer um frete para me agraciar com a sua presença.
Mas agora que penso nisso, um dos meus grandes amigos de sempre também não fazia fretes, também era anti-social, e tanto era contra "rebaixar-se" ao plano terrestre de conviver com pessoas que nunca mais soube dele.
E só por isso agora vai levar com o seguinte e-mail: "Olá J., hoje lembrei-me de ti e ao contrário de outros dias em que me lembrei de ti e esperei que a lembrança fosse embora, desta vez achei que era um bom dia para dizer olá!"
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Estou mesmo com dificuldades em trabalhar. O ambiente é irrespirável por diversas razões uma das quais se deve ao facto de estar realmente constipada e trabalhar com alguém que não consegue viver sem ar condicionado. Ora, neste momento os meus pulmões não conseguem viver com ar condicionado.. Mas ele é o chefe né!
E o ambiente também é irrespirável porque estou farta, e nem vale a pena elencar as razões que são tanto inerentes à profissão quanto à minha vida pessoal neste momento. Estou farta!
O dia de ontem também não ajudou. Fui a um encontro de preparação para o casamento e um dos temas foram os filhos. "Já pensaram como seria se um de vós não pudesse ter filhos?" (E não é que já pensei nisso senhores). Alguém respondeu logo que se não fosse mãe a sério seria mãe do coração. Também sou a primeira a dizer isso, a pensar em adopção, mas parece que falta um bocado de mim por pensar que posso passar a vida sem saber qual é a sensação de estar grávida, de gerar uma pessoa quando parece que essa é uma necessidade vital que me nasce das entranhas.
O pior é que quanto mais velha mais medricas me vou tornando. Começo a pensar que mesmo que o tratamento seja possível posso deparar-me com um aborto espontâneo, uma deficiência, uma doença crónica da criança. Traço logo o worst case scenario. E não consigo mesmo evitar, nem ser positiva, nem concentrar-me no trabalho nem em porra nenhuma!
Damm!!!!
E o ambiente também é irrespirável porque estou farta, e nem vale a pena elencar as razões que são tanto inerentes à profissão quanto à minha vida pessoal neste momento. Estou farta!
O dia de ontem também não ajudou. Fui a um encontro de preparação para o casamento e um dos temas foram os filhos. "Já pensaram como seria se um de vós não pudesse ter filhos?" (E não é que já pensei nisso senhores). Alguém respondeu logo que se não fosse mãe a sério seria mãe do coração. Também sou a primeira a dizer isso, a pensar em adopção, mas parece que falta um bocado de mim por pensar que posso passar a vida sem saber qual é a sensação de estar grávida, de gerar uma pessoa quando parece que essa é uma necessidade vital que me nasce das entranhas.
O pior é que quanto mais velha mais medricas me vou tornando. Começo a pensar que mesmo que o tratamento seja possível posso deparar-me com um aborto espontâneo, uma deficiência, uma doença crónica da criança. Traço logo o worst case scenario. E não consigo mesmo evitar, nem ser positiva, nem concentrar-me no trabalho nem em porra nenhuma!
Damm!!!!
sábado, 12 de maio de 2012
Olá praia...
... ou não!
Com um sol e um calor maravilhosos e eu estou RANHOSA! E precisava taaaantoooo de bronzear um pouco as perninhas e os ombros para um casamento que está ai à porta.
Xiça penico, o mau karma parece estar sempre à espreita, mesmo nestas coisinhas pequeninas!
Com um sol e um calor maravilhosos e eu estou RANHOSA! E precisava taaaantoooo de bronzear um pouco as perninhas e os ombros para um casamento que está ai à porta.
Xiça penico, o mau karma parece estar sempre à espreita, mesmo nestas coisinhas pequeninas!
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Uma amiga comentou o seguinte no Facebook:
Voltamos sempre ao mesmo, se calhar raras são as pessoas completamente felizes ou se calhar eu conheço pouca gente!
P.S. E para compor o dia acabei de ouvir o meu colega de trabalho dizer que não vale a pena investir em mim para me ensinar certas coisas só porque eu comentei que talvez fosse a uma entrevista para um emprego que me pareceu interessante, para sondar mercado e ver oportunidades e quanto é que se paga por aí. Não deixa de ser positivo. Assim pode ser que ele me deixe ficar por aqui só a mandar e-mails, a atender telefones e a fazer o expediente!
"Não, não tenho dinheiro para ir à queima, não posso comprar bilhetes pra concertos ou festivais, ir beber um copo com as amigas. Não tenho gajos atrás de mim, nem casa própria e mal consigo pagar a prestação do carro. Mas tenho uma coisa que vale por tdas as bebedeiras, festas, flirts e independência - tenho a minha filha que é MINHA. E vem hoje!!!! bom dia***"E não há melhor forma de dizer que eu trocava o meu carro, o meu emprego razoavelmente pago por um menos bem pago, a casa que estou a pagar por esta alegria, e por ter o meu pai por perto. E enquanto continuo a desesperar por uma resposta continuo a engolir em seco quando ouço malta enxofrada com coisas que para mim são pseudo-problemas (mas que para essas pessoas serão problemas enormíssimos).
Voltamos sempre ao mesmo, se calhar raras são as pessoas completamente felizes ou se calhar eu conheço pouca gente!
P.S. E para compor o dia acabei de ouvir o meu colega de trabalho dizer que não vale a pena investir em mim para me ensinar certas coisas só porque eu comentei que talvez fosse a uma entrevista para um emprego que me pareceu interessante, para sondar mercado e ver oportunidades e quanto é que se paga por aí. Não deixa de ser positivo. Assim pode ser que ele me deixe ficar por aqui só a mandar e-mails, a atender telefones e a fazer o expediente!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
E ainda as pessoas que me irritam...
Dói-me a garganta por causa deste tempo malandro e dói-me a alma por causa das pessoas que me irritam. Mas porque carga de águas é que se põem com discursos moralistas que eu sou colega e não subordinada e depois sobra p'ra mim?!
Isso, venha a graxa e as formas disfarçadas de dizer: olha, faz lá ai mais qualquer coisinha que essas merdas pequenas a mim não me assistem, estou aqui a fazer coisas mesmo importantes e tal!
P.S. E também não posso responder aos meninos sem ser com um sorriso senão ficam magoados. Talvez se tivessem a minha dor de garganta e adorassem tanto quanto eu o que estou a fazer compreendessem melhor o meu humor. Além disso não está escrito em lugar nenhum que tenho de ser a Miss Simpatia pois não?
Ai que nervos minha gente, a sério, que nervos!
Isso, venha a graxa e as formas disfarçadas de dizer: olha, faz lá ai mais qualquer coisinha que essas merdas pequenas a mim não me assistem, estou aqui a fazer coisas mesmo importantes e tal!
P.S. E também não posso responder aos meninos sem ser com um sorriso senão ficam magoados. Talvez se tivessem a minha dor de garganta e adorassem tanto quanto eu o que estou a fazer compreendessem melhor o meu humor. Além disso não está escrito em lugar nenhum que tenho de ser a Miss Simpatia pois não?
Ai que nervos minha gente, a sério, que nervos!
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