domingo, 10 de junho de 2012

Depois de passar pelo Brasil, por Angola, França, Itália sinto-me pequena em Portugal. Tenho bicho carpinteiro, não gosto de me sentir inútil, presa na rotina, quando há tanta coisa magnífica no mundo. É neste país que estou em casa, mas não é aqui que quero estar sempre, 365 dias por ano!
E é quando penso assim que desejo voltar ao jornalismo para aprender coisas todos os dias. Não é o jornalismo do Correio da Manhã, do Crime, do coitadinho, da desgraça, da violência. É o jornalismo da grande reportagem onde se contam tragédias sim, mas enquadradas no momento histórico, na geografia. E onde se contam vitórias é claro! Onde se vê o mundo e se transmite tudo o que há de desolador, trágico, magnífico e belo num contexto global.
E é quando penso assim e vejo que não há grande espaço para jovens jornalistas singrarem na grande reportagem, que acesso ao site dos jogos santa casa e jogo no euromilhões!
Frustration is a bitch!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ontem foi um dia...

... muito difícil. Extremamente, absolutamente devastador para o meu coração que eu não gosto muito de admitir que tenho, mas esperava que o meu companheiro de vida entendesse que existe e que até é bem frágil!

terça-feira, 5 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Agoniada...

...é assim que me sinto com cada vez mais frequência no trabalho! Não consigo evitar, não consigo mesmo. Por mais que seja importante ter um vencimento ao fim do mês, este stress todo por menos que nada está a revoltar-me as entranhas.

Mais uma vez Alvim

O que eu gosto do que este homem escreve. O senhor tem a modos que o dom da palavra!


Uma tarde de paintball

...resultou numa constipação e num escaldão no nariz.
Ao menos saí do campo de batalha sem uma nódoa negra gigante!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Bravo Briosa

O Dux da Universidade de Coimbra apresentou queixa contra dois estudantes por violência nas praxes e proibiu estes e mais seis de praxarem. Bravo! As praxes são para avacalhar, para integrar os alunos recém-chegados numa turma de desconhecidos com um único propósito: o ódio profundo aos chatos e malvados dos veteranos.
Bravo briosa, assim é que é. Abusos nada!

E para os senhores jornalistas que há uns anos fizeram uma reportagem sobre as praxes onde os alunos apareciam a utilizar linguagem vernácula, todos sujos, de joelhos ou a rastejar no chão, parece-me que agora anda na moda uma coisa chamada boot camp que é semelhante mas as pessoas pagam para uns nazis do exercício gritarem com elas e as fazerem suar!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Perdi todos os documentos do meu computador. Uns asnos que trabalham na loja de informática recuperaram uma pasta com meia dúzia de coisas e acharam que era tudo o que eu tinha no PC. O grave da situação é que não me importo.
Já estou por tudo. Neste momento, como não quero deixar a cabeça ceder porque isso é assumir fraqueza, estou à espera que o corpo ceda. E não sei se não estará para breve! Há dias que espero que sim, que seja para breve. Estou estafada!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Considerações parvas só porque me dói demais a cabeça para conseguir cumprir as minhas tarefas laborais!

Há coisas que me deixam estúpida nas questões do desemprego. Quando estava inscrita no centro de emprego, por ser licenciada, não havia um único módulo ou curso em que eu me pudesse inscrever, como se um licenciado soubesse tudo ou não tivesse o direito de ocupar o seu cérebro com mais conhecimento ou alguma ginástica mental. Cheguei a dizer que renunciava ao subsídio de alimentãção que dão nesses cursos e que pagava a frequência do módulo, mas a resposta era sempre a mesma: "não temos formações para licenciados no IEFP".
Agora andam com as medidas de estímulo ao emprego. Tanto os estágios profissionais como a medida estímulo 2012 são para desempregados considerados de longa duração. Ora, imaginem-me empregada, a ganhar um mau salário e ainda por cima longe de casa o que acarreta mais gastos em combustível, vejo de repente uma proposta de emprego que me enche as medidas ou que é bem mais próxima de casa e, imagine-se, nem posso concorrer, porque é SÓ para desempregados de longa duração por ser co-financiada.
Bummer!
Sou fã do sistema americano: salários base mais altos e ganhas o que trabalhas. Se trabalhas 365 dias/ano é isso que ganhas. Se tirares férias não ganhas. Se quiseres trabalhar dois turnos é isso que ganhas. Se trabalhares metade do turno só ganhas metade do turno.
Assim talvez pudéssemos contratar e descontar para pessoas durante uma semana se fosse essa a necessidade, sem termos de recorrer à chulice que é o trabalho temporário.
Só não me agrada grandemente o sistema de saúde e a questão das reformas, mas por cá isso também está escasso portanto por mim era adoptar o salário à semana, de acordo com o que se trabalha, e cada um fazia a sua poupança reforma.
Assim pago impostos para tudo: para ter o direito de comprar a minha comida, por ter o meu terreno, por ter o meu carro, pelo direito a andar vestida e o que recebo em troca é que não terei reforma, não posso construir no meu terreno uma casa para mim porque é área verde (até podia ser área fucshia, então a porra da terra é minha!), se tiver o vidro do meu carro rachado e não tiver dinheiro para o substituir sou multada, sou mal atendida no sistema de saúde para o qual desconto e onde para me fazerem um simples exame tenho sempre de apelar ao sentimentalismo da médica dizendo que o meu pai morreu de cancro e que eu tenho muito medo de ficar doente!
Que país é o meu? Que mundo é o meu? O mundo não precisa ser perfeito, mas podia ser melhor se não andássemos todos mais ocupados a olhar para o nosso umbigo e a jogar com interesses que favorecem apenas alguns.
Digam-me senhores governantes, mais ou menos vigaristas, se os vossos países falirem vão encher os bolsos para onde? E já agora, quando morrerem vão deitados, e terão vermes a alimentarem-se da vossa carnita tenrinha como qualquer um de nós. Ah! e se levarem dinheiro no bolso, não stressem, os vermes comem também!