quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sim, burras ad eternum

Tenho andado super nostálgica. Acho que é do casamento. Não sei se é normal. Há recém-casadas que dizem que sim, há outras que não lhes faz espécie. Mas, caramba, é o meu primeiro compromisso para a VIDA. Eu encaro o enlace como uma coisa muito séria... Acho mesmo que é o caminho natural para as coisas: primeiro casamento e depois filhos, porque se não somos capazes de nos comprometermos com alguém de quem podemos eventualmente separar-nos (embora não seja essa a minha intenção), como é que nos comprometemos com uma criatura que será sempre do nosso sangue independentemente de todas as contrariedades e catástrofes que essa relação possa acarretar?
A propósito de uma dissertação da Pipoca sobre a tendência feminina para a burrice quando se trata de coisas do coração veio-me novamente à memória o meu primeiro grande amor. Lembro-me de estar tremendamente apaixonada e, por isso, fiquei ainda mais decepcionada quando ele não esteve à altura de todo o amor que eu sentia.
Fiquei angustiada, dprimida, desesperada, desolada (e um monte de outros adjectivos terríveis e tristes), mas achei que tinha de colocar um fim a uma relação que não era nada daquilo que eu sonhava para um grande amor.
Nunca fui muito virada para isto do romance nem tinha grande confiança na minha capacidade de engate, mas chegou o R. à minha vida e diz-me: "Podia perder-me no teu sorriso". E ele sempre teve jeito para palavras, mais do que o meu futuro marido que é um romântico um pouco desajeitado que acha bem roubar flores nos quintais dos vizinhos para me oferecer (e que fofo que isso é!).
Mas eu teimei em ficar presa ao passado. Sentia que estava a trair o meu amor, que ele ia cair em sí e vir pedir-me para reatar e prometer que estaria ao meu lado não só nas noitadas da universidade mas naqueles momentos mesmo merdosos. Eu acho que é isso que muita gente não entende nas mulheres. Para o sexo não precisamos de um parceiro, para isso há vibradores. Precisamos de parceiros para partilharmos as coisas que nos deixam soberbamente felizes ou estupidamente tristes ou preocupadas. E não tenho a certeza se na mente deles a coisa se processa da mesma maneira.
Enfim, eu não parecia querer uma pessoa que se perdesse no meu sorriso (e que ainda por cima era bem jeitoso). Eu queria uma pessoa que me tirava o ar de tanto desapontamento que me causava.
E o R. seguiu em frente, eu não me perdi no sorriso dele. Ontem encontrei-o depois de 7 anos e, no meio de toda a incerteza (pessoal e profissional que a coisa nesse campo também é uma incógnita) e nostalgia que me tem assaltado, fico a pensar onde é que eu estaria se não tivesse sido burra, se tivesse permitido que alguém me lambesse as feridas. Talvez estivesse exactamente no mesmo sítio, mas com uma história bonita para contar pelo meio em vez de mais um ano de choro sobre o leite derramado.
Seriam precisas 20 vidas para vivermos todas as histórias paralelas que deixámos. O meu mal é ser curiosa e querer saber sempre todos os finais. Sempre fui assim, tanto que ficava frustrada por não passarem os dois finais do Você Decide ou não passava sem ler todos os finais das histórias do Tio Patinhas em que íamos tomando as decisões pelas personagens.
Aqui estou eu com 30 anos a pensar nestas coisas e trabalho com miúdas de 17 e 18 que têm exactamente os mesmos problemas e a Pipoca fala de uma mulher de meia idade com as mesmissímas questões.
Sim, somos burras ad eternum. Não sei se os homens têm as mesmas questões, acho que eles não são muito de partilhar estas coisas ou acham que não é de macho.
O que eu gostava à séria era de não me moer com estas coisas. O que eu gostava mesmo era de ser a Samantha do "Sexo e a Cidade": uma boazona com cérebro de homem e não uma mariquinhas com palas ao lado dos olhos!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Porra que fico fodida quando percebo que o Correio da Manhã é o jornal mais lido do País com notícias como esta. E depois como não tenho acesso ao Correio da Manhã em papel faço uma busca sobre o assunto e descubro que afinal o que se passou foi isto.
Ora, o CM faz MANCHETE de uma pseudo-possibilidade avançada por um empresário (lunático) que está convicto de ter achado o corpo da Maddie no quintal de um vizinho, com uma máquina de ultrassom após ter invadido propriedade alheia.
Quando ele denuncia à PJ que acredita ter encontrado o corpo da Maddie no quintal de um vizinho após a invasão do espaço sem autorização não era caso para ter sido logo preso? Se calhar acharam que o homem era louco e deixaram-no ir... só pode!
Ai que somos tão poucochinhos! Fico mesmo deprimida quando vejo colegas prestarem-se a noticiar este tipo de coisas sem qualquer fundamento ou prova cabal!

domingo, 1 de julho de 2012

Freaking out

Uma prima do meu (futuro) marido está grávida e vai estar ainda mais grávida no casamento e farta-se de colocar fotos no facebook e eu estou a passar-me!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Tenho de arranjar um tempinho para colocar o cabeçalho deste blog como deve ser...

Modo de intervenção

Estamos a voltar aos tempos do Fado, Futebol e Fátima. Somos reconhecidos lá fora pelo Fado e pelo Futebol e por cá andamos a rezar a Nossa Sra. de Fátima para que tudo corra pelo melhor.
Em falta de dinheiro, temos o orgulho nacional. Agora eu só gostava que alguém capaz se enchesse de orgulho nacional e se chegasse à frente para governar este País. Queria um Primeiro-Ministro orgulhoso que não achasse que estamos a ultrapassar a crise só porque estamos em alta à conta da selecção nacional. Queria um Primeiro-Ministro que tendo rendimentos extraordinários dissesse: eu tenho carro à borla, alojamento à borla, telefone à borla, pc à borla, comida à borla, então talvez devesse encarar isto como um estágio comparticipado pelo Estado e abdicar do vencimento.
Anyway, hoje estou em modo de intervenção porque me sinto presa no vazio que se tornou o mundo, porque em todas as matérias reina a hipocrisia e a ditadura do dinheiro. Os valores já eram, o mérito não é reconhecido, o esforço não é valorizado. E mesmo quando somos bons, não há dinheiro para aumentos, para prémios, não podemos aspirar a mudar de profissão porque as empresas estão estranguladas (à excepção da PT, Zon, Meo, Galp e afins que não sei porquê continuam a dar grandes lucros... Ah! espera, talvez porque são quase monopólios e a autoridade da concorrência não funciona muito bem).
Espero que, pelo menos no futebol, às 19h45, a gente dê na boca a Espanha e que amanhã a guerra dos ex-fascistas dê a vitória à Itália. Quero ver os detentores do capital chateados porque confesso que cada vez que a Alemanha tem a faca e o queijo na mão passam-se um bocado e começam, sei lá, uma guerra mundial. 
Venha o Fado, o Futebol e a Fátima, e para quem nos anda a enrabar, cá vai disto:


domingo, 10 de junho de 2012

Depois de passar pelo Brasil, por Angola, França, Itália sinto-me pequena em Portugal. Tenho bicho carpinteiro, não gosto de me sentir inútil, presa na rotina, quando há tanta coisa magnífica no mundo. É neste país que estou em casa, mas não é aqui que quero estar sempre, 365 dias por ano!
E é quando penso assim que desejo voltar ao jornalismo para aprender coisas todos os dias. Não é o jornalismo do Correio da Manhã, do Crime, do coitadinho, da desgraça, da violência. É o jornalismo da grande reportagem onde se contam tragédias sim, mas enquadradas no momento histórico, na geografia. E onde se contam vitórias é claro! Onde se vê o mundo e se transmite tudo o que há de desolador, trágico, magnífico e belo num contexto global.
E é quando penso assim e vejo que não há grande espaço para jovens jornalistas singrarem na grande reportagem, que acesso ao site dos jogos santa casa e jogo no euromilhões!
Frustration is a bitch!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ontem foi um dia...

... muito difícil. Extremamente, absolutamente devastador para o meu coração que eu não gosto muito de admitir que tenho, mas esperava que o meu companheiro de vida entendesse que existe e que até é bem frágil!

terça-feira, 5 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Agoniada...

...é assim que me sinto com cada vez mais frequência no trabalho! Não consigo evitar, não consigo mesmo. Por mais que seja importante ter um vencimento ao fim do mês, este stress todo por menos que nada está a revoltar-me as entranhas.