segunda-feira, 15 de outubro de 2012

My thoughts exactly

"Se me perguntassem o que eu sou responderia sempre "viajante". Adoro ser do mundo, chegar a uma nova cidade e percorre-la a pé, até que os pés se queixem e as costas me façam ameaças. Gosto de ser do mundo, de ver as cores, de virar a cabeça ao alto para observar e fotografar a arquitectura. Gosto dos cheiros, das novidades, adoro coisas novas. Há sítios onde até as cores parecem novas."

Monday bloody Monday

Já faz uma semana que voltei à velha rotina. Passado o stress do casamento (stress dos papás não nosso, que na realidade nunca se viram noivos mais calmos :P) e a espetacular viagem de núpcias cá estou, novamente, presa à secretária.
Isto para mim é que é stress, a perspetiva de não passar disto. Dizia-me ontem uma amiga que não podemos perder a ambição. O marido discutia que certas condicionantes (familiares, emocionais, económicas), levam-nos, invariavelmente, a ficar por onde estamos, a não ambicionarmos nada mais para não acordarmos diariamente com a frustração reprimida de que poderíamos estar noutro local qualquer onde nos sentíssemos infinitamente mais realizados profissionalmente.
O meu marido (ai, mon dieu que isto custa a dizer... onde já se viu uma jovem como eu a dizer "o meu marido"), concorda com a minha amiga, eu concordo com o marido dela que isto são muitos anos a "virar frangos", já tive a minha quota parte de projetos que ficaram pelo caminho.
Agora há um problema maior: como é que resolvo o facto de ficar irritada com tudo o que os meus colegas do escritório me dizem? É que esta malta é tão complicada que me dá coceira nas entranhas!
Entretanto, sexta-feira há consulta e enquanto não houver veredito final para me preparar psicologicamente para qualquer que seja o processo necessário para ter filhos, reduzo-me a um sentimento muito mauzinho: inveja grandinha grandinha de tudo quanto é mulher barriguda ou com carrinhos de bebé que se cruzam comigo.
Pronto, post otimista de segunda-feira efetuado! Have a nice week everyone!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Uh la la, o que eu gosto deste rapazito! Podia achar mais piada ao William, mas sempre fui mais dada a bad boys. E que bad boy jeitoso pá. Com e sem roupa!

Roubado daqui.

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Semana do caneco... Valeu o esparguete à bolonhesa do almoço para animar um bocadinho. Nota positiva adicional: consegui comer todo o esparguete sem me sujar!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Estou apaixonada...

...por esta pérola que um colega me mostrou ontem! Fantástico :D


Se virmos mais que um vídeo vemos logo que o senhor gosta mesmo de "sweet love"!!!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Arseniy Lavrentyev


Este rapaz foi à final da maratona de natação. Ficou em 19.º lugar. Não é brilhante (como não tem sido a participação portuguesa mas, enfim). O rapaz nasceu russo e naturalizou-se português em 2008. O caso deste moçoilo fez-me pensar nas vozes que se levantam cada vez que alguma figura conhecida de alguma área se quer tornar português. Com o Deco foi um carnaval, novo festival com o Obikwelo (acho que se escreve assim :P) e se este rapaz ganhasse alguma coisa caía logo o carmo e a trindade que a gente não gosta de ouvir o hino com sotaque.
Não tenho nada contra quem pede a nossa nacionalidade, a não ser achar que devem estar parvinhos de todo. Venham mais, mais estrangeiros para fazerem trabalhos que não queremos, para irem a finais olímpicas mesmo que fiquem em 19.º lugar, ou para ganharem medalhas, para marcarem golos, para balbuciarem o hino com ou sem sotaque.
Afinal os imigrantes que escolhem Portugal e se naturalizam são como um filho adoptado. Os pais são quem cria não quem só procriou. Assim são as pessoas: país é aquele que acolhe, não necessariamente aquele em que nascemos e onde, por vezes, podemos ter sido maltratados.
E parece-me que este rapaz não deve ter escolhido Portugal pelas excelentes condições de treino. É que consta que a Rússia tem condições muito boas e é bastante exigente com os seus atletas.
Somos sempre referidos como um povo hospitaleiro, mas ultimamente acho-nos tão xenófobos, sempre com aquela dorzinha de cotovelo relativamente a estrangeiros que vêm para nos roubar, para ocupar os nossos trabalhos, para roubar o nosso tempo na ribalta.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Não é dos casos mais simples..."

Foi assim que a simpática enfermeira que nos atendeu acabou a conversa que teve connosco para nos ambientarmos à unidade de apoio à fertilidade do Hospital Santa Maria.
E pronto, prevejo dois cenários: ou nas próximas duas consultas ficamos já a saber se somos estéreis ou vou visitar bastante o Hospital de Santa Maria nos próximos anos.
Entretanto posso pensar em alugar os quartos pensados para as crianças lá por casa.
Dizem que vidas fáceis são chatas... Epá, também achava isso, mas agora o que queria mesmo era uma vida dessas, chata até não poder mais. E fácil. Chata e fácil!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Palavras leva-as o vento

Dizem que a palavra dita é como a pedra atirada. Não se desfaz a acção, não se volta atrás. Fala-se na palavra como uma arma poderosa.
Poderá ser, mas ao encontrar ontem em casa cartas de velhas/os amigas/os e namorados (do tempo em que ainda se escreviam cartas) fico a pensar que palavras leva-as o vento. Tanta amizade/amor eterno prometido no devaneio da pós-adolescência e quando queríamos partilhar as alegrias (nem falo das tristezas) com essas pessoas onde é que elas estão?
Este mês, por conta do casamento, tem sido pródigo em perceber isto, que nem sempre temos para as outras pessoas a importância que nós lhes damos.
Também há o contrário, também foi bom recordar que algumas pessoas continuam por perto, de pedra e cal. Mas nem um batalhão de pessoas compensa um/a amigo/a perdido/a. É um bocado como a ovelha que se desgarra do rebanho e o pastor deixa todo o rebanho para procurar essa ovelha perdida certo? A questão é se a ovelha quer ser encontrada.
Short story: deu uma dorzinha no peito de reler certas coisas. E o que é que se pode fazer quanto a isso?!

ACTUALIZAÇÃO: Nem de propósito Pipoca...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012