Este post.
Sempre me fez impressão uma pessoa viver de um blog, sobretudo se a única coisa que se faz nesse blog é dar conselhos sobre moda.
As pessoas têm de se fazer à vida é claro. E a moda é um vício, também é claro. Mas faz-me confusão pá, não consigo bem explicar, acho que é pela futilidade da coisa, perante a enormidade de coisas extraordinariamente mais importantes que se passam no mundo.
E, no entanto, eu culpada me confesso fã absoluta de uma série sobre isso mesmo - escrita, moda e sexo (vá lá) - "O sexo e a cidade". Serei bipolar?!
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Estava a ficar confusa sobre o que se estaria a passar com tanta informação díspar. Afinal é simples: portugueses contra portugueses!
Devíamos estar todos do mesmo lado... E o mais engraçado é que quem anda por ali acha que tem livre arbítrio, escolheu estar ali. Qual quê: os manifestantes foram "incentivados" por um daqueles diabinhos que aparecem no ombro nos cartoons, chamados sindicatos, e os polícias pelo diabinho chamado "governo".
Enquanto andamos à palmada cheira-me que alguns andam a encher um pouco mais os bolsos, a Angela deve estar a jantar que na Alemanha é mais uma hora, o Paulo Portas é capaz de estar num sarau literário (tem cara disso), o Passos Coelho a contar as calorias da dieta e o Aníbal a contar os trocados para ver se chega ao fim do mês.
Devíamos estar todos do mesmo lado... E o mais engraçado é que quem anda por ali acha que tem livre arbítrio, escolheu estar ali. Qual quê: os manifestantes foram "incentivados" por um daqueles diabinhos que aparecem no ombro nos cartoons, chamados sindicatos, e os polícias pelo diabinho chamado "governo".
Enquanto andamos à palmada cheira-me que alguns andam a encher um pouco mais os bolsos, a Angela deve estar a jantar que na Alemanha é mais uma hora, o Paulo Portas é capaz de estar num sarau literário (tem cara disso), o Passos Coelho a contar as calorias da dieta e o Aníbal a contar os trocados para ver se chega ao fim do mês.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Skyfall
O Daniel Craig tem muita pinta neste filme juntando-se à minha lista de gajos com um charme de cortar a respiração ao lado do Pierce Brosnan, George Clooney e Brad Pitt (o que querem, gosto dos clássicos!)
O Xavier Bardem loiro fica um escarro mas tem muita pinta para fazer de mauzão.
O 007 neste filme só dá 3 quecas o que é manifestamente pouco para um filme do maior espião ao serviço de Sua Majestade!
Mais uma vez o filme tem uma série de sequências absolutamente irreais, mas a malta curte à brava ver coisas impossíveis nos filmes do 007.
Acho muita piada ao novo Q!
Parem lá de estragar carros brutalmente fixes nestes filmes e mandem um para minha casa (se vier com o Daniel Craig de bónus ainda melhor)!
O discurso da discórdia
Ainda não tinha ouvido o discurso da Isabel Jonet, mas do que tinha ouvido falar até me parecia um discurso compreensível para alguém que lida com a fome há décadas.
Através do Banco Alimentar, Isabel Jonet conheceu, com certeza, pessoas com dificuldades desde sempre, que nasceram na pobreza. Agora depara-se, cada vez mais, com pessoas da classe média que de repente ficaram sem nada. Uma classe média que podia ter feito as suas poupanças.
Não concordo quando ela diz que se viveu acima das possibilidades, mas concordo quando ela diz que o consumismo em que se viveu era dispensável.
Eu própria passei uma infância remediada. Então, quando arranjei o meu primeiro emprego de verão gastei o dinheiro todo no que me apeteceu: uma máquina fotográfica, roupa, saídas. Se soubesse o que sei hoje, tinha poupado esse dinheiro.
Já o disse e repito: adoro ir comer fora, adoro massagens, adoro viajar. Desde que as dificuldades começaram reduzi drasticamente estes pequenos prazeres porque tenho de pagar o gasóleo para ir trabalhar, tenho de comprar comida e pagar a casa. Só rezo para manter o meu emprego e poder ter a possibilidade de pagar estas despesas.
Acho que a Jonet tem razão quando fala nos concertos: é claro que ser músico é um trabalho como outro qualquer, mas em Portugal o que esgota são concertos de grandes estrelas internacionais que custam de 60€ para cima e não as salas com concertos a 10 ou 15€ de artistas portugueses.
Esgotam jogos de futebol cujos bilhetes custam de 60€ para cima com equipas como o Barcelona ou o Manchester e não jogos da divisão B que às vezes são de borla.
Não devemos abdicar dos pequenos prazeres de vez em quando, mas há anos que vejo pessoas que recebem o salário mínimo com telemóveis de última geração a comer todos os dias no café e a queixarem-se que o dinheiro não chega ao fim do mês.
Por isso há muitas partes do discurso da Jonet que não me chocam. Regra geral quando nos ofendemos muito com alguma coisa é porque a "carapuça serviu". Acho que há que ver o contexto em que foi dito e talvez interrogarmo-nos sobre as experiências que ela viveu no BA para proferir aquelas declarações.
Já com o Governo a fazer declarações daquele calibre (como já fizeram) não sou tão benevolente porque as ajudas de custo continuam altíssimas, os subsídios para tudo e mais umas botas também, as subvenções aos partidos mantém-se, funcionários incompetentes não são despedidos para dar lugar a pessoas com verdadeira competência para os cargos, os favores ao nível da administração local não acabam, e o Relvas nem quer saber se continuam a dizer que ele comprou a licenciatura e mantém-se como ministro sem ter vergonha nenhuma na cara. Isto é que me dá volta ao estômago e não as declarações da Isabel Jonet!
Através do Banco Alimentar, Isabel Jonet conheceu, com certeza, pessoas com dificuldades desde sempre, que nasceram na pobreza. Agora depara-se, cada vez mais, com pessoas da classe média que de repente ficaram sem nada. Uma classe média que podia ter feito as suas poupanças.
Não concordo quando ela diz que se viveu acima das possibilidades, mas concordo quando ela diz que o consumismo em que se viveu era dispensável.
Eu própria passei uma infância remediada. Então, quando arranjei o meu primeiro emprego de verão gastei o dinheiro todo no que me apeteceu: uma máquina fotográfica, roupa, saídas. Se soubesse o que sei hoje, tinha poupado esse dinheiro.
Já o disse e repito: adoro ir comer fora, adoro massagens, adoro viajar. Desde que as dificuldades começaram reduzi drasticamente estes pequenos prazeres porque tenho de pagar o gasóleo para ir trabalhar, tenho de comprar comida e pagar a casa. Só rezo para manter o meu emprego e poder ter a possibilidade de pagar estas despesas.
Acho que a Jonet tem razão quando fala nos concertos: é claro que ser músico é um trabalho como outro qualquer, mas em Portugal o que esgota são concertos de grandes estrelas internacionais que custam de 60€ para cima e não as salas com concertos a 10 ou 15€ de artistas portugueses.
Esgotam jogos de futebol cujos bilhetes custam de 60€ para cima com equipas como o Barcelona ou o Manchester e não jogos da divisão B que às vezes são de borla.
Não devemos abdicar dos pequenos prazeres de vez em quando, mas há anos que vejo pessoas que recebem o salário mínimo com telemóveis de última geração a comer todos os dias no café e a queixarem-se que o dinheiro não chega ao fim do mês.
Por isso há muitas partes do discurso da Jonet que não me chocam. Regra geral quando nos ofendemos muito com alguma coisa é porque a "carapuça serviu". Acho que há que ver o contexto em que foi dito e talvez interrogarmo-nos sobre as experiências que ela viveu no BA para proferir aquelas declarações.
Já com o Governo a fazer declarações daquele calibre (como já fizeram) não sou tão benevolente porque as ajudas de custo continuam altíssimas, os subsídios para tudo e mais umas botas também, as subvenções aos partidos mantém-se, funcionários incompetentes não são despedidos para dar lugar a pessoas com verdadeira competência para os cargos, os favores ao nível da administração local não acabam, e o Relvas nem quer saber se continuam a dizer que ele comprou a licenciatura e mantém-se como ministro sem ter vergonha nenhuma na cara. Isto é que me dá volta ao estômago e não as declarações da Isabel Jonet!
Yeah Obama!
Ainda não tinha saudado o Obama pela sua vitória (e o pobrezinho deve estar ansioso por uma palavra minha, nem deve dormir!).
Portanto os meus parabéns Mr. President. Fico a aguardar um convite para a Casa Branca numa festa abrilhantada por uma pop star que certamente em muito contribuiu para a sua vitória.
Portanto os meus parabéns Mr. President. Fico a aguardar um convite para a Casa Branca numa festa abrilhantada por uma pop star que certamente em muito contribuiu para a sua vitória.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Acabei de recusar um convite para integrar uma lista de uma junta de freguesia. E custou-me para caraças. Mas pensar que podia estar envolvida em teias de interesses que integram os meandros da política revoltou-me as entranhas. E isso foi mais forte do que a vontade de trabalhar para o bem da minha freguesia.
Resta-me agora ficar 4 anos calada, sem apontar nem um dedo a algo que não foi feito porque não quis ajudar à mudança. Também não quis ajudar à mudança porque, sinceramente, não vejo mudança possível!
Resta-me agora ficar 4 anos calada, sem apontar nem um dedo a algo que não foi feito porque não quis ajudar à mudança. Também não quis ajudar à mudança porque, sinceramente, não vejo mudança possível!
Sobre o que achamos que precisamos
Não vou enganar ninguém: adoro viajar, adoro ir comer fora, adoro o meu casaco de pele que custou 90 contos aqui há uns 5 anos e que já quase não me fecha nas mamas, adoro o meu IPhone (mas este veio à borla da Vodafone senão não sei se dava 500€ por esta porra ou se ia antes a Paris mais uma vez), adoro a minha casa que levarei uma vida a pagar e isto se mantiver o meu emprego.
E digo mais: morro de inveja de quem pode viajar sempre, de quem faz disso profissão (a minha cunhada é hospedeira de bordo e eu roo-me toda de cada vez que ela me manda as fotos dos sítios por onde vai passando, já que alguns desses países não vou poder visitar nem que me pinte de dourado, isto porque as probabilidades de eu vir a ganhar o euromilhões, com a sorte que tenho, são negativas), de quem pode ir a bons restaurantes experimentar comida da boa.
Adoro tudo isto porque tive oportunidade de experimentar e, verdade seja dita, quanto mais temos mais queremos.
Mas também já passei momentos em que não tive nada disto. Na minha infância tinha uma mobília velha que tinha vindo da casa da minha bisavó, 2 barbies, 1 elástico para saltar e muitos livros. Não ia a centros comerciais, ia antes passear de carro pela serra com os meus pais. Raramente comia em restaurantes, era mais em tascas. Às 21h00 dava o vitinho e ia dormir e, muitas vezes, quando acordava de manhã não estavam a dar bonecos, tinha de esperar pelas 7h00 para desaparecer o indicativo e poder ver tv.
Já em adulta lidei com pessoas que dormem em redes, fazem farinha de milho com um pilão, plantam o que comem, vão buscar água ao poço com alguidares, constroem as suas casas com barro e palha. Também já estive ao pé de pessoas que passam fome, se querem ir à escola andam km's, aproveitam todas as linhas do caderno e gastam o lápis até ao fim. E sobrevivem.
Acho que temos de achar um meio termo. Acho que podemos habituar-nos a voltar a ser felizes com menos. Menos consumismo iria beneficiar as relações interpessoais sem sombra de dúvidas.
Nós achamos que precisamos de muita coisa, mas na realidade podemos viver com bem menos. Por isso não vejo o porquê de criticarem a Isabel Jonet quando ela diz que há coisas onde podemos cortar, e por isso gosto à brava desta crónica.
E digo mais: morro de inveja de quem pode viajar sempre, de quem faz disso profissão (a minha cunhada é hospedeira de bordo e eu roo-me toda de cada vez que ela me manda as fotos dos sítios por onde vai passando, já que alguns desses países não vou poder visitar nem que me pinte de dourado, isto porque as probabilidades de eu vir a ganhar o euromilhões, com a sorte que tenho, são negativas), de quem pode ir a bons restaurantes experimentar comida da boa.
Adoro tudo isto porque tive oportunidade de experimentar e, verdade seja dita, quanto mais temos mais queremos.
Mas também já passei momentos em que não tive nada disto. Na minha infância tinha uma mobília velha que tinha vindo da casa da minha bisavó, 2 barbies, 1 elástico para saltar e muitos livros. Não ia a centros comerciais, ia antes passear de carro pela serra com os meus pais. Raramente comia em restaurantes, era mais em tascas. Às 21h00 dava o vitinho e ia dormir e, muitas vezes, quando acordava de manhã não estavam a dar bonecos, tinha de esperar pelas 7h00 para desaparecer o indicativo e poder ver tv.
Já em adulta lidei com pessoas que dormem em redes, fazem farinha de milho com um pilão, plantam o que comem, vão buscar água ao poço com alguidares, constroem as suas casas com barro e palha. Também já estive ao pé de pessoas que passam fome, se querem ir à escola andam km's, aproveitam todas as linhas do caderno e gastam o lápis até ao fim. E sobrevivem.
Acho que temos de achar um meio termo. Acho que podemos habituar-nos a voltar a ser felizes com menos. Menos consumismo iria beneficiar as relações interpessoais sem sombra de dúvidas.
Nós achamos que precisamos de muita coisa, mas na realidade podemos viver com bem menos. Por isso não vejo o porquê de criticarem a Isabel Jonet quando ela diz que há coisas onde podemos cortar, e por isso gosto à brava desta crónica.
A música já está batida...
... mas não deixa de dar tremedeiras ouvir isto logo de manhã. É música de amor de novela, daqueles que dura enquanto durar a vida, daqueles que se um morre o outro vai atrás, daqueles que dá borboletas na barriga.
Amor de novela é lindo, e a música, mesmo batida, também é!
Amor de novela é lindo, e a música, mesmo batida, também é!
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