O segundo ponto é a desconfiança em relação a Nuno Santos: se ele disse que não forneceu imagens então não forneceu. Não chego a perceber se elas saíram realmente da RTP ou não, mas se saíram até poderá ter sido algum bufo que pensa que os media agora são polícias.
O terceiro é a pequenez da mente das pessoas, traduzida em comentários como este: "A RTP mama 1 milhão todos os dias aos portugueses, e quando se lhes pedem as provas dos crimes que alguns energúmenos cometeram durante uma manifestação recusam-se a entregá-las à polícia. A solução é o despedimento dos comunistas e o encerramento do estabelecimento."
O comentário é à notícia do SOL e mostra que algumas pessoas não fazem ideia sequer do que é o jornalismo. O direito à informação é universal e essencial, e essa informação deve ser o mais possível livre e isenta, respeitando direitos e garantias, mas escusando-se a compactuar com poderes institucionalizados e, muitas vezes, repressivos.
A protecção das liberdades e das fontes de informação, a busca da verdade está no cerne da ética e deontologia dos jornalistas.
Podem argumentar que dar estas imagens à polícia é uma forma de punir crimes de agressão por parte dos manifestantes. Então, a polícia que arranje um mandato que permita confiscar as imagens.
Coisas pela porta do cavalo cheiram-me a Salazar, e isso deixa-me nervosa.
Voltar à repressão é voltar a um tempo em que, se o nosso vizinho não gostasse de nós, bastava denunciar-nos à PIDE e lá íamos nós para a sala da tortura. Isso está na História e tenho pena que a memória dos portugueses seja curta porque cada vez ouço mais a frase "meu rico Salazar", e penso WTF!
O terceiro é a pequenez da mente das pessoas, traduzida em comentários como este: "A RTP mama 1 milhão todos os dias aos portugueses, e quando se lhes pedem as provas dos crimes que alguns energúmenos cometeram durante uma manifestação recusam-se a entregá-las à polícia. A solução é o despedimento dos comunistas e o encerramento do estabelecimento."
O comentário é à notícia do SOL e mostra que algumas pessoas não fazem ideia sequer do que é o jornalismo. O direito à informação é universal e essencial, e essa informação deve ser o mais possível livre e isenta, respeitando direitos e garantias, mas escusando-se a compactuar com poderes institucionalizados e, muitas vezes, repressivos.
A protecção das liberdades e das fontes de informação, a busca da verdade está no cerne da ética e deontologia dos jornalistas.
Podem argumentar que dar estas imagens à polícia é uma forma de punir crimes de agressão por parte dos manifestantes. Então, a polícia que arranje um mandato que permita confiscar as imagens.
Coisas pela porta do cavalo cheiram-me a Salazar, e isso deixa-me nervosa.
Voltar à repressão é voltar a um tempo em que, se o nosso vizinho não gostasse de nós, bastava denunciar-nos à PIDE e lá íamos nós para a sala da tortura. Isso está na História e tenho pena que a memória dos portugueses seja curta porque cada vez ouço mais a frase "meu rico Salazar", e penso WTF!
