Estou exausta caramba... Parece que transpiro cansaço por todos os meus poros. Só me apetece ficar uma semana fechada num sítio, de pijama, a comer cereais e gelado e bolo de chocolate os dias inteiros, sem ninguém a pedir-me nada, sem uma alminha a perguntar-me ou a comentar o que quer que seja.
Como isso não é possível, vou voltar para as pastas da contabilidade com o "Mamma Mia" a passar na tv. Digam o que disserem do filme, adoro-o! É animado, positivo, solarengo, azul... É bom para levantar a moral.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
O estranho caso de Nuno Santos
Ouvi esta manhã a notícia da demissão de Nuno Santos. Vários pontos me espantam nisto. O primeiro é a PSP, qual PIDE, solicitar imagens em bruto da manifestação. Não concordo com a violência que se instalou, mas ver imagens não editadas para identificar as pessoas, no clima que se vive, soa-me a repressão e perseguição de qualquer pessoa que possa ser anti-regime.
O segundo ponto é a desconfiança em relação a Nuno Santos: se ele disse que não forneceu imagens então não forneceu. Não chego a perceber se elas saíram realmente da RTP ou não, mas se saíram até poderá ter sido algum bufo que pensa que os media agora são polícias.
O terceiro é a pequenez da mente das pessoas, traduzida em comentários como este: "A RTP mama 1 milhão todos os dias aos portugueses, e quando se lhes pedem as provas dos crimes que alguns energúmenos cometeram durante uma manifestação recusam-se a entregá-las à polícia. A solução é o despedimento dos comunistas e o encerramento do estabelecimento."
O comentário é à notícia do SOL e mostra que algumas pessoas não fazem ideia sequer do que é o jornalismo. O direito à informação é universal e essencial, e essa informação deve ser o mais possível livre e isenta, respeitando direitos e garantias, mas escusando-se a compactuar com poderes institucionalizados e, muitas vezes, repressivos.
A protecção das liberdades e das fontes de informação, a busca da verdade está no cerne da ética e deontologia dos jornalistas.
Podem argumentar que dar estas imagens à polícia é uma forma de punir crimes de agressão por parte dos manifestantes. Então, a polícia que arranje um mandato que permita confiscar as imagens.
Coisas pela porta do cavalo cheiram-me a Salazar, e isso deixa-me nervosa.
Voltar à repressão é voltar a um tempo em que, se o nosso vizinho não gostasse de nós, bastava denunciar-nos à PIDE e lá íamos nós para a sala da tortura. Isso está na História e tenho pena que a memória dos portugueses seja curta porque cada vez ouço mais a frase "meu rico Salazar", e penso WTF!
O terceiro é a pequenez da mente das pessoas, traduzida em comentários como este: "A RTP mama 1 milhão todos os dias aos portugueses, e quando se lhes pedem as provas dos crimes que alguns energúmenos cometeram durante uma manifestação recusam-se a entregá-las à polícia. A solução é o despedimento dos comunistas e o encerramento do estabelecimento."
O comentário é à notícia do SOL e mostra que algumas pessoas não fazem ideia sequer do que é o jornalismo. O direito à informação é universal e essencial, e essa informação deve ser o mais possível livre e isenta, respeitando direitos e garantias, mas escusando-se a compactuar com poderes institucionalizados e, muitas vezes, repressivos.
A protecção das liberdades e das fontes de informação, a busca da verdade está no cerne da ética e deontologia dos jornalistas.
Podem argumentar que dar estas imagens à polícia é uma forma de punir crimes de agressão por parte dos manifestantes. Então, a polícia que arranje um mandato que permita confiscar as imagens.
Coisas pela porta do cavalo cheiram-me a Salazar, e isso deixa-me nervosa.
Voltar à repressão é voltar a um tempo em que, se o nosso vizinho não gostasse de nós, bastava denunciar-nos à PIDE e lá íamos nós para a sala da tortura. Isso está na História e tenho pena que a memória dos portugueses seja curta porque cada vez ouço mais a frase "meu rico Salazar", e penso WTF!
It's the end of the world
A pipoca está preocupada com o fim do mundo. A mim explicaram-me que o mundo não vai explodir. Segundo os Maias vai acontecer alguma coisa no dia 21 de Dezembro (ou por esses dias) que vai transformar o mundo.
É um bocado como tirar a carta da morte no tarot. E, segundo os Maias, o mundo vai mudar para melhor.
Eu gostava disso, gostava que o mundo fosse sempre como se vê aqui abaixo (acho que isto, na sua versão original, é um anúncio da coca-cola, mas mesmo assim é bem fixe) :
Pode ser que não se passe nada, ou pode ser que sim, que o mundo mude, que fique tudo melhor. Who knows!!!
É um bocado como tirar a carta da morte no tarot. E, segundo os Maias, o mundo vai mudar para melhor.
Eu gostava disso, gostava que o mundo fosse sempre como se vê aqui abaixo (acho que isto, na sua versão original, é um anúncio da coca-cola, mas mesmo assim é bem fixe) :
Pode ser que não se passe nada, ou pode ser que sim, que o mundo mude, que fique tudo melhor. Who knows!!!
Invernos
Depois de uns dias de chuva chatinhos hoje está um dia de outono como se quer: frio e solarengo! Para completar a maravilha só falta um chocolate quente, mas isso vai esperar para o lanche!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Eu podia ter escrito isto...
My feelings exactly, com a diferença que o maridinho da je não se importava nada de bazar já a seguir!
Ai a espondilose...
Lá está, se calhar aos 29 anos já somos velhos. Pelo menos hoje sinto-me assim. É que me doem os ossinhos todos. Raios partam as limpezas.
Ao menos deu para distrair do facto de eu não ser stewardess material!!!
Ao menos deu para distrair do facto de eu não ser stewardess material!!!
domingo, 18 de novembro de 2012
(NOT TO) Fly Emirates
Quando cheguei esta manhã à porta do hotel onde a Fly Emirates estava a fazer mais uma sessão de recrutamento vi logo qual era o meu destino. Devia ter seguido o meu instinto inicial de ficar em casa e dormir pelo menos até às 10h como se deve fazer a um Domingo.
Mas ontem à noite, mesmo de véspera, a minha coceirinha por viagens e o desejo de juntar uns trocos para uma reforma tranquila falaram mais alto.
Reuni toda a minha coragem, pensei como seria estar longe de casa mais uma vez. E como seria estar longe do meu marido. Claro que também teria saudades da minha mãe, mas a minha mãe será sempre minha mãe, e um marido, se estamos longe, pode cair na tentação de deixar de o ser.
Fiz planos de como iria arranjar-lhe alguma coisa para ele se juntar a mim.
Tive a certeza que numa entrevista eu seria seleccionada. Adoro viajar, falo inglês fluentemente e francês relativamente bem, não tenho medo de trabalhar, adapto-me bem a outros sítios e culturas... Acho que toda a gente devia poder viajar pelo menos uma vez na vida, até a pessoa mais pobre. Viver sem nunca viajar não é viver, é sobreviver.
Quando cheguei esta manhã à porta do hotel, vi logo qual era o meu destino. Mas insisti em ficar, tinha uma réstia de esperança. A minha cunhada tinha entrado num recrutamento deles por acaso, porque ia a passar à porta donde estava a decorrer a reunião. Não tinha CV, nem maquilhagem. Tinha o cabelo solto, despenteado pelo vento e as calças de ganga da moda... rasgadas! E mesmo assim chamaram-na. A minha cunhada tem 1,70m, pesa uns 54 kg e tem 25 anos.
Eu fui de fato, do alto dos meus 164 cm de altura, pus base, andei à procura de fotos de casamentos para colocar no CV online.
Lá só tive de dizer em que ano conclui a licenciatura e esticar-me para tocar uma marca na parede, para verem se tinha altura suficiente.
Já são 21h57, não ligaram, não fui seleccionada, não vou para o Dubai, não vou ter saudades de morte do meu homem. Também não vou viajar, conhecer milhentos países e ainda ser bem paga para isso.
Quando cheguei esta manhã à porta do hotel vi logo qual era o meu destino. Era voltar para casa, com 2 horas de sono a menos e mais 8 horas de sonhos perdidos, perdidos para garotas de 22 anos com pernas maiores que as minhas, menos mamas que eu, com o batom mais vermelho e com os seus penteados de hospedeiras de bordo que preparam cuidadosamente em casa, como se estivessem prontas para embarcarem já hoje para o seu destino num A380 com bar, camas e chuveiros, a caminho da terra dos shakes.
Estas merdas entristecem-me sobremaneira, não sou material para nobel porque não tenho um cérebro brilhante, não sou material para hospedeira porque não tenho boas pernas ou já sou velha demais ou não ri o suficiente para a recrutadora, sei lá... Não sou material para jornalista (ai nem sei bem porquê).
Fico tramada com isto pá porque convenço-me mais uma vez que vou passar uns bons anos mais agarrada a uma secretária!
Vou ali deprimir-me mais um bocado e volto amanhã!
Mas ontem à noite, mesmo de véspera, a minha coceirinha por viagens e o desejo de juntar uns trocos para uma reforma tranquila falaram mais alto.
Reuni toda a minha coragem, pensei como seria estar longe de casa mais uma vez. E como seria estar longe do meu marido. Claro que também teria saudades da minha mãe, mas a minha mãe será sempre minha mãe, e um marido, se estamos longe, pode cair na tentação de deixar de o ser.
Fiz planos de como iria arranjar-lhe alguma coisa para ele se juntar a mim.
Tive a certeza que numa entrevista eu seria seleccionada. Adoro viajar, falo inglês fluentemente e francês relativamente bem, não tenho medo de trabalhar, adapto-me bem a outros sítios e culturas... Acho que toda a gente devia poder viajar pelo menos uma vez na vida, até a pessoa mais pobre. Viver sem nunca viajar não é viver, é sobreviver.
Quando cheguei esta manhã à porta do hotel, vi logo qual era o meu destino. Mas insisti em ficar, tinha uma réstia de esperança. A minha cunhada tinha entrado num recrutamento deles por acaso, porque ia a passar à porta donde estava a decorrer a reunião. Não tinha CV, nem maquilhagem. Tinha o cabelo solto, despenteado pelo vento e as calças de ganga da moda... rasgadas! E mesmo assim chamaram-na. A minha cunhada tem 1,70m, pesa uns 54 kg e tem 25 anos.
Eu fui de fato, do alto dos meus 164 cm de altura, pus base, andei à procura de fotos de casamentos para colocar no CV online.
Lá só tive de dizer em que ano conclui a licenciatura e esticar-me para tocar uma marca na parede, para verem se tinha altura suficiente.
Já são 21h57, não ligaram, não fui seleccionada, não vou para o Dubai, não vou ter saudades de morte do meu homem. Também não vou viajar, conhecer milhentos países e ainda ser bem paga para isso.
Quando cheguei esta manhã à porta do hotel vi logo qual era o meu destino. Era voltar para casa, com 2 horas de sono a menos e mais 8 horas de sonhos perdidos, perdidos para garotas de 22 anos com pernas maiores que as minhas, menos mamas que eu, com o batom mais vermelho e com os seus penteados de hospedeiras de bordo que preparam cuidadosamente em casa, como se estivessem prontas para embarcarem já hoje para o seu destino num A380 com bar, camas e chuveiros, a caminho da terra dos shakes.
Estas merdas entristecem-me sobremaneira, não sou material para nobel porque não tenho um cérebro brilhante, não sou material para hospedeira porque não tenho boas pernas ou já sou velha demais ou não ri o suficiente para a recrutadora, sei lá... Não sou material para jornalista (ai nem sei bem porquê).
Fico tramada com isto pá porque convenço-me mais uma vez que vou passar uns bons anos mais agarrada a uma secretária!
Vou ali deprimir-me mais um bocado e volto amanhã!
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
A ira da Mãe Natureza
Enquanto andamos todos à paulada, a Mãe Natureza chega e diz: alto e pára o baile, quem manda nesta merda toda sou eu!
Manda uns raios e coriscos e, de repente, somos todos pequeninos.
Caramba, para que nos serviram as aulas de história?! Não aprendemos nada com a guerra civil americana, a revolução francesa, a inquisição, 2 guerras mundiais, umas quantas bombas atómicas?
A Mãe Natureza é que manda, e ela anda a ficar zangada de ver os filhos às turras e ainda por cima a estragarem a loiça cá em casa.
Atentem só, isto não é numa ilha qualquer no pacífico, é já ali ao lado!
by Jorge Santos
P.S. E só para uma pessoa ver como são as coisas, adorei a secção de comentários do JN a propósito dos tornados. Mas as pessoas não têm mais nada para fazer?
Constipações de meia estação
Hoje sinto tanta coisa entalada na garganta que até dói. Alguém tem por ai mebocaina ou strepfen? Mas de preferência de mel e limão, sempre são mais doces. Para amarga basta a vida!
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