sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Há alturas em que me sinto bipolar. Até estava animadita ontem à tarde. Ia ter jantar com amigos, sai cedo do trabalho...
Mas cheguei a casa e dei com a mãe preocupada com o rumo do negócio da família, que ela não quer fechar porque deu muito trabalho a começar. E vejo-a cansada e gostava de fazer alguma coisa para que ela não andasse nervosa, mas não sei por onde começar.
E chegam as amigas e duas têm filhas e a outra está grávida e só falam disso e eu não posso engravidar e o jantar divertido com as amigas torna-se mais doloroso do que divertido.
E hoje entro no facebook e pela primeira vez dou com comentários de Descansa em Paz no mural de um amigo de uma amiga e fico a pensar: realmente, e se eu morresse agora o que é que sobrava? O meu mural no facebook para deixarem comentários? E esse mural ia perdurar por mais quantos anos? Até que o próprio do facebook o encerrasse por falta de atividade? E se ele não desaparecesse? Seria curioso talvez daqui a 20 anos alguém dar com aquilo e pensar quem eu teria sido, como quando damos com fotos dos nossos pais muito novos em farra com os amigos e ficamos a ponderar quem seriam essas pessoas.
Esta merda de sermos mortais e termos sentimentos é uma grande chatice.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

É Natal...

Ainda não entrei no espírito natalício. Nem sequer montei a árvore de Natal. Mas hoje, só para ver se a coisa pega, escolhi uma toilette (chique bem, o francesismo aqui pelo meio) muito dentro da época.

Merry christmas!



O facebook tem um lado muito perverso, o lado da conservação da memória. Colocamos lá fotos que estão sempre disponíveis para revermos nos álbuns. E às vezes dá-nos a parvoíce e vamos ver as fotos e está tudo tramado.
Numa altura que não espero nada da vida, rever fotos de há alguns anos causa-me uma saudade de dar ânsias no estômago.
Mas daqui a bocado passa. É só deixar-me de facebooks e o camandre e dedicar-me às faturas à minha frente que é algo muito mais catita sem sombra de dúvidas!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Notes to self

Tinha alguma esperança que as postas de pescada que o Zé Povinho vai mandando nos facebooks, blogs e twiters desta vida abrissem os olhos aos nossos governantes, mas não, continuam a chupar-nos os ossinhos. Note to Self: emigrar para a Antártica antes que dê em maluca.

Já choveu, está menos frio e um solzinho agradável. Apetecia-me mesmo ficar em casa a tratar da roupa e do jardim.
Note to Self: vai mas é trabalhar malandra para saíres cedo e ires para casa ver o último episódio da Avenida Brasil que à noite já não dá para tratar do jardim.

Eu, que sou tão natalícia, ainda não montei a árvore de Natal. Acho que não há espírito. Ora porra, se até um dos reis magos anda a meter a manápula nas prendas do menino Jesus como é que uma pessoa há-de entrar no modo Natal.
Note to Self: montar a árvore de Natal e o presépio antes do dia de Reis.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PPC e o desemprego

Pedro Passos Coelho sobre o desemprego jovem: "eu sei que custa muito. O desemprego jovem é uma brutalidade."


Nisto até acredito no PPC. Também ele foi um jovem desempregado com dificuldades. Às tantas pensou: eu não chego a lado nenhum mostrando apenas o meu magnífico CV com toda a minha experiência profissional e conhecimento. Vou mas é pedir ajuda a um amigo.
E após isto, com uns trinta e tal anos, lá arranjou um empregozinho como administrador numa empresazita de um amigo.
Estou tão mais descansada porque o sr. PM compreende o desemprego jovem!



Do Amor



O Amor é mágico e é trágico e é tão abrangente e tão diferente e tão tudo. O Amor dói sempre no peito e na alma. Dói quando estamos muito felizes porque parece que o ar vai faltar e dói quando estamos muito tristes porque parece que o ar vai faltar.
Dói sempre caramba: quando o temos porque temos medo de o perder talvez, e quando não o temos porque já o perdemos ou porque não o alcançámos.
E o Amor não se tem só por um gajo, isso é que é pior. Se só doesse por UMA pessoa era como outra. Mas dói pelo pai, pela mãe, pelos avós, pelos amigos, pelo canário, pelo cão, pelo miúdo que nunca viu o mar que vemos numa reportagem, pela mãe com o filho doente.
Quem muito ama sofre mais acho eu... Mas também ri mais acho eu!
Será?! Epá, não sei...
E isto veio a propósito do Alvim que acha que o Amor é como descascar uma maçã. E é. E o Amor também é como cortar as unhas. Se amamos alguém quando essa pessoa está a cortar as unhas então amamos essa pessoa sempre. Há lá coisa menos interessante que ver alguém a cortar as unhacas? Se amamos os amigos e o gajo e a mãe e o pai quando eles cortam as unhacas então amamos mesmo.
E isso lembra-me que fui pedida em casamento quando acordei: descabelada, com ramelas nos olhos e com aquele fantástico hálito matinal. Então amar também é como acordar. Se amamos alguém quando essa pessoa acorda então amamos sempre certo?
O Amor é tão simples, só acho que as pessoas não amam mais porque dói sempre e ninguém gosta muito de coisas que doem. Toda a gente gosta mais de coisas que não doem!

Algarve mai' lindo

Tanta coisa boa no nosso Algarve e às vezes nem damos por isso.

Neste guia de viagem do Sunday Times recomendam-se hotéis em Paris, Suiça, Nova Iorque, Chicago, Mallorca e... Santo Estêvão!

Coisa mai' boa :D


Olha a fruta fresquinha

A Compal tem 20.000€ para dar. Mais info aqui.

Rapazinho de Quarteira

Gosto muito do som deste rapazinho. Às vezes fico com um pouco de inveja do Porto onde nascem bandas como cogumelos no mato.
Só fiquei com pena do rapaz porque num showcase da antena 3 o Rui Estêvão deu-lhe um baile sobre a velha discussão sobre o porquê da malta cá deste cantinho teimar em cantar em inglês!


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Adoro

A nova rubrica da RTP com os rapazes do portugalex. Chama-se Anticrise e é uma grande moca. Já sou fã!

Há dias em que curtia à brava ganhar o euromilhões só para não ter de ouvir desaforos e engolir sapos.
As pessoas com dinheiro não ouvem desaforos nem engolem sapos... Fogo, ontem não foi o dia! Mas hoje há totoloto. Who knows!

E depois era fazer isto aqui:





terça-feira, 27 de novembro de 2012

BRAVO

Porque a diferença, a discriminação está na cabeça das pessoas "normais" e "funcionais", detentoras de todas as suas capacidades, que têm muita peninha dos pretos, dos pobres, dos deficientes, dos incapacitados e do diabo a quatro, sem nunca terem sido nenhuma destas coisas.
Não sei porque é que temos de dizer que uma pessoa é idosa e não podemos dizer que é velha, ou que alguém tem mobilidade reduzida em vez de dizer que é deficiente ou que um gajo é negro em vez de dizer que é preto. A maldade está, muitas vezes, em quem ouve, não em quem diz!
Já o Morgan Freeman dizia que não queria um dia do Orgulho Negro, senão tinha de se criar um dia do Orgulho Branco né?!
É claro que temos de nos rir de tudo. Para triste, desgraçada, com a mania que é vítima e enfadonha, já basta a vida.
BRAVO!

Monopólios

Fala-se tanto em liberalização da luz, em concorrência nas telecomunicações e no diabo a sete e eu cada vez quero mais é que tenham todos uma forte dor de barriga.

Nem consigo começar a explicar a irritação que me dá de cada vez que tenho de contactar os serviços da PT, TMN, EDP ou da água aqui do sítio.

Esta gente tem o rei na barriga, mas devia era ter uma salmonela para passarem uns dias a soro!


Às vezes apetecia-me usar uma placa ao pescoço a informar que estou em fila de espera para uma eventual inseminação artificial só para as pessoas pararem de me perguntar de vez porque é que casei há 2 meses e 5 dias e ainda não estou prenha.

Gente chata caramba!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Estou exausta caramba... Parece que transpiro cansaço por todos os meus poros. Só me apetece ficar uma semana fechada num sítio, de pijama, a comer cereais e gelado e bolo de chocolate os dias inteiros, sem ninguém a pedir-me nada, sem uma alminha a perguntar-me ou a comentar o que quer que seja.
Como isso não é possível, vou voltar para as pastas da contabilidade com o "Mamma Mia" a passar na tv. Digam o que disserem do filme, adoro-o! É animado, positivo, solarengo, azul... É bom para levantar a moral.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O estranho caso de Nuno Santos

Ouvi esta manhã a notícia da demissão de Nuno SantosVários pontos me espantam nisto. O primeiro é a PSP, qual PIDE, solicitar imagens em bruto da manifestação. Não concordo com a violência que se instalou, mas ver imagens não editadas para identificar as pessoas, no clima que se vive, soa-me a repressão e perseguição de qualquer pessoa que possa ser anti-regime.
O segundo ponto é a desconfiança em relação a Nuno Santos: se ele disse que não forneceu imagens então não forneceu. Não chego a perceber se elas saíram realmente da RTP ou não, mas se saíram até poderá ter sido algum bufo que pensa que os media agora são polícias.
O terceiro é a pequenez da mente das pessoas, traduzida em comentários como este: "A RTP mama 1 milhão todos os dias aos portugueses, e quando se lhes pedem as provas dos crimes que alguns energúmenos cometeram durante uma manifestação recusam-se a entregá-las à polícia. A solução é o despedimento dos comunistas e o encerramento do estabelecimento."
O comentário é à notícia do SOL e mostra que algumas pessoas não fazem ideia sequer do que é o jornalismo. O direito à informação é universal e essencial, e essa informação deve ser o mais possível livre e isenta, respeitando direitos e garantias, mas escusando-se a compactuar com poderes institucionalizados e, muitas vezes, repressivos.
A protecção das liberdades e das fontes de informação, a busca da verdade está no cerne da ética e deontologia dos jornalistas.
Podem argumentar que dar estas imagens à polícia é uma forma de punir crimes de agressão por parte dos manifestantes. Então, a polícia que arranje um mandato que permita confiscar as imagens.
Coisas pela porta do cavalo cheiram-me a Salazar, e isso deixa-me nervosa.
Voltar à repressão é voltar a um tempo em que, se o nosso vizinho não gostasse de nós, bastava denunciar-nos à PIDE e lá íamos nós para a sala da tortura. Isso está na História e tenho pena que a memória dos portugueses seja curta porque cada vez ouço mais a frase "meu rico Salazar", e penso WTF!

It's the end of the world

A pipoca está preocupada com o fim do mundo. A mim explicaram-me que o mundo não vai explodir. Segundo os Maias vai acontecer alguma coisa no dia 21 de Dezembro (ou por esses dias) que vai transformar o mundo.
É um bocado como tirar a carta da morte no tarot. E, segundo os Maias, o mundo vai mudar para melhor.
Eu gostava disso, gostava que o mundo fosse sempre como se vê aqui abaixo (acho que isto, na sua versão original, é um anúncio da coca-cola, mas mesmo assim é bem fixe) :




Pode ser que não se passe nada, ou pode ser que sim, que o mundo mude, que fique tudo melhor. Who knows!!!


Invernos

Depois de uns dias de chuva chatinhos hoje está um dia de outono como se quer: frio e solarengo! Para completar a maravilha só falta um chocolate quente, mas isso vai esperar para o lanche!