sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Jonet, o bode...

A Isabel Jonet tornou-se um bode expiatório desta crise. Primeiro porque disse que não devíamos comer bifes todos os dias se não pudéssemos, agora porque diz que prefere a caridade à solidariedade.
Quanto à primeira declaração, existe uma coisa que se chama sentido figurado ou, se preferirem, dar exemplos. Ela podia ter dito que não podíamos comprar roupa de marca, ou telemóveis um de cada rede, por exemplo.
Um colega de trabalho exaltou-se logo e diz: ah! esta senhora nunca passou por dificuldades, é uma burguesa. Então as pessoas lá comem bifes todos os dias?
É compreensível, as figuras do discurso não são com ele. Ele é de economia!
Talvez ela devesse ter usado o exemplo dos telemóveis, porque há quem passe sem comer, mas não sem enviar SMS.
Quanto à caridade, para os cristãos, isso é sinónimo de amor. Eu prefiro também que quem necessite seja ajudado por amor (amor por parte do próximo), e não porque seja um direito adquirido. Vamos ver: se os nossos governantes ajudassem por amor ao próximo, por necessidade intrínseca do seu ser mais íntimo e não por ser uma obrigação do Estado para cumprir direitos adquiridos, então o Estado estaria a respeitar muito mais os pobres porque estaria a assegurar o seu bem-estar por amor e não porque há uns seres que têm direitos e fazer-lhes bem é garantir votos!
A Isabel Jonet pode nunca ter passado fome (eu também não), pode ser burguesa, mas está a perder-se tempo a discutir o sexo dos anjos.
Ela está numa instituição que tem, neste momento, um papel efectivo no combate à pobreza. O Banco Alimentar fornece comida às pessoas através das paróquias, da Cruz Vermelha, das IPSS. Estas instituições procuram, tanto quanto lhes é possível, verificar no terreno (porque são instituições de proximidade), se as pessoas têm mesmo necessidade de ajuda alimentar ou se estão a mentir (também acontece). A solidariedade do Estado dá subsídios a pessoas que mentem no IRS e nem se preocupa em verificar a veracidade das declarações, dando a quem já tem e deixando à mingua quem não tem.
E mais, a solidariedade do Estado dá-se ao luxo de conceder isenções iguais a reformados que recebem 3 mil euros/mês e a reformados que recebem 300€.
A solidariedade do Estado isenta, por exemplo, uma pessoa com uma deficiência física superior a 60% de impostos, mesmo que ela ganhe 2.000€ líquidos por mês num emprego de secretária onde a sua deficiência em nada lhe retira capacidades e muito pouco lhe retira em qualidade de vida (ok, dá-lhe umas dores nas costas e não pode correr, mas dores nas costas e nos joelhos também eu tenho há anos e não tenho isenção de impostos), e cobra impostos brutais a pessoas que trabalham de sol a sol por 500€.
Não gosto do meu Estado, não gosto da sua solidariedade. Prefiro a caridade de um vizinho que me ajuda pelo carinho que me tem do que o Estado que diz que tenho de pagar, justamente, o Estado que quero ter (e caramba, não estou a pagar o Estado que quero ter). Se calhar, depois de anos a pagar os meus impostos, se agora me visse em dificuldades e tivesse de pedir ajuda ao Estado ainda tinha que dizer: muito obrigada senhores governantes, muito obrigada pela vossa esmola. Aos meus vizinhos, aos caridosos diria: obrigada pela vossa amizade e ajuda, Deus vos guarde!

All I want for Christmas é o subsídio



Pedro Fernandes I lóóóve Youuuuu!!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sol magnífico no Algarve, patrão já fora da loja e ainda por cima tive de sair para ir ao banco e aos correios e agora que regressei não me apetece fazer NADA...
O problema é que tudo o que não fizer hoje acumula para amanhã... BUÁÁÁÁ!!!!

Ai cidade mai' linda da minha vida

A Veneza algarvia está em destaque na revista da TAP. Pena que não me tenha cruzado com o Carriço. O que eu gosto daquele rapazito! :D

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

É sexy ou não é sexy!!??

Adoro isto pá... Adoro este homem! Adoro ainda mais ver os meus colegas de trabalho a imitarem isto. HAHAHAHA... estou a rir desde ontem à noite!!!!



terça-feira, 11 de dezembro de 2012



Estive um bocado sentada a apreciar a vista. É linda. Talvez a foto não lhe faça jus. Ainda por cima hoje está um sol espetacular.
Ontem estive no café, com os vizinhos a ver a bola. Ligou-me a A. através do facetime. Cuscámos um bocado, a filhota dela fez-me adeus. O maridinho chegou, viu o resto do jogo e bebeu um medronho da terra. Coisa boa, dizem. Eu, nem posso com o cheiro, mas se provei tequilla também sou mulher para provar medronho.
Sábado há festa dos miúdos, fiquei de encenar, a história do Natal com os mais velhinhos. Também há música e as amigas todas vão lá estar porque somos todas catequistas. Vai ser uma noite divertida.
Vou ter saudades de tudo isto sem dúvida, mas estou a um passo de deixar isto tudo de lado porque aguentar o poder institucionalizado está a tornar-se insuportável.
No espaço de um ano tornei-me alvo de perseguição de uma empresa municipal por ter feito uma reclamação, vi amigos irem embora da terra porque não há onde construir casas, ouvi bocas do presidente da junta (que deve ser a favor da desertificação do interior) por ter feito uma casa na terra pelo que não tinha nada que me preocupar com os outros, vi amigos chorarem pelas suas terras queimadas por desorganização da proteção civil, ouvi centenas de vezes as notícias de mais famílias em necessidade, ao mesmo tempo que vi, no concelho onde trabalho, mais uma obra megalómana de uma estrada no interior, que serve meia dúzia de pessoas, enquanto a estrada principal está completamente esburacada.
Pagar uma fatura que não é minha é o menos. Sempre aprendi que a história da humanidade é feita de altos e baixos. Mas sentir que ainda tenho de agradecer às altas autoridades pela vida de merda que estão a proporcionar aos seus cidadãos é demais.
Os senhores da empresa municipal estão a fazer-me um favor por me cobrarem esgotos e água, o presidente da junta faz-me o favor de dispensar parte do seu precioso tempo para me governar, a polícia faz o favor de me cobrar multas.
As instituições deste país começam a sufocar-me. Só vejo dinheiro a ser jogado fora com tanta gente a passar por dificuldades imensas.
Neste momento queria ganhar o euromilhões para poder ser como o avô dos meus primos. Ele era rico, então gostava de ver as pessoas fazerem-lhe todas as vontades só para tentarem que caísse alguma coisa do bolso. Gostava de ter dinheiro para baixar a soberba de algumas pessoas que ainda não perceberam que devem servir o povo e não ser servidos pelo povo.
Vou ter saudades, mas acho que vou dormir mais tranquila quando conseguir ir embora. Este país não é para novos!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Há alturas em que me sinto bipolar. Até estava animadita ontem à tarde. Ia ter jantar com amigos, sai cedo do trabalho...
Mas cheguei a casa e dei com a mãe preocupada com o rumo do negócio da família, que ela não quer fechar porque deu muito trabalho a começar. E vejo-a cansada e gostava de fazer alguma coisa para que ela não andasse nervosa, mas não sei por onde começar.
E chegam as amigas e duas têm filhas e a outra está grávida e só falam disso e eu não posso engravidar e o jantar divertido com as amigas torna-se mais doloroso do que divertido.
E hoje entro no facebook e pela primeira vez dou com comentários de Descansa em Paz no mural de um amigo de uma amiga e fico a pensar: realmente, e se eu morresse agora o que é que sobrava? O meu mural no facebook para deixarem comentários? E esse mural ia perdurar por mais quantos anos? Até que o próprio do facebook o encerrasse por falta de atividade? E se ele não desaparecesse? Seria curioso talvez daqui a 20 anos alguém dar com aquilo e pensar quem eu teria sido, como quando damos com fotos dos nossos pais muito novos em farra com os amigos e ficamos a ponderar quem seriam essas pessoas.
Esta merda de sermos mortais e termos sentimentos é uma grande chatice.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

É Natal...

Ainda não entrei no espírito natalício. Nem sequer montei a árvore de Natal. Mas hoje, só para ver se a coisa pega, escolhi uma toilette (chique bem, o francesismo aqui pelo meio) muito dentro da época.

Merry christmas!



O facebook tem um lado muito perverso, o lado da conservação da memória. Colocamos lá fotos que estão sempre disponíveis para revermos nos álbuns. E às vezes dá-nos a parvoíce e vamos ver as fotos e está tudo tramado.
Numa altura que não espero nada da vida, rever fotos de há alguns anos causa-me uma saudade de dar ânsias no estômago.
Mas daqui a bocado passa. É só deixar-me de facebooks e o camandre e dedicar-me às faturas à minha frente que é algo muito mais catita sem sombra de dúvidas!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Notes to self

Tinha alguma esperança que as postas de pescada que o Zé Povinho vai mandando nos facebooks, blogs e twiters desta vida abrissem os olhos aos nossos governantes, mas não, continuam a chupar-nos os ossinhos. Note to Self: emigrar para a Antártica antes que dê em maluca.

Já choveu, está menos frio e um solzinho agradável. Apetecia-me mesmo ficar em casa a tratar da roupa e do jardim.
Note to Self: vai mas é trabalhar malandra para saíres cedo e ires para casa ver o último episódio da Avenida Brasil que à noite já não dá para tratar do jardim.

Eu, que sou tão natalícia, ainda não montei a árvore de Natal. Acho que não há espírito. Ora porra, se até um dos reis magos anda a meter a manápula nas prendas do menino Jesus como é que uma pessoa há-de entrar no modo Natal.
Note to Self: montar a árvore de Natal e o presépio antes do dia de Reis.