sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sex ads?

Ligou-me há pouco um senhor, com um número anónimo com a seguinte conversa:
Sr: Boa tarde, estou a ligar por causa do anúncio.
Eu: Qual anúncio?
Sr: Do Correio da Manhã.
(Pensamento imediato da minha pessoa: mas quem foi o idiota que meteu o meu número de telefone num anúncio das páginas centrais - vulgo, páginas da badalhoquice - do Correio da Manhã?)
Eu: Desconheço qualquer anúncio que possa estar publicado com o meu nome no jornal, mas já agora era sobre o quê?
Sr: Sobre um Megane que está à venda.
(Pensamento imediato da minha pessoa: queres lá ver que o meu maridinho pôs o meu carro à venda sem eu saber... Vou estrangulá-lo!!!)
Eu: Realmente tenho um Mégane, mas que eu me recorde não o coloquei à venda. Então e o carro é de que ano?
Sr: De 2002.
(Suspiro de alívio da minha parte)
Eu: Ah, então não é o meu. O meu é de 2007. Veja lá que deve ter marcado mal o número, mas não deixa de ser uma coincidência estranha!
Sr: Ah, desculpe minha senhora. Bom dia e obrigado!

Depois disto fiquei a pensar outra vez que alguém me tinha pregado uma partida e colocado o meu número no Correio da Manhã nas páginas centrais mas que o senhor é que tinha percebido a tempo que eu não vendia sexo e mudou de assunto.

Contando isto a um colega, ele nem me deixou acabar, disse logo que isso era sério e para ligar ao jornal para descobrir quem tinha publicado o anúncio com o meu número.

I wonder... Será que há mesmo por ai a circular um anúncio com o meu telefone, seja para vender sexo ou para vender carros?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Prendas 2012

E pronto, a sensação do meu Natal foi isto que aqui está em baixo: o primeiro conjunto para a prevenção das rugas! Não sei se resulta, mas o aroma dos produtos é bem bom.

zoom - Coffret

Também ganhei uma torradeira destas:


E comprei para mim própria esta belezinha para ver se ando com um ar mais arranjadinho que o meu cabelo ou bem que parece um ninho de ratos ou então fica escorridinho:


Em prendinhas foi um bom Natal, mas havia algumas coisinhas que gostava mais. Coisas dignas de discurso de rainha de beleza, como a paz no mundo e água, comida e saúde para todos. Mas isso não é possível. Neste momento as expectativas andam tão em baixo que se conseguir mudar o meu cabelo já fico feliz.

Oh Happy Day

Foi há três mesinhos, e foi um dia tão rápido. Só espero que a nossa vida não seja assim tão rápida, que tenhamos montes de momentos para dar as mãos, sobretudo após as zangas monumentais que temos sempre porque somos os dois do mais teimosinho que há!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Antes do Natal fui confessar-me. Não fazia isso há anos porque uma confissão para mim é sempre dar parte de fraca, é assumir que preciso de conversar e não sabendo bem com quem vou falar com o padre.
O M. tem uns 30 anos. Conheci-o ainda como seminarista. Como os miúdos não queriam por nada confessar-se os adultos foram primeiro. Não me pareceu difícil conversar com ele, mas também não melhorou. Disse-me para tentar perceber qual era o meu caminho, se não fosse a maternidade seria outro e eu só tinha de estar atenta para perceber.
Só que até perceber qual é o caminho o coração anda apertado. Acho que esta época custa mais. Adoro as luzes, gosto de prendas (pareço uma criança a abrir os presentes, fico super entusiasmada), mas falta o meu avô, o meu pai, a perspectiva de continuar a ter uma família com quem celebrar o Natal. Então só apetece é um dia destes pegar e passar a quadra num refeitório social porque há mesmo quem não tenha família, nem prendas, nem ceia.
Isto é uma época agri-doce. Mas o que é certo é que fechando-se uma porta, abre-se uma janela, e hoje tenho um jantar com pessoas que amo de paixão e que raramente vejo. E isso é grande prenda de Natal. Portanto, agora é trabalhar um bocadinho para o dia passar depressa e chegar a hora de ir ter com as "manas" :D
Feliz pós-natal ou pré-ano novo :D

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Haja o que houver, foi no seio da Igreja Católica que encontrei algumas das pessoas mais fantásticas que conheço.
Independentemente de Jesus ser filho de Deus, ter ou não ressuscitado, ter ou não casado, diz a história que ele parece ter sido um bacano à maneira e era bem bom que pudéssemos ser assim: convictos dos nossos ideais, bondosos, capazes de partilhar e multiplicar a bondade como Ele multiplicou pães e peixes, sem medo de enfrentar os desafios e, acima de tudo humanos.
Por isso cito o o Marafado: "Irradiem alegria e estejam sempre prontos a acolher. Assim foi Jesus."
Parabéns Miguel e Vasco, espero que sejam exemplo para muitos como houve padres que foram exemplo para mim :D

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ia jurar que havia polvo no Algarve...


"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo 
Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores 
portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos 
supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.

Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti...
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós.
Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio 
do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.

Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo.
Não é saudável ter inveja de uma gamba.
 Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz.
E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa.
Eu vi perca egípcia em Telheiras... fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.

Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras.
Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca.
Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar."


Retirado daqui.

Jonet, o bode...

A Isabel Jonet tornou-se um bode expiatório desta crise. Primeiro porque disse que não devíamos comer bifes todos os dias se não pudéssemos, agora porque diz que prefere a caridade à solidariedade.
Quanto à primeira declaração, existe uma coisa que se chama sentido figurado ou, se preferirem, dar exemplos. Ela podia ter dito que não podíamos comprar roupa de marca, ou telemóveis um de cada rede, por exemplo.
Um colega de trabalho exaltou-se logo e diz: ah! esta senhora nunca passou por dificuldades, é uma burguesa. Então as pessoas lá comem bifes todos os dias?
É compreensível, as figuras do discurso não são com ele. Ele é de economia!
Talvez ela devesse ter usado o exemplo dos telemóveis, porque há quem passe sem comer, mas não sem enviar SMS.
Quanto à caridade, para os cristãos, isso é sinónimo de amor. Eu prefiro também que quem necessite seja ajudado por amor (amor por parte do próximo), e não porque seja um direito adquirido. Vamos ver: se os nossos governantes ajudassem por amor ao próximo, por necessidade intrínseca do seu ser mais íntimo e não por ser uma obrigação do Estado para cumprir direitos adquiridos, então o Estado estaria a respeitar muito mais os pobres porque estaria a assegurar o seu bem-estar por amor e não porque há uns seres que têm direitos e fazer-lhes bem é garantir votos!
A Isabel Jonet pode nunca ter passado fome (eu também não), pode ser burguesa, mas está a perder-se tempo a discutir o sexo dos anjos.
Ela está numa instituição que tem, neste momento, um papel efectivo no combate à pobreza. O Banco Alimentar fornece comida às pessoas através das paróquias, da Cruz Vermelha, das IPSS. Estas instituições procuram, tanto quanto lhes é possível, verificar no terreno (porque são instituições de proximidade), se as pessoas têm mesmo necessidade de ajuda alimentar ou se estão a mentir (também acontece). A solidariedade do Estado dá subsídios a pessoas que mentem no IRS e nem se preocupa em verificar a veracidade das declarações, dando a quem já tem e deixando à mingua quem não tem.
E mais, a solidariedade do Estado dá-se ao luxo de conceder isenções iguais a reformados que recebem 3 mil euros/mês e a reformados que recebem 300€.
A solidariedade do Estado isenta, por exemplo, uma pessoa com uma deficiência física superior a 60% de impostos, mesmo que ela ganhe 2.000€ líquidos por mês num emprego de secretária onde a sua deficiência em nada lhe retira capacidades e muito pouco lhe retira em qualidade de vida (ok, dá-lhe umas dores nas costas e não pode correr, mas dores nas costas e nos joelhos também eu tenho há anos e não tenho isenção de impostos), e cobra impostos brutais a pessoas que trabalham de sol a sol por 500€.
Não gosto do meu Estado, não gosto da sua solidariedade. Prefiro a caridade de um vizinho que me ajuda pelo carinho que me tem do que o Estado que diz que tenho de pagar, justamente, o Estado que quero ter (e caramba, não estou a pagar o Estado que quero ter). Se calhar, depois de anos a pagar os meus impostos, se agora me visse em dificuldades e tivesse de pedir ajuda ao Estado ainda tinha que dizer: muito obrigada senhores governantes, muito obrigada pela vossa esmola. Aos meus vizinhos, aos caridosos diria: obrigada pela vossa amizade e ajuda, Deus vos guarde!

All I want for Christmas é o subsídio



Pedro Fernandes I lóóóve Youuuuu!!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sol magnífico no Algarve, patrão já fora da loja e ainda por cima tive de sair para ir ao banco e aos correios e agora que regressei não me apetece fazer NADA...
O problema é que tudo o que não fizer hoje acumula para amanhã... BUÁÁÁÁ!!!!

Ai cidade mai' linda da minha vida

A Veneza algarvia está em destaque na revista da TAP. Pena que não me tenha cruzado com o Carriço. O que eu gosto daquele rapazito! :D