quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

É oficial...

... gosto desta música à brava:


... e vou começar a traduzir o meu CV para francês e tentar emigrar para a Suiça porque gosto mais de temperaturas de -10ºC do que dos novos chefes.

Posto isto: Bom dia Alegrias!!!! HAHAHAHAH

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

OMG

Oh My God é a expressão perfeita para o começo do dia de hoje. Chego de um fim-de-semana OMG de tão bom para um dia OMG de tão surreal em menos de 5 minutos que passei sentada na secretária.
O fim-de-semana teve muitos ilvicos e vichs e lenços ranhosos e trabalho, mas também teve um passeio a Sagres para ver a "mana" e o "sobrinho" - que é só o protótipo do pestinha que conhecemos do filme - e boa comida e passeio na praia e meia hora de conversa com a outra "mana" que espero visitar muito em breve.
Foi sem dúvida um fim-de-semana OMG.


Ora, chego ao trabalho e passo de um fim-de-semana OMG para um dia OMG parvo. A nova querida cá do sítio chega e diz-me logo que comeu os quatro iogurtes que deixei no frigorífico mas que vai comprar-me outros (então não vai), que teve um fim-de-semana HO-RRO-RO-SO (ler carregando bem nas sílabas e fazendo as pausas certas), e que tenho de ajudá-la com uma folha excel (ou seja, tenho de fazê-la basicamente). Tudo isto teria mais piada se pudessem ouvir a senhora falar... Epá, como se diz pelo sul, não posso com a sra. nem com molho de tomate! O sentimento aparentemente é generalizado, já que a governanta geral entrou aqui completamente histérica mesmo agora com 328 reclamações a propósito do síndrome de tia da sra. :D
Prevêem-se tempos estranhos HAHAHAHAHAHAHA!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Feliz ano quê... parte 2

A minha nova chefe trouxe com ela uma constipação daquelas de espirrar sempre de seguida, assoar-me como se não houvesse amanhã e ficar com o nariz mais vermelho que o Batatinha.
Mas pior que isso, a nova chefe trouxe com ela um sotaque insuportável de tia de Cascais e ideias novas. As ideias novas são bem vindas claro está, mas difíceis de implementar sem dinheiro e com a premente necessidade de pagar salários.
E a nova chefe está sempre a dizer-nos: "mande os mapas p'a Lesboa", "Lesboa sabe destas estatísticas", "preciso dar respostas a Lesboa". Faz-me sentir como uma parola ignorante desterrada nos cafundós de Portugal, que não sei pensar sem perguntar a "Lesboa".
Uma semana depois de conhecer a criatura não posso com ela, mas as pessoas às vezes surpreendem-nos não é verdade?
Eu gostava de ser surpreendida pela positiva, mas estou na fase São Tomé da vida: só acredito vendo!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mudanças

Não gosto de mudanças às quartas-feiras! As são para ser feitas às segundas-feiras, assim quando uma pessoa ainda está meio anestesiada do fim de semana.
O meu chefe deixou de ser o meu chefe. Agora tenho uma directora! O meu chefe era meu amigo. Esta directora não sei bem, mas consta que nós gajas temos uma certa tendência para sermos bitches!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Há dias em que...

... nem sei por onde começar. É tanta agitação no cérebro, tanta actividade para distribuir entre o Tico e o Teco que o desespero de não serem suficientes 24 horas (nem 48, quanto mais), toma conta de mim!
Hoje é um desses dias... Detesto a azáfama desta vida cheia de regras, horários e rotinas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Transtorno Dissociativo de Personalidade...

... ou como uma pessoa pode dizer coisas completamente opostas e continuar a ter tempo de antena nos Media!

Parece-me que o nosso presidente só pode sofrer da doença que dá nome a esta posta de pescada. De que outra forma poderemos compreender as suas declarações sobre o estado da nação?!
Parece-me que o Tavares tem razão: alguém devia apresentar o pensionista Silva ao presidente Cavaco!

Ó vizinha, tem aí uma chávena de açúcar que me empreste?!

A Andresa Salgueiro viveu quase 12 meses só com 1.111,00€ e um sistema de trocas espetacular. Ando há que séculos a dizer que se voltássemos a trocar batatas por cebolas éramos todos mais felizes e ainda lixávamos as finanças pelo menos até que o Coelhinho se lembrasse de mandar o Gaspar arranjar maneira de confiscar uma percentagem das cebolas como meio de pagamento de impostos!

Bravo Andresa :D


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz ano quê???

Não compreendo as comemorações de passagem de ano. Afinal qual é a cena de fazermos uma contagem decrescente, bebermos espumante, comermos passas e atirarmos confetis?
Não seria de celebrar, sendo assim, todas as passagens de dias, horas, minutos? Olha, passou mais um minuto e estou vivinha da silva...
O ano novo chegou e está, para já, igual ao ano velho. Não há nada de novo no reino dos algarves.
No entanto, não se pode dizer que não tenha sido uma festa engraçada. A mamã fazia 50 anos no dia 31, então armou-se uma festinha surpresa. Rimos, transformámos um bolo em forma de 5, num bolo em forma de 6 para comemorar, já no dia 1, os 60 anos de um amigo, bebemos uns copos, jogámos às cartas... À meia noite estávamos a falar com a minha cunhada pelo skype, directamente para o Dubai. Ela é hospedeira de bordo e, nessa noite, já tinha atravessado 3 fusos horários, ou seja, passou 3 vezes o ano. A quarta foi connosco, via internet. À meia noite e meia, para mal dos meus pecados, estava tudo colado à TV para saber quem ganhava a casa dos degredos. É o admirável mundo novo para o bom e para o mau: tem os 50 anos da minha mãe, tem o skype e tem a casa dos segredos.
Como não gosto de balanços porque acho que eles mudam consoante o nosso estado de espírito - há dias de copo meio vazio e dias de copo meio cheio - só espero espevitar um bocadinho nos tempos que se avizinham, para que não me deixe morrer lentamente. A única coisa porreira do ano novo é isso mesmo, é ir à missa do dia 1 e ouvir as charolas ao sol (está sempre sol no dia 1 à hora das charolas) e achar por uns momentos que a nossa energia está renovada e que vamos ser capazes de atingir coisas grandiosas.
Acho que a SMS falou e disse com o poema "roubado" ao grande Pablo:

Muere lentamente quien no viaja, 
quien no lee, 
quien no oye música 
quien no encuentra gracia en sí mismo

Muere lentamente 
quien destruye su amor propio, 
quien no se deja ayudar.

Muere lentamente 
quien se transforma en esclavo del hábito 
repitiendo todos los días los mismos 
trayectos, 
quien no cambia de marca, 
no se atreve a cambiar el color de su vestimenta 
o bien no conversa con quien no conoce.

Muere lentamente 
quien evita una pasión y su remolino de 
emociones, 
justamente éstas que regresanel brillo a los ojos 
y restauran los corazones destrozados.

Muere lentamente 
quien no gira el volante cuando está infeliz con 
su trabajo, o su amor, 
quien no arriesga lo cierto ni lo incierto para ir 
atrás de un sueño 
quien no se permite, ni siquiera una vez en su vida, 
huir de los consejos sensatos......

¡ Vive hoy !

¡ Arriesga hoy !

¡ Hazlo hoy !

¡ No te dejes morir lentamente !

¡ No te impidas ser feliz !

Pablo Neruda

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sex ads?

Ligou-me há pouco um senhor, com um número anónimo com a seguinte conversa:
Sr: Boa tarde, estou a ligar por causa do anúncio.
Eu: Qual anúncio?
Sr: Do Correio da Manhã.
(Pensamento imediato da minha pessoa: mas quem foi o idiota que meteu o meu número de telefone num anúncio das páginas centrais - vulgo, páginas da badalhoquice - do Correio da Manhã?)
Eu: Desconheço qualquer anúncio que possa estar publicado com o meu nome no jornal, mas já agora era sobre o quê?
Sr: Sobre um Megane que está à venda.
(Pensamento imediato da minha pessoa: queres lá ver que o meu maridinho pôs o meu carro à venda sem eu saber... Vou estrangulá-lo!!!)
Eu: Realmente tenho um Mégane, mas que eu me recorde não o coloquei à venda. Então e o carro é de que ano?
Sr: De 2002.
(Suspiro de alívio da minha parte)
Eu: Ah, então não é o meu. O meu é de 2007. Veja lá que deve ter marcado mal o número, mas não deixa de ser uma coincidência estranha!
Sr: Ah, desculpe minha senhora. Bom dia e obrigado!

Depois disto fiquei a pensar outra vez que alguém me tinha pregado uma partida e colocado o meu número no Correio da Manhã nas páginas centrais mas que o senhor é que tinha percebido a tempo que eu não vendia sexo e mudou de assunto.

Contando isto a um colega, ele nem me deixou acabar, disse logo que isso era sério e para ligar ao jornal para descobrir quem tinha publicado o anúncio com o meu número.

I wonder... Será que há mesmo por ai a circular um anúncio com o meu telefone, seja para vender sexo ou para vender carros?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Prendas 2012

E pronto, a sensação do meu Natal foi isto que aqui está em baixo: o primeiro conjunto para a prevenção das rugas! Não sei se resulta, mas o aroma dos produtos é bem bom.

zoom - Coffret

Também ganhei uma torradeira destas:


E comprei para mim própria esta belezinha para ver se ando com um ar mais arranjadinho que o meu cabelo ou bem que parece um ninho de ratos ou então fica escorridinho:


Em prendinhas foi um bom Natal, mas havia algumas coisinhas que gostava mais. Coisas dignas de discurso de rainha de beleza, como a paz no mundo e água, comida e saúde para todos. Mas isso não é possível. Neste momento as expectativas andam tão em baixo que se conseguir mudar o meu cabelo já fico feliz.

Oh Happy Day

Foi há três mesinhos, e foi um dia tão rápido. Só espero que a nossa vida não seja assim tão rápida, que tenhamos montes de momentos para dar as mãos, sobretudo após as zangas monumentais que temos sempre porque somos os dois do mais teimosinho que há!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Antes do Natal fui confessar-me. Não fazia isso há anos porque uma confissão para mim é sempre dar parte de fraca, é assumir que preciso de conversar e não sabendo bem com quem vou falar com o padre.
O M. tem uns 30 anos. Conheci-o ainda como seminarista. Como os miúdos não queriam por nada confessar-se os adultos foram primeiro. Não me pareceu difícil conversar com ele, mas também não melhorou. Disse-me para tentar perceber qual era o meu caminho, se não fosse a maternidade seria outro e eu só tinha de estar atenta para perceber.
Só que até perceber qual é o caminho o coração anda apertado. Acho que esta época custa mais. Adoro as luzes, gosto de prendas (pareço uma criança a abrir os presentes, fico super entusiasmada), mas falta o meu avô, o meu pai, a perspectiva de continuar a ter uma família com quem celebrar o Natal. Então só apetece é um dia destes pegar e passar a quadra num refeitório social porque há mesmo quem não tenha família, nem prendas, nem ceia.
Isto é uma época agri-doce. Mas o que é certo é que fechando-se uma porta, abre-se uma janela, e hoje tenho um jantar com pessoas que amo de paixão e que raramente vejo. E isso é grande prenda de Natal. Portanto, agora é trabalhar um bocadinho para o dia passar depressa e chegar a hora de ir ter com as "manas" :D
Feliz pós-natal ou pré-ano novo :D

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Haja o que houver, foi no seio da Igreja Católica que encontrei algumas das pessoas mais fantásticas que conheço.
Independentemente de Jesus ser filho de Deus, ter ou não ressuscitado, ter ou não casado, diz a história que ele parece ter sido um bacano à maneira e era bem bom que pudéssemos ser assim: convictos dos nossos ideais, bondosos, capazes de partilhar e multiplicar a bondade como Ele multiplicou pães e peixes, sem medo de enfrentar os desafios e, acima de tudo humanos.
Por isso cito o o Marafado: "Irradiem alegria e estejam sempre prontos a acolher. Assim foi Jesus."
Parabéns Miguel e Vasco, espero que sejam exemplo para muitos como houve padres que foram exemplo para mim :D

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ia jurar que havia polvo no Algarve...


"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo 
Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores 
portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos 
supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.

Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti...
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós.
Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio 
do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.

Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo.
Não é saudável ter inveja de uma gamba.
 Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz.
E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa.
Eu vi perca egípcia em Telheiras... fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.

Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras.
Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca.
Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar."


Retirado daqui.

Jonet, o bode...

A Isabel Jonet tornou-se um bode expiatório desta crise. Primeiro porque disse que não devíamos comer bifes todos os dias se não pudéssemos, agora porque diz que prefere a caridade à solidariedade.
Quanto à primeira declaração, existe uma coisa que se chama sentido figurado ou, se preferirem, dar exemplos. Ela podia ter dito que não podíamos comprar roupa de marca, ou telemóveis um de cada rede, por exemplo.
Um colega de trabalho exaltou-se logo e diz: ah! esta senhora nunca passou por dificuldades, é uma burguesa. Então as pessoas lá comem bifes todos os dias?
É compreensível, as figuras do discurso não são com ele. Ele é de economia!
Talvez ela devesse ter usado o exemplo dos telemóveis, porque há quem passe sem comer, mas não sem enviar SMS.
Quanto à caridade, para os cristãos, isso é sinónimo de amor. Eu prefiro também que quem necessite seja ajudado por amor (amor por parte do próximo), e não porque seja um direito adquirido. Vamos ver: se os nossos governantes ajudassem por amor ao próximo, por necessidade intrínseca do seu ser mais íntimo e não por ser uma obrigação do Estado para cumprir direitos adquiridos, então o Estado estaria a respeitar muito mais os pobres porque estaria a assegurar o seu bem-estar por amor e não porque há uns seres que têm direitos e fazer-lhes bem é garantir votos!
A Isabel Jonet pode nunca ter passado fome (eu também não), pode ser burguesa, mas está a perder-se tempo a discutir o sexo dos anjos.
Ela está numa instituição que tem, neste momento, um papel efectivo no combate à pobreza. O Banco Alimentar fornece comida às pessoas através das paróquias, da Cruz Vermelha, das IPSS. Estas instituições procuram, tanto quanto lhes é possível, verificar no terreno (porque são instituições de proximidade), se as pessoas têm mesmo necessidade de ajuda alimentar ou se estão a mentir (também acontece). A solidariedade do Estado dá subsídios a pessoas que mentem no IRS e nem se preocupa em verificar a veracidade das declarações, dando a quem já tem e deixando à mingua quem não tem.
E mais, a solidariedade do Estado dá-se ao luxo de conceder isenções iguais a reformados que recebem 3 mil euros/mês e a reformados que recebem 300€.
A solidariedade do Estado isenta, por exemplo, uma pessoa com uma deficiência física superior a 60% de impostos, mesmo que ela ganhe 2.000€ líquidos por mês num emprego de secretária onde a sua deficiência em nada lhe retira capacidades e muito pouco lhe retira em qualidade de vida (ok, dá-lhe umas dores nas costas e não pode correr, mas dores nas costas e nos joelhos também eu tenho há anos e não tenho isenção de impostos), e cobra impostos brutais a pessoas que trabalham de sol a sol por 500€.
Não gosto do meu Estado, não gosto da sua solidariedade. Prefiro a caridade de um vizinho que me ajuda pelo carinho que me tem do que o Estado que diz que tenho de pagar, justamente, o Estado que quero ter (e caramba, não estou a pagar o Estado que quero ter). Se calhar, depois de anos a pagar os meus impostos, se agora me visse em dificuldades e tivesse de pedir ajuda ao Estado ainda tinha que dizer: muito obrigada senhores governantes, muito obrigada pela vossa esmola. Aos meus vizinhos, aos caridosos diria: obrigada pela vossa amizade e ajuda, Deus vos guarde!

All I want for Christmas é o subsídio



Pedro Fernandes I lóóóve Youuuuu!!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sol magnífico no Algarve, patrão já fora da loja e ainda por cima tive de sair para ir ao banco e aos correios e agora que regressei não me apetece fazer NADA...
O problema é que tudo o que não fizer hoje acumula para amanhã... BUÁÁÁÁ!!!!

Ai cidade mai' linda da minha vida

A Veneza algarvia está em destaque na revista da TAP. Pena que não me tenha cruzado com o Carriço. O que eu gosto daquele rapazito! :D

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

É sexy ou não é sexy!!??

Adoro isto pá... Adoro este homem! Adoro ainda mais ver os meus colegas de trabalho a imitarem isto. HAHAHAHA... estou a rir desde ontem à noite!!!!



terça-feira, 11 de dezembro de 2012



Estive um bocado sentada a apreciar a vista. É linda. Talvez a foto não lhe faça jus. Ainda por cima hoje está um sol espetacular.
Ontem estive no café, com os vizinhos a ver a bola. Ligou-me a A. através do facetime. Cuscámos um bocado, a filhota dela fez-me adeus. O maridinho chegou, viu o resto do jogo e bebeu um medronho da terra. Coisa boa, dizem. Eu, nem posso com o cheiro, mas se provei tequilla também sou mulher para provar medronho.
Sábado há festa dos miúdos, fiquei de encenar, a história do Natal com os mais velhinhos. Também há música e as amigas todas vão lá estar porque somos todas catequistas. Vai ser uma noite divertida.
Vou ter saudades de tudo isto sem dúvida, mas estou a um passo de deixar isto tudo de lado porque aguentar o poder institucionalizado está a tornar-se insuportável.
No espaço de um ano tornei-me alvo de perseguição de uma empresa municipal por ter feito uma reclamação, vi amigos irem embora da terra porque não há onde construir casas, ouvi bocas do presidente da junta (que deve ser a favor da desertificação do interior) por ter feito uma casa na terra pelo que não tinha nada que me preocupar com os outros, vi amigos chorarem pelas suas terras queimadas por desorganização da proteção civil, ouvi centenas de vezes as notícias de mais famílias em necessidade, ao mesmo tempo que vi, no concelho onde trabalho, mais uma obra megalómana de uma estrada no interior, que serve meia dúzia de pessoas, enquanto a estrada principal está completamente esburacada.
Pagar uma fatura que não é minha é o menos. Sempre aprendi que a história da humanidade é feita de altos e baixos. Mas sentir que ainda tenho de agradecer às altas autoridades pela vida de merda que estão a proporcionar aos seus cidadãos é demais.
Os senhores da empresa municipal estão a fazer-me um favor por me cobrarem esgotos e água, o presidente da junta faz-me o favor de dispensar parte do seu precioso tempo para me governar, a polícia faz o favor de me cobrar multas.
As instituições deste país começam a sufocar-me. Só vejo dinheiro a ser jogado fora com tanta gente a passar por dificuldades imensas.
Neste momento queria ganhar o euromilhões para poder ser como o avô dos meus primos. Ele era rico, então gostava de ver as pessoas fazerem-lhe todas as vontades só para tentarem que caísse alguma coisa do bolso. Gostava de ter dinheiro para baixar a soberba de algumas pessoas que ainda não perceberam que devem servir o povo e não ser servidos pelo povo.
Vou ter saudades, mas acho que vou dormir mais tranquila quando conseguir ir embora. Este país não é para novos!