Epá, quem é contra o acordo ortográfico porque desvirtua a língua portuguesa ou o camandro, devia passar umas horas nas escolas portuguesas. Desde os miúdos da geração sms aos graúdos que fugiram da escola e agora andam por aí nas novas oportunidades e nas novas oportunidades, o panorama é terrível: as pessoas estão próximas do analfabetismo.
Ler coisas como "fizes-te", "ouvis-te", "goxtuh", "quelientes" ou "caneka" é algo que me mata um bocadinho todos os dias. Mais grave ainda é termos um sistema de formação profissional que permite que alguém possa ser formador sem saber escrever (nem que seja formador de mecânica, se vai dar aulas, passar projecções, corrigir testes, então tem de saber escrever).
Caminhamos para a ignorância. Não saber escrever na era de todas as tecnologias é estarmos um passo mais próximos de nos tornarmos seres acéfalos. Sem a escrita e sem a leitura, com máquinas que fazem tudo por nós (até pensam por nós), onde é que vamos parar?