Eu também gostava de continuar em Portugal, também não sei bem porquê, mas gostava. Mas sou casada e, como tal, as decisões são tomadas a dois. E como ele está infeliz neste cantinho à beira-mar plantado, para já, ele vai embora e eu fico. O problema é que o coração fica mirradinho tanto por ficar, porque fico sem ele, como por partir, porque tenho de abandonar o que é meu, a minha casa, o meu país, os meus amigos, tudo o que me é caro e familiar e me faz sorrir.
E os filhos da prostituta que me colocam (e a tantos como eu) nesta situação continuam impávidos e serenos a discutir o sexo dos anjos na Assembleia da República.
quinta-feira, 7 de março de 2013
E agora para algo completamente diferente
Duas coisas que não têm nada a ver, mas que gosto à brava, só para ver se o dia fica menos cinzento que isto está agreste pá!
PQP
É muito mau quando o trabalho comanda a nossa vida certo? Quando escolhi o que queria estudar pensei em algo que considerei ser a profissão que me faria feliz. E acho que faria, se conseguisse exercê-la de forma isenta e em concordância com aquela que é a sua ética e deontologia.
Num mundo rapidamente em mudança, os jornalistas têm enormes responsabilidades sociais. Agora, por exemplo, foi uma notícia de jornal a criar uma tensão desagradável entre Angola e Portugal, que pode comprometer as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.
Ora, nem eu exerço a profissão nem concordo muito com o que vejo em alguns jornais e telejornais. Provavelmente se fosse jornalista hoje estaria tão infeliz com a minha profissão como estou enquanto secretária.
A agravante neste momento é que tenho em crer que vir trabalhar me está a afectar a tensão arterial e estou a desenvolver o síndrome de Tourette. E mais, detesto desejar mal a alguém, mas neste momento desejo tanto bem à minha chefe como ao Relvas, ou seja, uma dor de barriga ininterrupta por 24 horas pelo menos. Já que aquelas cabecinhas só produzem bosta, ao menos que saísse pelo sítio certo.
Há quem possa pensar que reclamo de barriga cheia, mas caramba, a inevitabilidade de termos que aturar gente malcriada, incompetente e má porque temos contas para pagar ao fim do mês é muito triste.
O capitalismo tornou-nos tão escravos quanto os prisioneiros que construíram as pirâmides do Egipto. As chicotadas não são físicas, são psicológicas. Se uma chicotada física vai sarando, a psicológica vai moendo, mesmo em sonhos.
E fico a pensar o que é pior.
E fico a pensar que o que se passa nesta empresa, comandada por gente estúpida, é o que se passa no meu País.
E fico a pensar que somos tratados por quem nos comanda como seres menores, cujas manifestações de desagrado não importam, porque o que importa é o défice, e é faturar, e é a pessoa que manda ter razão mesmo quando não tem.
E essa chicotada vai-me doendo no cérebro desde que cruzo a porta do trabalho até muito depois de sair daqui!
Num mundo rapidamente em mudança, os jornalistas têm enormes responsabilidades sociais. Agora, por exemplo, foi uma notícia de jornal a criar uma tensão desagradável entre Angola e Portugal, que pode comprometer as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.
Ora, nem eu exerço a profissão nem concordo muito com o que vejo em alguns jornais e telejornais. Provavelmente se fosse jornalista hoje estaria tão infeliz com a minha profissão como estou enquanto secretária.
A agravante neste momento é que tenho em crer que vir trabalhar me está a afectar a tensão arterial e estou a desenvolver o síndrome de Tourette. E mais, detesto desejar mal a alguém, mas neste momento desejo tanto bem à minha chefe como ao Relvas, ou seja, uma dor de barriga ininterrupta por 24 horas pelo menos. Já que aquelas cabecinhas só produzem bosta, ao menos que saísse pelo sítio certo.
Há quem possa pensar que reclamo de barriga cheia, mas caramba, a inevitabilidade de termos que aturar gente malcriada, incompetente e má porque temos contas para pagar ao fim do mês é muito triste.
O capitalismo tornou-nos tão escravos quanto os prisioneiros que construíram as pirâmides do Egipto. As chicotadas não são físicas, são psicológicas. Se uma chicotada física vai sarando, a psicológica vai moendo, mesmo em sonhos.
E fico a pensar o que é pior.
E fico a pensar que o que se passa nesta empresa, comandada por gente estúpida, é o que se passa no meu País.
E fico a pensar que somos tratados por quem nos comanda como seres menores, cujas manifestações de desagrado não importam, porque o que importa é o défice, e é faturar, e é a pessoa que manda ter razão mesmo quando não tem.
E essa chicotada vai-me doendo no cérebro desde que cruzo a porta do trabalho até muito depois de sair daqui!
terça-feira, 5 de março de 2013
domingo, 3 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Isto é que vai para aqui uma açorda
Uma pessoa vai de férias 2 semanas e quando volta encontra tudo do avesso. Senão vejamos: o Sporting está a jogar com a equipa B, o Papa demite-se, a minha chefe está ainda mais parva do que quando fui de férias. Ah... é verdade, e anda o País inteiro a cantar o Grândola Vila Morena!
A juntar a isto estou com uma gripe que nem me dou lambida.
De qualquer forma, a cara do Sr. Relvas no momento em que é interrompido é impagável. Se for necessário ir para fora mais vezes para voltar para um país que faz isto aos seus governantes eu vou. Gosto de ver o povo efervescer, gosto de ver o povo na rua, ter-me-ia juntado se me desse mexida! Fica aqui o meu contributo para a manif de hoje, a cara de tacho do Relvas.
Isto dá-me o mesmo gozo que ver a minha chefinha meter os dois pés na argola apesar de saber sempre tudo, nunca se enganar e raramente ter dúvidas.
Avante camaradas pá!
A juntar a isto estou com uma gripe que nem me dou lambida.
De qualquer forma, a cara do Sr. Relvas no momento em que é interrompido é impagável. Se for necessário ir para fora mais vezes para voltar para um país que faz isto aos seus governantes eu vou. Gosto de ver o povo efervescer, gosto de ver o povo na rua, ter-me-ia juntado se me desse mexida! Fica aqui o meu contributo para a manif de hoje, a cara de tacho do Relvas.
Isto dá-me o mesmo gozo que ver a minha chefinha meter os dois pés na argola apesar de saber sempre tudo, nunca se enganar e raramente ter dúvidas.
Avante camaradas pá!
P.S. Ah, e isto também é do melhor! Estamos a ficar imaginativos...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Voltei voltei voltei do Dubai
Pois é, estive "emigrada" 12 dias: 7 no dubai, 5 em veneza.
Short story: detestei as mulheres de burka, adorei os carros e os edifícios, detestei o snobismo dos árabes, adorei a simpatia de todos os não-árabes (embora muçulmanos, porque há uma diferença) que me atenderam nos mais diversos locais públicos, tropecei num passeio e aterrei em cima de um árabe dos snobs, mas que ao ver-me cair para cima dele teve um ímpeto de delicadeza num primeiro momento de me agarrar no braço, mas isso foi só até o maridinho vir em meu socorro, adorei jantar num 49.º andar, detestei não conseguir comprar uma garrafa de vinho em lado nenhum, nem para cozinhar (e por isso descobri que a minha cunhada andava a cozinhar com um vinho branco chardonnay, comprado em Itália, que lhe custou quase 6€).
Em veneza adorei tudo: o andar a pé para todo o lado, a lentidão e a calma de andar de barco para todo o lado, as tapas numa tasca cheia de vinho nas paredes, as massas, a companhia das minhas queridas de sempre, até a peste do filho de uma delas que depois de fazer asneira da grande e lhe dizermos que estamos zangados com ele pergunta: "poquê?". Adorei sobretudo um dia em que ele estava a mexer no telemóvel e a comer um chupa e a lambuzar-se todo e logo de seguida, ao acabar o chupa, decide lamber o telemóvel :D Impossível ralhar pá!
Voltei, e em dois dias de trabalho cheguei duas vezes a casa com palpitações e dor de cabeça. Se continuar a trabalhar com esta doida parece-me que vou aumentar o número de pessoas viciadas em ansiolíticos. Para já fico-me pelos benuron, mas é caso para dizer Amo-te chefinha!
Na realidade, para os fãs de Harry Potter, esta senhora é como um Dementor. Neste momento estamos em Azkaban e se tentamos fugir ela vem e suga-nos a energia e a alma, e a seguir vamos à nossa vida, em piloto automático e com palpitações no peito e a sensação de agulhas no cérebro.
Posto isto, e antes que ela me venha espreitar por cima do ombro para ver o que é que eu estou a fazer, vou voltar ao trabalho e aproveitar o resto de energia que o Dementor ainda não me sugou!
Short story: detestei as mulheres de burka, adorei os carros e os edifícios, detestei o snobismo dos árabes, adorei a simpatia de todos os não-árabes (embora muçulmanos, porque há uma diferença) que me atenderam nos mais diversos locais públicos, tropecei num passeio e aterrei em cima de um árabe dos snobs, mas que ao ver-me cair para cima dele teve um ímpeto de delicadeza num primeiro momento de me agarrar no braço, mas isso foi só até o maridinho vir em meu socorro, adorei jantar num 49.º andar, detestei não conseguir comprar uma garrafa de vinho em lado nenhum, nem para cozinhar (e por isso descobri que a minha cunhada andava a cozinhar com um vinho branco chardonnay, comprado em Itália, que lhe custou quase 6€).
Em veneza adorei tudo: o andar a pé para todo o lado, a lentidão e a calma de andar de barco para todo o lado, as tapas numa tasca cheia de vinho nas paredes, as massas, a companhia das minhas queridas de sempre, até a peste do filho de uma delas que depois de fazer asneira da grande e lhe dizermos que estamos zangados com ele pergunta: "poquê?". Adorei sobretudo um dia em que ele estava a mexer no telemóvel e a comer um chupa e a lambuzar-se todo e logo de seguida, ao acabar o chupa, decide lamber o telemóvel :D Impossível ralhar pá!
Voltei, e em dois dias de trabalho cheguei duas vezes a casa com palpitações e dor de cabeça. Se continuar a trabalhar com esta doida parece-me que vou aumentar o número de pessoas viciadas em ansiolíticos. Para já fico-me pelos benuron, mas é caso para dizer Amo-te chefinha!
Na realidade, para os fãs de Harry Potter, esta senhora é como um Dementor. Neste momento estamos em Azkaban e se tentamos fugir ela vem e suga-nos a energia e a alma, e a seguir vamos à nossa vida, em piloto automático e com palpitações no peito e a sensação de agulhas no cérebro.
Posto isto, e antes que ela me venha espreitar por cima do ombro para ver o que é que eu estou a fazer, vou voltar ao trabalho e aproveitar o resto de energia que o Dementor ainda não me sugou!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
First impressions
Cheguei hj ao Dubai e estou dividida. O pais é, aparentemente, super organizado, limpo, funcional e seguro. Toda a gente tem sido muito educada à excepção do árabe que estava no controlo de passaportes no aeroporto. Esse nem bom dia disse.
As ruas estão limpas e iluminadas e é tudo grande e vistoso e arranjado.
No entanto, não consigo desviar os olhos nem por um segundo das mulheres que usam burka. Há algumas que usam inclusive luvas e a cara completamente coberta pelo véu. E qd vejo miúdas, filhas destes muçulmanos, só penso como é que elas irão passar de meninas traquinas para adultas todas vestidas de preto, propriedade de idiotas que serão arranjados para seus maridos.
Fora isso algumas coisas captaram-me a atenção, a começar, pela beleza de algumas muçulmanas. Já eles metem medo ao susto.
Outra nota são os super carrões, o estilo de vida americanizado, apesar do islão odiar o ocidente, o facto da SIC ser um canal proibido aqui no entanto as cinquenta sombras de grey é um best seller. É a contradição do género humano.
Qd voltar ponho umas fotos. Bisous quiduchos...
As ruas estão limpas e iluminadas e é tudo grande e vistoso e arranjado.
No entanto, não consigo desviar os olhos nem por um segundo das mulheres que usam burka. Há algumas que usam inclusive luvas e a cara completamente coberta pelo véu. E qd vejo miúdas, filhas destes muçulmanos, só penso como é que elas irão passar de meninas traquinas para adultas todas vestidas de preto, propriedade de idiotas que serão arranjados para seus maridos.
Fora isso algumas coisas captaram-me a atenção, a começar, pela beleza de algumas muçulmanas. Já eles metem medo ao susto.
Outra nota são os super carrões, o estilo de vida americanizado, apesar do islão odiar o ocidente, o facto da SIC ser um canal proibido aqui no entanto as cinquenta sombras de grey é um best seller. É a contradição do género humano.
Qd voltar ponho umas fotos. Bisous quiduchos...
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Bug da Missy
Ocorreu-me agora que os equipamentos electrónicos que me rodeiam sobreviveram ao bug do milénio mas não sobrevivem a mim.
Vejamos:
- Instalação da MEO em casa: falhou. O sr. montou a parafernália de cabos necessária, sobe poste, desce poste e no fim não liga nada porque a caixa da PT está avariada. Isto foi na sexta-feira, ainda estou à espera que a PT lá vá arranjar a caixa.
- Telemóvel desligado desde sábado porque a vodafone mudou todos os cartões de tlm para 4G. Só que não recebi cartão nenhum novo em casa, o que significa que tive de ir à loja pedir um que só chega amanhã.
- Impressora multifunções nova do escritório: avariada. Não puxa as folhas, logo, todos os documentos que tenho para scannar estão aqui à espera que eu ganhe coragem para fazer a digitalização página a página para depois ainda ter de juntar tudo num documento.
- MB do hotel: desactivado. solicitámos o cancelamento de um junto do banco. Cancelaram, mas foi o errado!
Isto deve ser para provar que podemos viver sem tecnologia, mas já agora só pedia que este pc de onde vos escrevo reconhecesse a minha máquina fotográfica e o meu telemóvel para eu poder fazer uma cópiazinha das minhas fotos e assim. Como não me parece que isso vá acontecer acho que me vou dedicar às digitalizações com o receio, no entanto, de algum génio maligno me deixar digitalizar tudo e depois fazer desaparecer os ficheiros do PC.
Se isso acontecer prometo desde já dedicar-me à agricultura. Ao menos as enxadas não bloqueiam nem apanham vírus.
Vejamos:
- Instalação da MEO em casa: falhou. O sr. montou a parafernália de cabos necessária, sobe poste, desce poste e no fim não liga nada porque a caixa da PT está avariada. Isto foi na sexta-feira, ainda estou à espera que a PT lá vá arranjar a caixa.
- Telemóvel desligado desde sábado porque a vodafone mudou todos os cartões de tlm para 4G. Só que não recebi cartão nenhum novo em casa, o que significa que tive de ir à loja pedir um que só chega amanhã.
- Impressora multifunções nova do escritório: avariada. Não puxa as folhas, logo, todos os documentos que tenho para scannar estão aqui à espera que eu ganhe coragem para fazer a digitalização página a página para depois ainda ter de juntar tudo num documento.
- MB do hotel: desactivado. solicitámos o cancelamento de um junto do banco. Cancelaram, mas foi o errado!
Isto deve ser para provar que podemos viver sem tecnologia, mas já agora só pedia que este pc de onde vos escrevo reconhecesse a minha máquina fotográfica e o meu telemóvel para eu poder fazer uma cópiazinha das minhas fotos e assim. Como não me parece que isso vá acontecer acho que me vou dedicar às digitalizações com o receio, no entanto, de algum génio maligno me deixar digitalizar tudo e depois fazer desaparecer os ficheiros do PC.
Se isso acontecer prometo desde já dedicar-me à agricultura. Ao menos as enxadas não bloqueiam nem apanham vírus.
Dubai here I go!
Para a semana se o avião não cair, não me esquecer do passaporte, da certidão de casamento, das malas ou do marido, estarei a passear aqui nesta ilhota... :D

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