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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Modo de intervenção

Estamos a voltar aos tempos do Fado, Futebol e Fátima. Somos reconhecidos lá fora pelo Fado e pelo Futebol e por cá andamos a rezar a Nossa Sra. de Fátima para que tudo corra pelo melhor.
Em falta de dinheiro, temos o orgulho nacional. Agora eu só gostava que alguém capaz se enchesse de orgulho nacional e se chegasse à frente para governar este País. Queria um Primeiro-Ministro orgulhoso que não achasse que estamos a ultrapassar a crise só porque estamos em alta à conta da selecção nacional. Queria um Primeiro-Ministro que tendo rendimentos extraordinários dissesse: eu tenho carro à borla, alojamento à borla, telefone à borla, pc à borla, comida à borla, então talvez devesse encarar isto como um estágio comparticipado pelo Estado e abdicar do vencimento.
Anyway, hoje estou em modo de intervenção porque me sinto presa no vazio que se tornou o mundo, porque em todas as matérias reina a hipocrisia e a ditadura do dinheiro. Os valores já eram, o mérito não é reconhecido, o esforço não é valorizado. E mesmo quando somos bons, não há dinheiro para aumentos, para prémios, não podemos aspirar a mudar de profissão porque as empresas estão estranguladas (à excepção da PT, Zon, Meo, Galp e afins que não sei porquê continuam a dar grandes lucros... Ah! espera, talvez porque são quase monopólios e a autoridade da concorrência não funciona muito bem).
Espero que, pelo menos no futebol, às 19h45, a gente dê na boca a Espanha e que amanhã a guerra dos ex-fascistas dê a vitória à Itália. Quero ver os detentores do capital chateados porque confesso que cada vez que a Alemanha tem a faca e o queijo na mão passam-se um bocado e começam, sei lá, uma guerra mundial. 
Venha o Fado, o Futebol e a Fátima, e para quem nos anda a enrabar, cá vai disto: