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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Oh Happy Day
Foi há três mesinhos, e foi um dia tão rápido. Só espero que a nossa vida não seja assim tão rápida, que tenhamos montes de momentos para dar as mãos, sobretudo após as zangas monumentais que temos sempre porque somos os dois do mais teimosinho que há!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Monday bloody Monday
Já faz uma semana que voltei à velha rotina. Passado o stress do casamento (stress dos papás não nosso, que na realidade nunca se viram noivos mais calmos :P) e a espetacular viagem de núpcias cá estou, novamente, presa à secretária.
Isto para mim é que é stress, a perspetiva de não passar disto. Dizia-me ontem uma amiga que não podemos perder a ambição. O marido discutia que certas condicionantes (familiares, emocionais, económicas), levam-nos, invariavelmente, a ficar por onde estamos, a não ambicionarmos nada mais para não acordarmos diariamente com a frustração reprimida de que poderíamos estar noutro local qualquer onde nos sentíssemos infinitamente mais realizados profissionalmente.
O meu marido (ai, mon dieu que isto custa a dizer... onde já se viu uma jovem como eu a dizer "o meu marido"), concorda com a minha amiga, eu concordo com o marido dela que isto são muitos anos a "virar frangos", já tive a minha quota parte de projetos que ficaram pelo caminho.
Agora há um problema maior: como é que resolvo o facto de ficar irritada com tudo o que os meus colegas do escritório me dizem? É que esta malta é tão complicada que me dá coceira nas entranhas!
Entretanto, sexta-feira há consulta e enquanto não houver veredito final para me preparar psicologicamente para qualquer que seja o processo necessário para ter filhos, reduzo-me a um sentimento muito mauzinho: inveja grandinha grandinha de tudo quanto é mulher barriguda ou com carrinhos de bebé que se cruzam comigo.
Pronto, post otimista de segunda-feira efetuado! Have a nice week everyone!
Isto para mim é que é stress, a perspetiva de não passar disto. Dizia-me ontem uma amiga que não podemos perder a ambição. O marido discutia que certas condicionantes (familiares, emocionais, económicas), levam-nos, invariavelmente, a ficar por onde estamos, a não ambicionarmos nada mais para não acordarmos diariamente com a frustração reprimida de que poderíamos estar noutro local qualquer onde nos sentíssemos infinitamente mais realizados profissionalmente.
O meu marido (ai, mon dieu que isto custa a dizer... onde já se viu uma jovem como eu a dizer "o meu marido"), concorda com a minha amiga, eu concordo com o marido dela que isto são muitos anos a "virar frangos", já tive a minha quota parte de projetos que ficaram pelo caminho.
Agora há um problema maior: como é que resolvo o facto de ficar irritada com tudo o que os meus colegas do escritório me dizem? É que esta malta é tão complicada que me dá coceira nas entranhas!
Entretanto, sexta-feira há consulta e enquanto não houver veredito final para me preparar psicologicamente para qualquer que seja o processo necessário para ter filhos, reduzo-me a um sentimento muito mauzinho: inveja grandinha grandinha de tudo quanto é mulher barriguda ou com carrinhos de bebé que se cruzam comigo.
Pronto, post otimista de segunda-feira efetuado! Have a nice week everyone!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Grande nóia...
... ou melhor, grande piela! Há que séculos que não apanhava uma carraspana, mas no sábado com uma garrafa de rosé no bucho e 3 mojitos a coisa deu-se.
Giro giro foi equilibrar-me nuns tacões de 7 cm e tentar ter um discurso coerente a noite toda. Aparentemente não estou tão velha assim porque ontem acordei fresca e fofa que nem uma alface enquanto que nas noites que não bebo acordo no dia seguinte a precisar de uma transfusão de sangue!
Olha, mesmo tendo falado de coisas deprimentes durante a dita camada soube-me bem a loucura :) Agora vou guardar-me para a despedida de solteira :P
Giro giro foi equilibrar-me nuns tacões de 7 cm e tentar ter um discurso coerente a noite toda. Aparentemente não estou tão velha assim porque ontem acordei fresca e fofa que nem uma alface enquanto que nas noites que não bebo acordo no dia seguinte a precisar de uma transfusão de sangue!
Olha, mesmo tendo falado de coisas deprimentes durante a dita camada soube-me bem a loucura :) Agora vou guardar-me para a despedida de solteira :P
quinta-feira, 10 de maio de 2012
"Voltámos para casa anteontem, nesse dia sagrado. Não há no mundo maior delícia do que a normalidade. Cada palavra da Maria João soa-me a música amada. Nos livros avisam que a remoção de tumores cancerosos do cérebro pode provocar alterações de personalidade.
Eu tinha medo que ela deixasse de ser a Maria João que eu amo. Mais medo ainda tinha que ela deixasse de me amar. A primeira vez que a vi, poucas horas depois da cirurgia, no remanso dos cuidados intensivos, perguntei-lhe se ela me reconhecia. E ela recuou a cabeça ligada, fez uns olhos de surpresa repugnante e perguntou, com convencimento: "Mas quem é o senhor?"
Nem sequer foi o sentido de humor a primeira coisa a regressar. Nunca se foi embora. A Maria João não recuperou: manteve-se. O milagre não lhe era exterior. O milagre é ela. Ela e todas as pessoas de quem ela gosta, que gostam dela.
Eu bem que tento guardá-la como um segredo. Mas só estou bem, quando tenho a sorte de ouvi-la e a vê-la e a vivê-la. Escrever sobre ela é a coisa mais fácil que faço: é uma preguiça e um prazer, como se conseguisse enganar quem me lê. É virar as costas ao mundo, que vai tão mal. Mas que é um mundo que ainda contém a Maria João, a pessoa que eu amo, que ainda aceita o amor que lhe tenho. Que cresce, ao contrário do cabrão do cancro, previsivelmente, certamente, sem fazer mal; fazendo bem.
Meu grande amor: seja de que maneira for, continua. Mesmo deixando de gostar de mim. Mas continua. Vive!"
Miguel Esteves Cardoso, in Público, 06.05.12
Ainda ontem conversava sobre isto, sobre o cancro. Não sei se tinha coragem para tratar um cancro. As operações até nem devem ser o pior. A quimioterapia, a injecção de químicos para dentro das minhas veias é que me trama. Não sei se conseguia nem se queria passar os últimos dias da minha vida mal disposta... Espero nunca ter de pensar nisso a sério, mas não sei mesmo se conseguia.
De qualquer forma, ler isto sossega uma dúvida que me acordou justamente esta noite. Acordei de madrugada a pensar que em Setembro vou casar e isso para mim significa assumir um compromisso para a vida. Não é como comprar uma roupa que, por mais cara que seja, podemos deixar de usar de deixarmos de gostar dela. Não é como arranjar um emprego e depois decidir de um dia para o outro que não gostamos daquele emprego.
É assumir que aquela pessoa se torna uma parte de mim, e partes de nós não se cortam levianamente certo?
E depois vejo amor escarrapachado desta forma, por mais do que uma vez, nas páginas de um jornal e fico feliz e tranquila e com mais força para assumir este compromisso.
Só espero que o MEC e a sua Maria João ainda possam passear muito de mãos dadas na rua, até serem bem velhinhos, e que quando um tiver que partir o faça tranquilamente, e que o outro o siga, naturalmente, porque depois é chato e aborrecido e insignificante continuar por cá depois de se perder a pessoa com quem se partilhou a vida.
domingo, 15 de abril de 2012
It's Sunday, I'm in Love
Uma pessoa tem de se entreter enquanto a melhor cara metade foi andar de bicicleta e a nossa sina é ficar às voltas com números no escritório. Portanto, qual Indiana Jones em busca do vestido perdido ideal para um casamento (ou dois), andei a cuscar o site da Ana Sousa e estou apaixonada!
É muito simples mas é capaz de me assentar molto bene que eu tenho umas formas assim para o curvo e portanto este aqui que é assim para o mais justo não sei se me ficava tão bem:
Só faltava ter trazido os sapatos, mas o orçamento é curto e o dinheiro que se gasta em roupita chega a parecer-me obsceno. However, numa sociedade de aparências há sacrifícios que têm de ser feitos!
É muito simples mas é capaz de me assentar molto bene que eu tenho umas formas assim para o curvo e portanto este aqui que é assim para o mais justo não sei se me ficava tão bem:
O positivo é que para o trabalho ao menos estas aqui em baixo já cá moram:
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