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domingo, 10 de março de 2013

Acho que esta malta não tem noção. Indignados contra quê?
É claro que uma pessoa que coloca a bitola do seu estilo de vida em gastos de 20 mil euros mensais não vive logo bem só com 18 mil, mas caramba, troca a mansão por uma casa mais pequena, fica em hotéis de 4 estrelas em vez de 5, evita comprar mais uns fatos Armani que os que têm no armário já chegam...
Palmas para o Senhor que os calou. Também ganha 1.500,00€ mas ao menos não foi queixar-se, foi roubar-lhes a atenção, foi calá-los.


quinta-feira, 7 de março de 2013

PQP

É muito mau quando o trabalho comanda a nossa vida certo? Quando escolhi o que queria estudar pensei em algo que considerei ser a profissão que me faria feliz. E acho que faria, se conseguisse exercê-la de forma isenta e em concordância com aquela que é a sua ética e deontologia.
Num mundo rapidamente em mudança, os jornalistas têm enormes responsabilidades sociais. Agora, por exemplo, foi uma notícia de jornal a criar uma tensão desagradável entre Angola e Portugal, que pode comprometer as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.
Ora, nem eu exerço a profissão nem concordo muito com o que vejo em alguns jornais e telejornais. Provavelmente se fosse jornalista hoje estaria tão infeliz com a minha profissão como estou enquanto secretária.
A agravante neste momento é que tenho em crer que vir trabalhar me está a afectar a tensão arterial e estou a desenvolver o síndrome de Tourette. E mais, detesto desejar mal a alguém, mas neste momento desejo tanto bem à minha chefe como ao Relvas, ou seja, uma dor de barriga ininterrupta por 24 horas pelo menos. Já que aquelas cabecinhas só produzem bosta, ao menos que saísse pelo sítio certo.
Há quem possa pensar que reclamo de barriga cheia, mas caramba, a inevitabilidade de termos que aturar gente malcriada, incompetente e má porque temos contas para pagar ao fim do mês é muito triste.
O capitalismo tornou-nos tão escravos quanto os prisioneiros que construíram as pirâmides do Egipto. As chicotadas não são físicas, são psicológicas. Se uma chicotada física vai sarando, a psicológica vai moendo, mesmo em sonhos.
E fico a pensar o que é pior.
E fico a pensar que o que se passa nesta empresa, comandada por gente estúpida, é o que se passa no meu País.
E fico a pensar que somos tratados por quem nos comanda como seres menores, cujas manifestações de desagrado não importam, porque o que importa é o défice, e é faturar, e é a pessoa que manda ter razão mesmo quando não tem.
E essa chicotada vai-me doendo no cérebro desde que cruzo a porta do trabalho até muito depois de sair daqui!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PPC e o desemprego

Pedro Passos Coelho sobre o desemprego jovem: "eu sei que custa muito. O desemprego jovem é uma brutalidade."


Nisto até acredito no PPC. Também ele foi um jovem desempregado com dificuldades. Às tantas pensou: eu não chego a lado nenhum mostrando apenas o meu magnífico CV com toda a minha experiência profissional e conhecimento. Vou mas é pedir ajuda a um amigo.
E após isto, com uns trinta e tal anos, lá arranjou um empregozinho como administrador numa empresazita de um amigo.
Estou tão mais descansada porque o sr. PM compreende o desemprego jovem!



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Monopólios

Fala-se tanto em liberalização da luz, em concorrência nas telecomunicações e no diabo a sete e eu cada vez quero mais é que tenham todos uma forte dor de barriga.

Nem consigo começar a explicar a irritação que me dá de cada vez que tenho de contactar os serviços da PT, TMN, EDP ou da água aqui do sítio.

Esta gente tem o rei na barriga, mas devia era ter uma salmonela para passarem uns dias a soro!


Às vezes apetecia-me usar uma placa ao pescoço a informar que estou em fila de espera para uma eventual inseminação artificial só para as pessoas pararem de me perguntar de vez porque é que casei há 2 meses e 5 dias e ainda não estou prenha.

Gente chata caramba!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O estranho caso de Nuno Santos

Ouvi esta manhã a notícia da demissão de Nuno SantosVários pontos me espantam nisto. O primeiro é a PSP, qual PIDE, solicitar imagens em bruto da manifestação. Não concordo com a violência que se instalou, mas ver imagens não editadas para identificar as pessoas, no clima que se vive, soa-me a repressão e perseguição de qualquer pessoa que possa ser anti-regime.
O segundo ponto é a desconfiança em relação a Nuno Santos: se ele disse que não forneceu imagens então não forneceu. Não chego a perceber se elas saíram realmente da RTP ou não, mas se saíram até poderá ter sido algum bufo que pensa que os media agora são polícias.
O terceiro é a pequenez da mente das pessoas, traduzida em comentários como este: "A RTP mama 1 milhão todos os dias aos portugueses, e quando se lhes pedem as provas dos crimes que alguns energúmenos cometeram durante uma manifestação recusam-se a entregá-las à polícia. A solução é o despedimento dos comunistas e o encerramento do estabelecimento."
O comentário é à notícia do SOL e mostra que algumas pessoas não fazem ideia sequer do que é o jornalismo. O direito à informação é universal e essencial, e essa informação deve ser o mais possível livre e isenta, respeitando direitos e garantias, mas escusando-se a compactuar com poderes institucionalizados e, muitas vezes, repressivos.
A protecção das liberdades e das fontes de informação, a busca da verdade está no cerne da ética e deontologia dos jornalistas.
Podem argumentar que dar estas imagens à polícia é uma forma de punir crimes de agressão por parte dos manifestantes. Então, a polícia que arranje um mandato que permita confiscar as imagens.
Coisas pela porta do cavalo cheiram-me a Salazar, e isso deixa-me nervosa.
Voltar à repressão é voltar a um tempo em que, se o nosso vizinho não gostasse de nós, bastava denunciar-nos à PIDE e lá íamos nós para a sala da tortura. Isso está na História e tenho pena que a memória dos portugueses seja curta porque cada vez ouço mais a frase "meu rico Salazar", e penso WTF!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Não há um que preste

Um amigo que integra a lista para a Assembleia de Freguesia insiste que me junte a ele. Já é a 3.ª vez que sou convidada a integrar uma lista do PSD e a 2.ª que me convidam pelo PS. Recusei sempre.
Abomino partidos, acho que são antros para o florescimento de chico-espertos e filhos de papai que pouco trabalharam na vida. Gosto particularmente de quem ingressa nas juventudes partidárias e faz todo o seu percurso profissional na função pública ou nas empresas de altos dignitários do partido.
Dizem-me sempre que não tenho de me filiar, que posso ir como independente, mas não consigo deixar de pensar que ninguém lê as letras pequenas que dizem "independente" e que serei sempre associada ao partido que dá as cores ao cartaz, e associada à lista em que aceitei participar, e às mentiras e desculpas dessa lista para não fazer o que prometeu uma vez eleita.
Continuamos numa sociedade onde se mente ao eleitorado porque o eleitorado gosta de ser enganado. Mesmo percebendo que estamos na penúria, nas próximas eleições vamos votar em quem nos disser as mentiras mais bonitas, em quem prometer sair da crise e não em quem nos expuser a realidade. Por isso ninguém assume o risco de dizer a verdade.
O melhor exemplo para mim da falta de coragem da classe política a nível local prende-se com a extinção de freguesias. No meu concelho a Assembleia decidiu protestar e não cortou nenhuma. Na realidade, eles temem represálias por parte dos eleitores que virem a sua freguesia integrada noutra. Nenhum partido, nem o partido do poder, nem os da oposição, tiveram tomates de decidir quais as freguesias a extinguir para não se queixarem. Será Lisboa a decidir, sem qualquer noção de proximidade ou identidade locais.
Então eu fico na merda porque se recuso ir na lista então sou apontada como alguém que fala, fala mas na hora da verdade não se chega à frente, mas se for na lista estou a ir contra a profunda convicção de que uma lista que envolva um partido (qualquer que seja) só serve para arranjar jobs for the boys (sim, que ser presidente da junta dá direito a salário, a prestígio e a fartos banquetes).
Quando é que, nas freguesias pelo menos, toda a gente se lixa nos partidos e se une pelo bem comum? Numa lista de independentes constituída pela nata de todas as facções políticas eu gostava de entrar, mas assim é que não pá!

E entretanto, esta verborreia veio a propósito deste texto do Miguel Sousa Tavares:

Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” ? descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego. Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República. 
Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos. 
O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito - de há muito! - se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros? 
O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente? 
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo? 
A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva - sim, retroactiva - que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários. 
Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos. 
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei! 
Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz. 
Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever.
Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta. Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente. Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista ? a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia ? e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro ? isto é, a Alemanha e seus satélites ? se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Agoniada...

...é assim que me sinto com cada vez mais frequência no trabalho! Não consigo evitar, não consigo mesmo. Por mais que seja importante ter um vencimento ao fim do mês, este stress todo por menos que nada está a revoltar-me as entranhas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Há vidas pouco esdrúxulas

Como é que é possível que uma pessoa, por honestidade intelectual, decida que não quer mais saber da maioria dos seus amigos? Ah e tal, eles desapontaram-me... e coiso, e é preferível afastar-me do que fazer fretes e prontos!
Isto lembrou-me logo uma questão bastante debatida: os divórcios. Para mim um amigo a sério é tão importante como o cônjuge. Escolhemos a pessoa com quem queremos casar para a vida, e os amigos, aqueles mesmo mesmo amigos também são para a vida certo? Ou deveriam ser...
Os divórcios têm sido às paletes (parece-me que por causa da crise vão diminuir que é mais fácil quando são 2 a pagar as contas), porque à primeira dificuldade viramos as costas e vamos embora, sem pensar numa solução, na hipótese de perdão, na compreensão da outra parte, da sua realidade, da sua educação. As pessoas não são perfeitas, fazem e dizem coisas sem pensar. Às vezes podemos dar uma "facada" num amigo ou no cônjuge pelas costas porque estávamos aborrecidos, tristes, magoados ou só stressados e a solução não pode ser cortar os laços à primeira.
Tenho muita dificuldade em perdoar realmente, mas faço um esforço. Fiquei abismada ao conhecer uma pessoa que decidiu cortar os laços com quase toda a gente que fez parte da sua história e, ainda por cima, se combinar uma saída com os poucos que manteve no seu restrito círculo de amigos os que foram banidos não podem estar presentes mesmo que vão com algum daqueles que ele considera amigos, porque senão as trombas são mais que muitas... Se um amigo próximo me dissesse: não vou a tal sítio porque está lá fulano que eu não gosto, eu ficava magoada. Gostaria de ter todos presentes e esperaria que um amigo fizesse um esforço de fazer um frete para me agraciar com a sua presença.
Mas agora que penso nisso, um dos meus grandes amigos de sempre também não fazia fretes, também era anti-social, e tanto era contra "rebaixar-se" ao plano terrestre de conviver com pessoas que nunca mais soube dele.
E só por isso agora vai levar com o seguinte e-mail: "Olá J., hoje lembrei-me de ti e ao contrário de outros dias em que me lembrei de ti e esperei que a lembrança fosse embora, desta vez achei que era um bom dia para dizer olá!"