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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pensamentos soltos

Hoje estava a ver que nunca mais chegava ao trabalho. Fiz 22 km a 50 km/h com o coração nas mãos porque ia uma fila interminável à minha frente e fiquei em pânico com a qualidade das ultrapassagens efetuadas. Vítor e Pedro, muito obrigada por terem colocado portagens nas ex-SCUT.

Ontem estive a ver o episódio da novela Páginas da Vida onde morria uma rapariguita jovem. Abuso das imagens da miúda morta numa morgue vazia, mas é assim que a malta acaba, pelo menos a nossa forma terrena, numa sala vazia e fria. Lembrou-me a última visita ao meu pai na morgue do hospital de Faro. Nunca pensei não o ter cá, não o ver envelhecer, não o ver brincar com os netos.

Falando em netos, esta coisa da maternidade não está fácil e há dias que isso me custa particularmente. Hoje a filha de uma pessoa que odeio mas que escreve muito bem e às vezes até simpatizo, mas porra fez-me a vida negra durante um monte de tempo faz anos, e ela diz coisas lindas sobre a maternidade e a filha até tem um nome que eu gosto e porra isso bate mesmo cá no fundo, e fiquei com a moinha, com aquele sentimento de inveja que detesto ter porque a inveja nunca é boa acho eu. Sempre ponderei adotar, mas gostava de saber qual era a sensação de ter um ser a crescer dentro de mim. Até hoje o mais próximo que senti de um movimento dentro de mim foram gases e isso não é uma criação de que me orgulhe muito.

Estou cansadita de pagar coisas relativas à minha casa. Certiel: pumba, 50 euros; Tavira Verde: pumba, 1.500,00€; puta que os pariu: pumba, um porradão de dinheiro. E para quê? Perguntam vocês. Para me passarem uma coisa que se chama certificado de habitabilidade que é um papel da câmara a dizer que posso viver na minha casa onde já vivo há um mês.

O meu marido quer ir embora do país. Hoje está um sol espetacular, tudo verde da chuva dos últimos dias e um friozinho de Inverno agradável. Vou ter um ordenado melhor noutro país? Se calhar vou... Mas vai faltar tudo o resto.

De qualquer maneira preciso de umas mudanças.

Falando em mudanças, fiz ontem a minha 2.ª compra nos saldos (a 1.ª foi um par de jeans) e fiquei muito contente com ela. Acho que me dá um ar menos miúda e mais "fashion" (ai que estou armada em fashion blogger). É um colete da globe que custava ai uns 70 euros e comprei por 35 (e que está aqui em baixo e já fiz de tudo mas não consigo colocar a imagem direita).



Hoje está a ser um dia muuuuiiiittttoooo extenuante e ainda só são 16h. Entrei às 9h, prevejo sair às 20h00!!

Soube-me bem esta pausa para a escrita sem qualquer sentido, agora vou comer um iogurte (acho que é muito importante saberem isso) e voltar ao trabalho!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Linha da Frente

Hoje é sobre famílias disfuncionais. As histórias são muitas e muito diferentes, mas algumas fazem-me confusão: toxicodependentes, portadores de HIV, pais que têm as crianças só para os maltratarem, pessoas que já estão a passar fome e basta abrirem as pernas e pumba, sai um moço... Se na família houver amor, atenção aos filhos, carinho e as mínimas condições então façam moços, precisamos de quem nos pague as reformas. Caso contrário, não sei qual é a solução. As crianças acabam por ir para instituições mas ficam tão mal quanto estavam em casa porque não têm quaisquer laços familiares.
E no meio de todas as histórias que passaram no programa, de tantas realidades, eu gostava de 2 coisas: ter um puto meu para saber o que é parir que é daquelas coisas que não consigo imaginar a não acontecer ao mesmo tempo que me pelo de medo porque considerando que a conceção está a ser tão difícil, parir e educar uma criança deve ser ainda pior; e ganhar o euromilhões para construir mais umas 538 aldeias SOS onde as crianças institucionalizadas pudessem ter uma vida um pouco mais próxima da realidade de uma família normal!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Às vezes apetecia-me usar uma placa ao pescoço a informar que estou em fila de espera para uma eventual inseminação artificial só para as pessoas pararem de me perguntar de vez porque é que casei há 2 meses e 5 dias e ainda não estou prenha.

Gente chata caramba!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

E às vezes ponho-me a pensar...

... se por milagre eu e ele pudermos ter um filho (que seja dos dois e não fruto de inseminação por dador anónimo), o que é que acontece se ainda tivermos de lidar com uma situação assim?

Monday bloody Monday

Já faz uma semana que voltei à velha rotina. Passado o stress do casamento (stress dos papás não nosso, que na realidade nunca se viram noivos mais calmos :P) e a espetacular viagem de núpcias cá estou, novamente, presa à secretária.
Isto para mim é que é stress, a perspetiva de não passar disto. Dizia-me ontem uma amiga que não podemos perder a ambição. O marido discutia que certas condicionantes (familiares, emocionais, económicas), levam-nos, invariavelmente, a ficar por onde estamos, a não ambicionarmos nada mais para não acordarmos diariamente com a frustração reprimida de que poderíamos estar noutro local qualquer onde nos sentíssemos infinitamente mais realizados profissionalmente.
O meu marido (ai, mon dieu que isto custa a dizer... onde já se viu uma jovem como eu a dizer "o meu marido"), concorda com a minha amiga, eu concordo com o marido dela que isto são muitos anos a "virar frangos", já tive a minha quota parte de projetos que ficaram pelo caminho.
Agora há um problema maior: como é que resolvo o facto de ficar irritada com tudo o que os meus colegas do escritório me dizem? É que esta malta é tão complicada que me dá coceira nas entranhas!
Entretanto, sexta-feira há consulta e enquanto não houver veredito final para me preparar psicologicamente para qualquer que seja o processo necessário para ter filhos, reduzo-me a um sentimento muito mauzinho: inveja grandinha grandinha de tudo quanto é mulher barriguda ou com carrinhos de bebé que se cruzam comigo.
Pronto, post otimista de segunda-feira efetuado! Have a nice week everyone!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Uma amiga comentou o seguinte no Facebook:

"Não, não tenho dinheiro para ir à queima, não posso comprar bilhetes pra concertos ou festivais, ir beber um copo com as amigas. Não tenho gajos atrás de mim, nem casa própria e mal consigo pagar a prestação do carro. Mas tenho uma coisa que vale por tdas as bebedeiras, festas, flirts e independência - tenho a minha filha que é MINHA. E vem hoje!!!! bom dia***"
E não há melhor forma de dizer que eu trocava o meu carro, o meu emprego razoavelmente pago por um menos bem pago, a casa que estou a pagar por esta alegria, e por ter o meu pai por perto. E enquanto continuo a desesperar por uma resposta continuo a engolir em seco quando ouço malta enxofrada com coisas que para mim são pseudo-problemas (mas que para essas pessoas serão problemas enormíssimos).
Voltamos sempre ao mesmo, se calhar raras são as pessoas completamente felizes ou se calhar eu conheço pouca gente!


P.S. E para compor o dia acabei de ouvir o meu colega de trabalho dizer que não vale a pena investir em mim para me ensinar certas coisas só porque eu comentei que talvez fosse a uma entrevista para um emprego que me pareceu interessante, para sondar mercado e ver oportunidades e quanto é que se paga por aí. Não deixa de ser positivo. Assim pode ser que ele me deixe ficar por aqui só a mandar e-mails, a atender telefones e a fazer o expediente!