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domingo, 17 de março de 2013

Às vezes...

... faltam-me tantos pedaços de coração que acho que o que resta se vai desfazer a qualquer momento.
Alguém tem cola para isso por ai?!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Há dias fodidos

Há dias que acordo um bocado depressiva (ok, pelos posts parece que acordo depressiva todos os dias, mas há alguns ainda mais depressivos, nos outros só estou lixada durante breves períodos :P).
Hoje foi um deles. Afinal o gajo vai emigrar e a consulta para ver a cena de engravidar e assim não há maneira de ser marcada (estamos à espera há 5 meses SNIIIFFFF!!!).
E o que me lixa o juízo nesses dias é a minha cabeça fugir para outros tempos e eu ficar a moer como teria sido se as coisas tivessem sido diferentes com o meu "college sweetheart" (o gajo que me fez verdadeiramente suspirar e sentir borboletas no estômago e essas merdas lamechas), e voltar ainda mais atrás e pensar onde estaria hoje se tivesse ido estudar para Coimbra como tinha pensado inicialmente.
Enfim, hoje é um dia fodido para a minha cabeçorra. Ainda por cima tenho um aniversário à noite que estará cheio de criancinhas como aquelas que eu curtia à brava ter e então a juntar-se à minha moenga ainda vem aquele sentimento bonito da inveja que eu gosto sempre de ter de reserva para sentir de vez em quando.

Olha, e assim de repente veio-me à ideia uma música que foi o single do CD da Sheryl Crow e que o Luís (o meu Sweetheart da universidade), me ofereceu. E mal sabia ele que é verdade, que me fez chorar baba e ranho, que o primeiro corte é mesmo mesmo profundo caramba, mas que até nem é mau de todo ser assim porque faz-nos relativizar outros "cortes".

Olha, isto vai ser um dia de merda é o que é!

Good morning to ya' all!


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Do Amor



O Amor é mágico e é trágico e é tão abrangente e tão diferente e tão tudo. O Amor dói sempre no peito e na alma. Dói quando estamos muito felizes porque parece que o ar vai faltar e dói quando estamos muito tristes porque parece que o ar vai faltar.
Dói sempre caramba: quando o temos porque temos medo de o perder talvez, e quando não o temos porque já o perdemos ou porque não o alcançámos.
E o Amor não se tem só por um gajo, isso é que é pior. Se só doesse por UMA pessoa era como outra. Mas dói pelo pai, pela mãe, pelos avós, pelos amigos, pelo canário, pelo cão, pelo miúdo que nunca viu o mar que vemos numa reportagem, pela mãe com o filho doente.
Quem muito ama sofre mais acho eu... Mas também ri mais acho eu!
Será?! Epá, não sei...
E isto veio a propósito do Alvim que acha que o Amor é como descascar uma maçã. E é. E o Amor também é como cortar as unhas. Se amamos alguém quando essa pessoa está a cortar as unhas então amamos essa pessoa sempre. Há lá coisa menos interessante que ver alguém a cortar as unhacas? Se amamos os amigos e o gajo e a mãe e o pai quando eles cortam as unhacas então amamos mesmo.
E isso lembra-me que fui pedida em casamento quando acordei: descabelada, com ramelas nos olhos e com aquele fantástico hálito matinal. Então amar também é como acordar. Se amamos alguém quando essa pessoa acorda então amamos sempre certo?
O Amor é tão simples, só acho que as pessoas não amam mais porque dói sempre e ninguém gosta muito de coisas que doem. Toda a gente gosta mais de coisas que não doem!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Não é dos casos mais simples..."

Foi assim que a simpática enfermeira que nos atendeu acabou a conversa que teve connosco para nos ambientarmos à unidade de apoio à fertilidade do Hospital Santa Maria.
E pronto, prevejo dois cenários: ou nas próximas duas consultas ficamos já a saber se somos estéreis ou vou visitar bastante o Hospital de Santa Maria nos próximos anos.
Entretanto posso pensar em alugar os quartos pensados para as crianças lá por casa.
Dizem que vidas fáceis são chatas... Epá, também achava isso, mas agora o que queria mesmo era uma vida dessas, chata até não poder mais. E fácil. Chata e fácil!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Palavras leva-as o vento

Dizem que a palavra dita é como a pedra atirada. Não se desfaz a acção, não se volta atrás. Fala-se na palavra como uma arma poderosa.
Poderá ser, mas ao encontrar ontem em casa cartas de velhas/os amigas/os e namorados (do tempo em que ainda se escreviam cartas) fico a pensar que palavras leva-as o vento. Tanta amizade/amor eterno prometido no devaneio da pós-adolescência e quando queríamos partilhar as alegrias (nem falo das tristezas) com essas pessoas onde é que elas estão?
Este mês, por conta do casamento, tem sido pródigo em perceber isto, que nem sempre temos para as outras pessoas a importância que nós lhes damos.
Também há o contrário, também foi bom recordar que algumas pessoas continuam por perto, de pedra e cal. Mas nem um batalhão de pessoas compensa um/a amigo/a perdido/a. É um bocado como a ovelha que se desgarra do rebanho e o pastor deixa todo o rebanho para procurar essa ovelha perdida certo? A questão é se a ovelha quer ser encontrada.
Short story: deu uma dorzinha no peito de reler certas coisas. E o que é que se pode fazer quanto a isso?!

ACTUALIZAÇÃO: Nem de propósito Pipoca...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sim, burras ad eternum

Tenho andado super nostálgica. Acho que é do casamento. Não sei se é normal. Há recém-casadas que dizem que sim, há outras que não lhes faz espécie. Mas, caramba, é o meu primeiro compromisso para a VIDA. Eu encaro o enlace como uma coisa muito séria... Acho mesmo que é o caminho natural para as coisas: primeiro casamento e depois filhos, porque se não somos capazes de nos comprometermos com alguém de quem podemos eventualmente separar-nos (embora não seja essa a minha intenção), como é que nos comprometemos com uma criatura que será sempre do nosso sangue independentemente de todas as contrariedades e catástrofes que essa relação possa acarretar?
A propósito de uma dissertação da Pipoca sobre a tendência feminina para a burrice quando se trata de coisas do coração veio-me novamente à memória o meu primeiro grande amor. Lembro-me de estar tremendamente apaixonada e, por isso, fiquei ainda mais decepcionada quando ele não esteve à altura de todo o amor que eu sentia.
Fiquei angustiada, dprimida, desesperada, desolada (e um monte de outros adjectivos terríveis e tristes), mas achei que tinha de colocar um fim a uma relação que não era nada daquilo que eu sonhava para um grande amor.
Nunca fui muito virada para isto do romance nem tinha grande confiança na minha capacidade de engate, mas chegou o R. à minha vida e diz-me: "Podia perder-me no teu sorriso". E ele sempre teve jeito para palavras, mais do que o meu futuro marido que é um romântico um pouco desajeitado que acha bem roubar flores nos quintais dos vizinhos para me oferecer (e que fofo que isso é!).
Mas eu teimei em ficar presa ao passado. Sentia que estava a trair o meu amor, que ele ia cair em sí e vir pedir-me para reatar e prometer que estaria ao meu lado não só nas noitadas da universidade mas naqueles momentos mesmo merdosos. Eu acho que é isso que muita gente não entende nas mulheres. Para o sexo não precisamos de um parceiro, para isso há vibradores. Precisamos de parceiros para partilharmos as coisas que nos deixam soberbamente felizes ou estupidamente tristes ou preocupadas. E não tenho a certeza se na mente deles a coisa se processa da mesma maneira.
Enfim, eu não parecia querer uma pessoa que se perdesse no meu sorriso (e que ainda por cima era bem jeitoso). Eu queria uma pessoa que me tirava o ar de tanto desapontamento que me causava.
E o R. seguiu em frente, eu não me perdi no sorriso dele. Ontem encontrei-o depois de 7 anos e, no meio de toda a incerteza (pessoal e profissional que a coisa nesse campo também é uma incógnita) e nostalgia que me tem assaltado, fico a pensar onde é que eu estaria se não tivesse sido burra, se tivesse permitido que alguém me lambesse as feridas. Talvez estivesse exactamente no mesmo sítio, mas com uma história bonita para contar pelo meio em vez de mais um ano de choro sobre o leite derramado.
Seriam precisas 20 vidas para vivermos todas as histórias paralelas que deixámos. O meu mal é ser curiosa e querer saber sempre todos os finais. Sempre fui assim, tanto que ficava frustrada por não passarem os dois finais do Você Decide ou não passava sem ler todos os finais das histórias do Tio Patinhas em que íamos tomando as decisões pelas personagens.
Aqui estou eu com 30 anos a pensar nestas coisas e trabalho com miúdas de 17 e 18 que têm exactamente os mesmos problemas e a Pipoca fala de uma mulher de meia idade com as mesmissímas questões.
Sim, somos burras ad eternum. Não sei se os homens têm as mesmas questões, acho que eles não são muito de partilhar estas coisas ou acham que não é de macho.
O que eu gostava à séria era de não me moer com estas coisas. O que eu gostava mesmo era de ser a Samantha do "Sexo e a Cidade": uma boazona com cérebro de homem e não uma mariquinhas com palas ao lado dos olhos!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ontem foi um dia...

... muito difícil. Extremamente, absolutamente devastador para o meu coração que eu não gosto muito de admitir que tenho, mas esperava que o meu companheiro de vida entendesse que existe e que até é bem frágil!