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segunda-feira, 11 de março de 2013

Há dias fodidos

Há dias que acordo um bocado depressiva (ok, pelos posts parece que acordo depressiva todos os dias, mas há alguns ainda mais depressivos, nos outros só estou lixada durante breves períodos :P).
Hoje foi um deles. Afinal o gajo vai emigrar e a consulta para ver a cena de engravidar e assim não há maneira de ser marcada (estamos à espera há 5 meses SNIIIFFFF!!!).
E o que me lixa o juízo nesses dias é a minha cabeça fugir para outros tempos e eu ficar a moer como teria sido se as coisas tivessem sido diferentes com o meu "college sweetheart" (o gajo que me fez verdadeiramente suspirar e sentir borboletas no estômago e essas merdas lamechas), e voltar ainda mais atrás e pensar onde estaria hoje se tivesse ido estudar para Coimbra como tinha pensado inicialmente.
Enfim, hoje é um dia fodido para a minha cabeçorra. Ainda por cima tenho um aniversário à noite que estará cheio de criancinhas como aquelas que eu curtia à brava ter e então a juntar-se à minha moenga ainda vem aquele sentimento bonito da inveja que eu gosto sempre de ter de reserva para sentir de vez em quando.

Olha, e assim de repente veio-me à ideia uma música que foi o single do CD da Sheryl Crow e que o Luís (o meu Sweetheart da universidade), me ofereceu. E mal sabia ele que é verdade, que me fez chorar baba e ranho, que o primeiro corte é mesmo mesmo profundo caramba, mas que até nem é mau de todo ser assim porque faz-nos relativizar outros "cortes".

Olha, isto vai ser um dia de merda é o que é!

Good morning to ya' all!


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Às vezes apetecia-me usar uma placa ao pescoço a informar que estou em fila de espera para uma eventual inseminação artificial só para as pessoas pararem de me perguntar de vez porque é que casei há 2 meses e 5 dias e ainda não estou prenha.

Gente chata caramba!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Não é dos casos mais simples..."

Foi assim que a simpática enfermeira que nos atendeu acabou a conversa que teve connosco para nos ambientarmos à unidade de apoio à fertilidade do Hospital Santa Maria.
E pronto, prevejo dois cenários: ou nas próximas duas consultas ficamos já a saber se somos estéreis ou vou visitar bastante o Hospital de Santa Maria nos próximos anos.
Entretanto posso pensar em alugar os quartos pensados para as crianças lá por casa.
Dizem que vidas fáceis são chatas... Epá, também achava isso, mas agora o que queria mesmo era uma vida dessas, chata até não poder mais. E fácil. Chata e fácil!

domingo, 1 de julho de 2012

Freaking out

Uma prima do meu (futuro) marido está grávida e vai estar ainda mais grávida no casamento e farta-se de colocar fotos no facebook e eu estou a passar-me!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O meu problema é maior do que o teu na na na na na na!

É engraçado trabalhar diariamente no mesmo espaço com outras pessoas e verificar os pequenos problemas que elas vão partilhando directamente ou que acabam por partilhar ao tratarem de assuntos ao telefone.
E é ainda mais engraçado que cada um de nós considere os nossos problemas mais graves que os dos outros e nos achemos no direito de os partilhar e de andarmos de mau humor por causa deles e de chatear o próximo com eles.
Quando os problemas são mesmo graves não os partilhamos no local de trabalho, isso é ultrapassar os limites.
Na semana passada alguém no escritório se queixava que sustentava os pais. Tinha mesmo de receber a horas porque tinha prestações de dívidas para pagar.
Ontem outro passou todo o dia de trabalho a ligar para 300 institutos para se informar como se defendia de uma queixa de ruído. Ele tem um cão e há um vizinho (um único) que se queixa e ele tem receio que o obriguem a dar o cão ou assim.
Eu passei parte da manhã a tentar ligar para o Santa Maria para ver se consigo procriar ainda nesta vida.
Eles partilham aqui no escritório todos os seus vastos problemas. Eu fico calada. Não me apetece partilhar. Também só falei da doença do meu pai depois do meu pai falecer. Só irei dizer alguma coisa sobre a minha incapacidade de conceber se algum dia perceber que alguém está na mesma situação e necessita de alguma indicação e se eu tiver sido bem sucedida.
Isto dos problemas é curioso numa área mais abrangente. Ainda esta manhã ouvia um membro do movimento anti touradas na rádio e pensava: se um touro te encontrar num campo deve ter muita pena de ti! Ainda que num espectáculo se ridicularize o animal, não será preferível primeiro salvaguardar os direitos humanos. Por mais que goste dos meus animais de estimação não consigo deixar de pensar que há seres humanos a viverem em piores condições que eles.
E volto à vaca fria: para a minha colega o maior problema do mundo é o dela porque tem dívidas, para o meu colega é o dele porque se lhe tiram o cachorro ele fica sozinho, para o senhor do movimento anti-tourada é o touro ser ridicularizado porque é um ser vivo (já agora, as alfaces também são seres vivos). E eu acho que é o meu, e ver bebés começa a deixar-me triste em vez de feliz, e a inveja das minhas amigas grávidas é um sentimento muito feio, e pronto, o ser humano é um bichinho complicado!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

À beira das férias (5 dias são já alguma coisa), de um fim-de-semana sossegado e a ver a Anatomia de Grey depois de um dia tramado.
Há dias piores, há sim :P Para melhorar só faltava que me chegasse uma cartinha ou que tocasse o telefone antes do fim-de-semana a dizer que há consulta no HSM... Dou em maluca cada vez que vejo uma barriga. Ao menos precisava saber qual é o próximo passo, o que esperar a seguir.

domingo, 15 de abril de 2012

Novamente a MAC

Anda tudo enxofrado por causa da MAC, alegando que existe um excesso de camas de obstetrícia em Lisboa. E eu ouço este festival e só penso que estão a passar ao lado de coisas que me afectam. O que me afecta no fecho da MAC é que fecham um centro de medicina reprodutiva e que vão perder-se camas que não são importantes para partos normais mas são eventualmente importantes para parturiantes em risco, para prematuros, para casais inférteis, para partos de risco, para complicações.
Se garantissem esses serviços com qualidade e igual número de camas noutro serviço então força. O pior é que só se ouve ruído, diz que disse, boatos. Explicações sérias sobre o local onde serão colocadas as equipas, sobre serviços disponíveis, sobre cuidados prestados ainda não vi.
E eu questiono-me ainda mais sobre toda esta situação ao verificar que euzinha para ter consultas do serviço nacional de saúde na área da fertilidade tenho de ir a Lisboa, enquanto que do Tejo para cima há vários hospitais a terem acompanhamento.
Na Madeira e nos Açores este tipo de acompanhamento também só há no privado.
Então eu penso: mandem as equipas em excesso e as camas em excesso para o Algarve, nós agradecemos humildemente.
Nunca deixamos de ser província pois não?