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domingo, 3 de março de 2013
Xiça penico, vou enjoar de médicos. Só espero que desta vez não tenha de esperar três horas pela consulta, não sei se os meus brônquios aguentam!!!
sábado, 12 de maio de 2012
Olá praia...
... ou não!
Com um sol e um calor maravilhosos e eu estou RANHOSA! E precisava taaaantoooo de bronzear um pouco as perninhas e os ombros para um casamento que está ai à porta.
Xiça penico, o mau karma parece estar sempre à espreita, mesmo nestas coisinhas pequeninas!
Com um sol e um calor maravilhosos e eu estou RANHOSA! E precisava taaaantoooo de bronzear um pouco as perninhas e os ombros para um casamento que está ai à porta.
Xiça penico, o mau karma parece estar sempre à espreita, mesmo nestas coisinhas pequeninas!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
"Voltámos para casa anteontem, nesse dia sagrado. Não há no mundo maior delícia do que a normalidade. Cada palavra da Maria João soa-me a música amada. Nos livros avisam que a remoção de tumores cancerosos do cérebro pode provocar alterações de personalidade.
Eu tinha medo que ela deixasse de ser a Maria João que eu amo. Mais medo ainda tinha que ela deixasse de me amar. A primeira vez que a vi, poucas horas depois da cirurgia, no remanso dos cuidados intensivos, perguntei-lhe se ela me reconhecia. E ela recuou a cabeça ligada, fez uns olhos de surpresa repugnante e perguntou, com convencimento: "Mas quem é o senhor?"
Nem sequer foi o sentido de humor a primeira coisa a regressar. Nunca se foi embora. A Maria João não recuperou: manteve-se. O milagre não lhe era exterior. O milagre é ela. Ela e todas as pessoas de quem ela gosta, que gostam dela.
Eu bem que tento guardá-la como um segredo. Mas só estou bem, quando tenho a sorte de ouvi-la e a vê-la e a vivê-la. Escrever sobre ela é a coisa mais fácil que faço: é uma preguiça e um prazer, como se conseguisse enganar quem me lê. É virar as costas ao mundo, que vai tão mal. Mas que é um mundo que ainda contém a Maria João, a pessoa que eu amo, que ainda aceita o amor que lhe tenho. Que cresce, ao contrário do cabrão do cancro, previsivelmente, certamente, sem fazer mal; fazendo bem.
Meu grande amor: seja de que maneira for, continua. Mesmo deixando de gostar de mim. Mas continua. Vive!"
Miguel Esteves Cardoso, in Público, 06.05.12
Ainda ontem conversava sobre isto, sobre o cancro. Não sei se tinha coragem para tratar um cancro. As operações até nem devem ser o pior. A quimioterapia, a injecção de químicos para dentro das minhas veias é que me trama. Não sei se conseguia nem se queria passar os últimos dias da minha vida mal disposta... Espero nunca ter de pensar nisso a sério, mas não sei mesmo se conseguia.
De qualquer forma, ler isto sossega uma dúvida que me acordou justamente esta noite. Acordei de madrugada a pensar que em Setembro vou casar e isso para mim significa assumir um compromisso para a vida. Não é como comprar uma roupa que, por mais cara que seja, podemos deixar de usar de deixarmos de gostar dela. Não é como arranjar um emprego e depois decidir de um dia para o outro que não gostamos daquele emprego.
É assumir que aquela pessoa se torna uma parte de mim, e partes de nós não se cortam levianamente certo?
E depois vejo amor escarrapachado desta forma, por mais do que uma vez, nas páginas de um jornal e fico feliz e tranquila e com mais força para assumir este compromisso.
Só espero que o MEC e a sua Maria João ainda possam passear muito de mãos dadas na rua, até serem bem velhinhos, e que quando um tiver que partir o faça tranquilamente, e que o outro o siga, naturalmente, porque depois é chato e aborrecido e insignificante continuar por cá depois de se perder a pessoa com quem se partilhou a vida.
domingo, 22 de abril de 2012
Tenho a tripa às voltas. Terão sido as farturas do mercado?!
quinta-feira, 19 de abril de 2012
No country for miss Missy
Cansei-me de ouvir que fazia falta era um novo Salazar. Porque o Salazar engordou os cofres do Estado, porque na época do Salazar havia mais segurança, porque durante o Estado Novo não havia a bandalheira que há agora.
Então quem pensa assim alegre-se. Já faltou mais.
Es.co.la despejada
Reformas cortadas
Saúde só para alguns
Pelo menos a marca já temos.
Então quem pensa assim alegre-se. Já faltou mais.
Es.co.la despejada
Reformas cortadas
Saúde só para alguns
Pelo menos a marca já temos.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Ui, seca no dentista as usual. Como me disseram que podia ir dar uma volta fui visitar uma amiga ao hospital e fiquei super contente de ver que os pisos do velhinho HDF estao praticamente todos modernizados. Aparentemente só as urgências continuam problemáticas porque continua a verificar-se uma afluência brutal. A única coisa que correu mal foi a ida para o hospital. A rapariga chamou a ambulância através do serviço 112 e disseram que nao tinha direito porque nao corria risco iminente de vida. Ora julgava que desde que eu pagasse o preço por km exigido teria sempre direito a ser transportada ou pelo INEM ou pelos bombeiros.
Afinal, se ela nao tivesse carro morria com dores no apêndice a espera de um meio de chegar ao hospital.
Subscrevo
Concordo e assino por baixo...As estradas são uma vergonha, não existem espaços verdes, o estacionamento pago custa quase tanto como em plena baixa lisboeta. Já para não falar do apoio na saúde. Ok, neste campo o Alentejo não está melhor que o Algarve mas sempre fica mais perto de Lisboa.
E já que estamos nisto, alguém sabe porque é que somos a única região do País onde todas as instituições são do Algarve e não de Faro (diocese, universidade, ccdr, hospital central, etc. etc.)? Já para não mencionar as estradas onde sabemos que faltam, por exemplo, 30 km para Beja e 80 km para... o Algarve. Irra que mania!
E já que estamos nisto, alguém sabe porque é que somos a única região do País onde todas as instituições são do Algarve e não de Faro (diocese, universidade, ccdr, hospital central, etc. etc.)? Já para não mencionar as estradas onde sabemos que faltam, por exemplo, 30 km para Beja e 80 km para... o Algarve. Irra que mania!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Há coisas do diabo
Queremos ser mais papistas que o papa. Como as mães que têm sempre o maior cuidado com as chuchas das suas crianças sem se lembrarem que quando começarem a andas, as ditas crianças vão deixar cair a chucha e metê-la na boca sem elas verem ou mesmo atacar a saborosa terra do vaso de flores mais próximo, curiosas com o quão deliciosa poderá ser a iguaria.
A propósito deste texto sobre as políticas para a saúde não posso deixar de recordar a visita da ASAE ao local onde trabalho. Obrigaram-me a jogar 8 kg de ervilhas fora porque ao tocar os sacos verificaram que tinha gelo. Argumentei que era comida para o staff, não iríamos servir comida que tinha gelo aos clientes, mas mesmo assim acompanharam-me ao balde do lixo para se certificarem que deitava fora aquele verdadeiro veneno que são ervilhas com gelo.
Garanto que alguns dos funcionários iriam ter muito gosto em levarem para casa 8 kg de ervilhas! Espero nunca ver nenhum dos inspectores à procura de comida no lixo!
A propósito deste texto sobre as políticas para a saúde não posso deixar de recordar a visita da ASAE ao local onde trabalho. Obrigaram-me a jogar 8 kg de ervilhas fora porque ao tocar os sacos verificaram que tinha gelo. Argumentei que era comida para o staff, não iríamos servir comida que tinha gelo aos clientes, mas mesmo assim acompanharam-me ao balde do lixo para se certificarem que deitava fora aquele verdadeiro veneno que são ervilhas com gelo.
Garanto que alguns dos funcionários iriam ter muito gosto em levarem para casa 8 kg de ervilhas! Espero nunca ver nenhum dos inspectores à procura de comida no lixo!
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