Durante muito tempo defendi que a amizade verdadeira entre gajos e gajas era possível. Durante muito tempo os meus melhores amigos, aqueles a quem confiava absolutamente tudo foram gajos.
Com um deles enrolei-me e, exactamente por isso, percebemos que seríamos melhor amigos que amantes. Outro veio a ter uma paixoneta por mim.
Ai pelo meio ainda tive mais alguns amigos (gajos) por quem tinha bastante consideração. Quando terminou a faculdade e seguimos caminhos separados aqui a tonta ainda mandou uns mails, uns posts no facebook, umas mensagens de aniversário, mas hoje percebo que gajos e gajas não podem ser amigos. Fora o J. que se afastou porque nunca teve muito jeito com pessoas e porque queria algo mais de mim que ser o meu BFF (best friend forever), os restantes renderam-se às suas esposas e esqueceram-se que uma família não é incompatível com as amizades.
Mas custa-me mesmo é o J. Já vai para cinco anos que não o vejo, e não consigo compreender como é que alguém não se contenta com o papel de melhor amigo. Aliás, nos dias que correm parece-me que há muitos amores e casamentos que nascem e morrem com muito mais velocidade que uma amizade forte.
Ou então eu é que sou parva e afinal de contas aquilo foram só amigos de copos e nada mais.
E isto tudo a propósito disto. Mais uma vez Alvim, és o guru dos relacionamentos. You know it all!
P.S. (19:09)
E nem de propósito esta crónica caiu-me agora no colo!
