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sábado, 26 de janeiro de 2013
All(most) you need is love
Trocadilho de merda no título, mas é só para dizer que gosto muito do que está aqui escrito porque é verdade verdadinha :D
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Oh Happy Day
Foi há três mesinhos, e foi um dia tão rápido. Só espero que a nossa vida não seja assim tão rápida, que tenhamos montes de momentos para dar as mãos, sobretudo após as zangas monumentais que temos sempre porque somos os dois do mais teimosinho que há!
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Do Amor
O Amor é mágico e é trágico e é tão abrangente e tão diferente e tão tudo. O Amor dói sempre no peito e na alma. Dói quando estamos muito felizes porque parece que o ar vai faltar e dói quando estamos muito tristes porque parece que o ar vai faltar.
Dói sempre caramba: quando o temos porque temos medo de o perder talvez, e quando não o temos porque já o perdemos ou porque não o alcançámos.
E o Amor não se tem só por um gajo, isso é que é pior. Se só doesse por UMA pessoa era como outra. Mas dói pelo pai, pela mãe, pelos avós, pelos amigos, pelo canário, pelo cão, pelo miúdo que nunca viu o mar que vemos numa reportagem, pela mãe com o filho doente.
Quem muito ama sofre mais acho eu... Mas também ri mais acho eu!
Será?! Epá, não sei...
E isto veio a propósito do Alvim que acha que o Amor é como descascar uma maçã. E é. E o Amor também é como cortar as unhas. Se amamos alguém quando essa pessoa está a cortar as unhas então amamos essa pessoa sempre. Há lá coisa menos interessante que ver alguém a cortar as unhacas? Se amamos os amigos e o gajo e a mãe e o pai quando eles cortam as unhacas então amamos mesmo.
E isso lembra-me que fui pedida em casamento quando acordei: descabelada, com ramelas nos olhos e com aquele fantástico hálito matinal. Então amar também é como acordar. Se amamos alguém quando essa pessoa acorda então amamos sempre certo?
O Amor é tão simples, só acho que as pessoas não amam mais porque dói sempre e ninguém gosta muito de coisas que doem. Toda a gente gosta mais de coisas que não doem!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
A música já está batida...
... mas não deixa de dar tremedeiras ouvir isto logo de manhã. É música de amor de novela, daqueles que dura enquanto durar a vida, daqueles que se um morre o outro vai atrás, daqueles que dá borboletas na barriga.
Amor de novela é lindo, e a música, mesmo batida, também é!
Amor de novela é lindo, e a música, mesmo batida, também é!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Monday bloody Monday
Já faz uma semana que voltei à velha rotina. Passado o stress do casamento (stress dos papás não nosso, que na realidade nunca se viram noivos mais calmos :P) e a espetacular viagem de núpcias cá estou, novamente, presa à secretária.
Isto para mim é que é stress, a perspetiva de não passar disto. Dizia-me ontem uma amiga que não podemos perder a ambição. O marido discutia que certas condicionantes (familiares, emocionais, económicas), levam-nos, invariavelmente, a ficar por onde estamos, a não ambicionarmos nada mais para não acordarmos diariamente com a frustração reprimida de que poderíamos estar noutro local qualquer onde nos sentíssemos infinitamente mais realizados profissionalmente.
O meu marido (ai, mon dieu que isto custa a dizer... onde já se viu uma jovem como eu a dizer "o meu marido"), concorda com a minha amiga, eu concordo com o marido dela que isto são muitos anos a "virar frangos", já tive a minha quota parte de projetos que ficaram pelo caminho.
Agora há um problema maior: como é que resolvo o facto de ficar irritada com tudo o que os meus colegas do escritório me dizem? É que esta malta é tão complicada que me dá coceira nas entranhas!
Entretanto, sexta-feira há consulta e enquanto não houver veredito final para me preparar psicologicamente para qualquer que seja o processo necessário para ter filhos, reduzo-me a um sentimento muito mauzinho: inveja grandinha grandinha de tudo quanto é mulher barriguda ou com carrinhos de bebé que se cruzam comigo.
Pronto, post otimista de segunda-feira efetuado! Have a nice week everyone!
Isto para mim é que é stress, a perspetiva de não passar disto. Dizia-me ontem uma amiga que não podemos perder a ambição. O marido discutia que certas condicionantes (familiares, emocionais, económicas), levam-nos, invariavelmente, a ficar por onde estamos, a não ambicionarmos nada mais para não acordarmos diariamente com a frustração reprimida de que poderíamos estar noutro local qualquer onde nos sentíssemos infinitamente mais realizados profissionalmente.
O meu marido (ai, mon dieu que isto custa a dizer... onde já se viu uma jovem como eu a dizer "o meu marido"), concorda com a minha amiga, eu concordo com o marido dela que isto são muitos anos a "virar frangos", já tive a minha quota parte de projetos que ficaram pelo caminho.
Agora há um problema maior: como é que resolvo o facto de ficar irritada com tudo o que os meus colegas do escritório me dizem? É que esta malta é tão complicada que me dá coceira nas entranhas!
Entretanto, sexta-feira há consulta e enquanto não houver veredito final para me preparar psicologicamente para qualquer que seja o processo necessário para ter filhos, reduzo-me a um sentimento muito mauzinho: inveja grandinha grandinha de tudo quanto é mulher barriguda ou com carrinhos de bebé que se cruzam comigo.
Pronto, post otimista de segunda-feira efetuado! Have a nice week everyone!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Sim, burras ad eternum
Tenho andado super nostálgica. Acho que é do casamento. Não sei se é normal. Há recém-casadas que dizem que sim, há outras que não lhes faz espécie. Mas, caramba, é o meu primeiro compromisso para a VIDA. Eu encaro o enlace como uma coisa muito séria... Acho mesmo que é o caminho natural para as coisas: primeiro casamento e depois filhos, porque se não somos capazes de nos comprometermos com alguém de quem podemos eventualmente separar-nos (embora não seja essa a minha intenção), como é que nos comprometemos com uma criatura que será sempre do nosso sangue independentemente de todas as contrariedades e catástrofes que essa relação possa acarretar?
A propósito de uma dissertação da Pipoca sobre a tendência feminina para a burrice quando se trata de coisas do coração veio-me novamente à memória o meu primeiro grande amor. Lembro-me de estar tremendamente apaixonada e, por isso, fiquei ainda mais decepcionada quando ele não esteve à altura de todo o amor que eu sentia.
Fiquei angustiada, dprimida, desesperada, desolada (e um monte de outros adjectivos terríveis e tristes), mas achei que tinha de colocar um fim a uma relação que não era nada daquilo que eu sonhava para um grande amor.
Nunca fui muito virada para isto do romance nem tinha grande confiança na minha capacidade de engate, mas chegou o R. à minha vida e diz-me: "Podia perder-me no teu sorriso". E ele sempre teve jeito para palavras, mais do que o meu futuro marido que é um romântico um pouco desajeitado que acha bem roubar flores nos quintais dos vizinhos para me oferecer (e que fofo que isso é!).
Mas eu teimei em ficar presa ao passado. Sentia que estava a trair o meu amor, que ele ia cair em sí e vir pedir-me para reatar e prometer que estaria ao meu lado não só nas noitadas da universidade mas naqueles momentos mesmo merdosos. Eu acho que é isso que muita gente não entende nas mulheres. Para o sexo não precisamos de um parceiro, para isso há vibradores. Precisamos de parceiros para partilharmos as coisas que nos deixam soberbamente felizes ou estupidamente tristes ou preocupadas. E não tenho a certeza se na mente deles a coisa se processa da mesma maneira.
Enfim, eu não parecia querer uma pessoa que se perdesse no meu sorriso (e que ainda por cima era bem jeitoso). Eu queria uma pessoa que me tirava o ar de tanto desapontamento que me causava.
E o R. seguiu em frente, eu não me perdi no sorriso dele. Ontem encontrei-o depois de 7 anos e, no meio de toda a incerteza (pessoal e profissional que a coisa nesse campo também é uma incógnita) e nostalgia que me tem assaltado, fico a pensar onde é que eu estaria se não tivesse sido burra, se tivesse permitido que alguém me lambesse as feridas. Talvez estivesse exactamente no mesmo sítio, mas com uma história bonita para contar pelo meio em vez de mais um ano de choro sobre o leite derramado.
Seriam precisas 20 vidas para vivermos todas as histórias paralelas que deixámos. O meu mal é ser curiosa e querer saber sempre todos os finais. Sempre fui assim, tanto que ficava frustrada por não passarem os dois finais do Você Decide ou não passava sem ler todos os finais das histórias do Tio Patinhas em que íamos tomando as decisões pelas personagens.
Aqui estou eu com 30 anos a pensar nestas coisas e trabalho com miúdas de 17 e 18 que têm exactamente os mesmos problemas e a Pipoca fala de uma mulher de meia idade com as mesmissímas questões.
Sim, somos burras ad eternum. Não sei se os homens têm as mesmas questões, acho que eles não são muito de partilhar estas coisas ou acham que não é de macho.
O que eu gostava à séria era de não me moer com estas coisas. O que eu gostava mesmo era de ser a Samantha do "Sexo e a Cidade": uma boazona com cérebro de homem e não uma mariquinhas com palas ao lado dos olhos!
A propósito de uma dissertação da Pipoca sobre a tendência feminina para a burrice quando se trata de coisas do coração veio-me novamente à memória o meu primeiro grande amor. Lembro-me de estar tremendamente apaixonada e, por isso, fiquei ainda mais decepcionada quando ele não esteve à altura de todo o amor que eu sentia.
Fiquei angustiada, dprimida, desesperada, desolada (e um monte de outros adjectivos terríveis e tristes), mas achei que tinha de colocar um fim a uma relação que não era nada daquilo que eu sonhava para um grande amor.
Nunca fui muito virada para isto do romance nem tinha grande confiança na minha capacidade de engate, mas chegou o R. à minha vida e diz-me: "Podia perder-me no teu sorriso". E ele sempre teve jeito para palavras, mais do que o meu futuro marido que é um romântico um pouco desajeitado que acha bem roubar flores nos quintais dos vizinhos para me oferecer (e que fofo que isso é!).
Mas eu teimei em ficar presa ao passado. Sentia que estava a trair o meu amor, que ele ia cair em sí e vir pedir-me para reatar e prometer que estaria ao meu lado não só nas noitadas da universidade mas naqueles momentos mesmo merdosos. Eu acho que é isso que muita gente não entende nas mulheres. Para o sexo não precisamos de um parceiro, para isso há vibradores. Precisamos de parceiros para partilharmos as coisas que nos deixam soberbamente felizes ou estupidamente tristes ou preocupadas. E não tenho a certeza se na mente deles a coisa se processa da mesma maneira.
Enfim, eu não parecia querer uma pessoa que se perdesse no meu sorriso (e que ainda por cima era bem jeitoso). Eu queria uma pessoa que me tirava o ar de tanto desapontamento que me causava.
E o R. seguiu em frente, eu não me perdi no sorriso dele. Ontem encontrei-o depois de 7 anos e, no meio de toda a incerteza (pessoal e profissional que a coisa nesse campo também é uma incógnita) e nostalgia que me tem assaltado, fico a pensar onde é que eu estaria se não tivesse sido burra, se tivesse permitido que alguém me lambesse as feridas. Talvez estivesse exactamente no mesmo sítio, mas com uma história bonita para contar pelo meio em vez de mais um ano de choro sobre o leite derramado.
Seriam precisas 20 vidas para vivermos todas as histórias paralelas que deixámos. O meu mal é ser curiosa e querer saber sempre todos os finais. Sempre fui assim, tanto que ficava frustrada por não passarem os dois finais do Você Decide ou não passava sem ler todos os finais das histórias do Tio Patinhas em que íamos tomando as decisões pelas personagens.
Aqui estou eu com 30 anos a pensar nestas coisas e trabalho com miúdas de 17 e 18 que têm exactamente os mesmos problemas e a Pipoca fala de uma mulher de meia idade com as mesmissímas questões.
Sim, somos burras ad eternum. Não sei se os homens têm as mesmas questões, acho que eles não são muito de partilhar estas coisas ou acham que não é de macho.
O que eu gostava à séria era de não me moer com estas coisas. O que eu gostava mesmo era de ser a Samantha do "Sexo e a Cidade": uma boazona com cérebro de homem e não uma mariquinhas com palas ao lado dos olhos!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
"Voltámos para casa anteontem, nesse dia sagrado. Não há no mundo maior delícia do que a normalidade. Cada palavra da Maria João soa-me a música amada. Nos livros avisam que a remoção de tumores cancerosos do cérebro pode provocar alterações de personalidade.
Eu tinha medo que ela deixasse de ser a Maria João que eu amo. Mais medo ainda tinha que ela deixasse de me amar. A primeira vez que a vi, poucas horas depois da cirurgia, no remanso dos cuidados intensivos, perguntei-lhe se ela me reconhecia. E ela recuou a cabeça ligada, fez uns olhos de surpresa repugnante e perguntou, com convencimento: "Mas quem é o senhor?"
Nem sequer foi o sentido de humor a primeira coisa a regressar. Nunca se foi embora. A Maria João não recuperou: manteve-se. O milagre não lhe era exterior. O milagre é ela. Ela e todas as pessoas de quem ela gosta, que gostam dela.
Eu bem que tento guardá-la como um segredo. Mas só estou bem, quando tenho a sorte de ouvi-la e a vê-la e a vivê-la. Escrever sobre ela é a coisa mais fácil que faço: é uma preguiça e um prazer, como se conseguisse enganar quem me lê. É virar as costas ao mundo, que vai tão mal. Mas que é um mundo que ainda contém a Maria João, a pessoa que eu amo, que ainda aceita o amor que lhe tenho. Que cresce, ao contrário do cabrão do cancro, previsivelmente, certamente, sem fazer mal; fazendo bem.
Meu grande amor: seja de que maneira for, continua. Mesmo deixando de gostar de mim. Mas continua. Vive!"
Miguel Esteves Cardoso, in Público, 06.05.12
Ainda ontem conversava sobre isto, sobre o cancro. Não sei se tinha coragem para tratar um cancro. As operações até nem devem ser o pior. A quimioterapia, a injecção de químicos para dentro das minhas veias é que me trama. Não sei se conseguia nem se queria passar os últimos dias da minha vida mal disposta... Espero nunca ter de pensar nisso a sério, mas não sei mesmo se conseguia.
De qualquer forma, ler isto sossega uma dúvida que me acordou justamente esta noite. Acordei de madrugada a pensar que em Setembro vou casar e isso para mim significa assumir um compromisso para a vida. Não é como comprar uma roupa que, por mais cara que seja, podemos deixar de usar de deixarmos de gostar dela. Não é como arranjar um emprego e depois decidir de um dia para o outro que não gostamos daquele emprego.
É assumir que aquela pessoa se torna uma parte de mim, e partes de nós não se cortam levianamente certo?
E depois vejo amor escarrapachado desta forma, por mais do que uma vez, nas páginas de um jornal e fico feliz e tranquila e com mais força para assumir este compromisso.
Só espero que o MEC e a sua Maria João ainda possam passear muito de mãos dadas na rua, até serem bem velhinhos, e que quando um tiver que partir o faça tranquilamente, e que o outro o siga, naturalmente, porque depois é chato e aborrecido e insignificante continuar por cá depois de se perder a pessoa com quem se partilhou a vida.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Momentos bons
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