quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Antes do Natal fui confessar-me. Não fazia isso há anos porque uma confissão para mim é sempre dar parte de fraca, é assumir que preciso de conversar e não sabendo bem com quem vou falar com o padre.
O M. tem uns 30 anos. Conheci-o ainda como seminarista. Como os miúdos não queriam por nada confessar-se os adultos foram primeiro. Não me pareceu difícil conversar com ele, mas também não melhorou. Disse-me para tentar perceber qual era o meu caminho, se não fosse a maternidade seria outro e eu só tinha de estar atenta para perceber.
Só que até perceber qual é o caminho o coração anda apertado. Acho que esta época custa mais. Adoro as luzes, gosto de prendas (pareço uma criança a abrir os presentes, fico super entusiasmada), mas falta o meu avô, o meu pai, a perspectiva de continuar a ter uma família com quem celebrar o Natal. Então só apetece é um dia destes pegar e passar a quadra num refeitório social porque há mesmo quem não tenha família, nem prendas, nem ceia.
Isto é uma época agri-doce. Mas o que é certo é que fechando-se uma porta, abre-se uma janela, e hoje tenho um jantar com pessoas que amo de paixão e que raramente vejo. E isso é grande prenda de Natal. Portanto, agora é trabalhar um bocadinho para o dia passar depressa e chegar a hora de ir ter com as "manas" :D
Feliz pós-natal ou pré-ano novo :D

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