quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz ano quê???

Não compreendo as comemorações de passagem de ano. Afinal qual é a cena de fazermos uma contagem decrescente, bebermos espumante, comermos passas e atirarmos confetis?
Não seria de celebrar, sendo assim, todas as passagens de dias, horas, minutos? Olha, passou mais um minuto e estou vivinha da silva...
O ano novo chegou e está, para já, igual ao ano velho. Não há nada de novo no reino dos algarves.
No entanto, não se pode dizer que não tenha sido uma festa engraçada. A mamã fazia 50 anos no dia 31, então armou-se uma festinha surpresa. Rimos, transformámos um bolo em forma de 5, num bolo em forma de 6 para comemorar, já no dia 1, os 60 anos de um amigo, bebemos uns copos, jogámos às cartas... À meia noite estávamos a falar com a minha cunhada pelo skype, directamente para o Dubai. Ela é hospedeira de bordo e, nessa noite, já tinha atravessado 3 fusos horários, ou seja, passou 3 vezes o ano. A quarta foi connosco, via internet. À meia noite e meia, para mal dos meus pecados, estava tudo colado à TV para saber quem ganhava a casa dos degredos. É o admirável mundo novo para o bom e para o mau: tem os 50 anos da minha mãe, tem o skype e tem a casa dos segredos.
Como não gosto de balanços porque acho que eles mudam consoante o nosso estado de espírito - há dias de copo meio vazio e dias de copo meio cheio - só espero espevitar um bocadinho nos tempos que se avizinham, para que não me deixe morrer lentamente. A única coisa porreira do ano novo é isso mesmo, é ir à missa do dia 1 e ouvir as charolas ao sol (está sempre sol no dia 1 à hora das charolas) e achar por uns momentos que a nossa energia está renovada e que vamos ser capazes de atingir coisas grandiosas.
Acho que a SMS falou e disse com o poema "roubado" ao grande Pablo:

Muere lentamente quien no viaja, 
quien no lee, 
quien no oye música 
quien no encuentra gracia en sí mismo

Muere lentamente 
quien destruye su amor propio, 
quien no se deja ayudar.

Muere lentamente 
quien se transforma en esclavo del hábito 
repitiendo todos los días los mismos 
trayectos, 
quien no cambia de marca, 
no se atreve a cambiar el color de su vestimenta 
o bien no conversa con quien no conoce.

Muere lentamente 
quien evita una pasión y su remolino de 
emociones, 
justamente éstas que regresanel brillo a los ojos 
y restauran los corazones destrozados.

Muere lentamente 
quien no gira el volante cuando está infeliz con 
su trabajo, o su amor, 
quien no arriesga lo cierto ni lo incierto para ir 
atrás de un sueño 
quien no se permite, ni siquiera una vez en su vida, 
huir de los consejos sensatos......

¡ Vive hoy !

¡ Arriesga hoy !

¡ Hazlo hoy !

¡ No te dejes morir lentamente !

¡ No te impidas ser feliz !

Pablo Neruda

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