Eu também gostava de continuar em Portugal, também não sei bem porquê, mas gostava. Mas sou casada e, como tal, as decisões são tomadas a dois. E como ele está infeliz neste cantinho à beira-mar plantado, para já, ele vai embora e eu fico. O problema é que o coração fica mirradinho tanto por ficar, porque fico sem ele, como por partir, porque tenho de abandonar o que é meu, a minha casa, o meu país, os meus amigos, tudo o que me é caro e familiar e me faz sorrir.
E os filhos da prostituta que me colocam (e a tantos como eu) nesta situação continuam impávidos e serenos a discutir o sexo dos anjos na Assembleia da República.
1 comentário:
Pelo menos, vai sentir-se realizado. As coisas por cá não estão animadoras, mas entendo o coração apertado, é mais do que justificado! *
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