Anda tudo enxofrado por causa da MAC, alegando que existe um excesso de camas de obstetrícia em Lisboa. E eu ouço este festival e só penso que estão a passar ao lado de coisas que me afectam. O que me afecta no fecho da MAC é que fecham um centro de medicina reprodutiva e que vão perder-se camas que não são importantes para partos normais mas são eventualmente importantes para parturiantes em risco, para prematuros, para casais inférteis, para partos de risco, para complicações.
Se garantissem esses serviços com qualidade e igual número de camas noutro serviço então força. O pior é que só se ouve ruído, diz que disse, boatos. Explicações sérias sobre o local onde serão colocadas as equipas, sobre serviços disponíveis, sobre cuidados prestados ainda não vi.
E eu questiono-me ainda mais sobre toda esta situação ao verificar que euzinha para ter consultas do serviço nacional de saúde na área da fertilidade tenho de ir a Lisboa, enquanto que do Tejo para cima há vários hospitais a terem acompanhamento.
Na Madeira e nos Açores este tipo de acompanhamento também só há no privado.
Então eu penso: mandem as equipas em excesso e as camas em excesso para o Algarve, nós agradecemos humildemente.
Nunca deixamos de ser província pois não?
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