Dizem que a palavra dita é como a pedra atirada. Não se desfaz a acção, não se volta atrás. Fala-se na palavra como uma arma poderosa.
Poderá ser, mas ao encontrar ontem em casa cartas de velhas/os amigas/os e namorados (do tempo em que ainda se escreviam cartas) fico a pensar que palavras leva-as o vento. Tanta amizade/amor eterno prometido no devaneio da pós-adolescência e quando queríamos partilhar as alegrias (nem falo das tristezas) com essas pessoas onde é que elas estão?
Este mês, por conta do casamento, tem sido pródigo em perceber isto, que nem sempre temos para as outras pessoas a importância que nós lhes damos.
Também há o contrário, também foi bom recordar que algumas pessoas continuam por perto, de pedra e cal. Mas nem um batalhão de pessoas compensa um/a amigo/a perdido/a. É um bocado como a ovelha que se desgarra do rebanho e o pastor deixa todo o rebanho para procurar essa ovelha perdida certo? A questão é se a ovelha quer ser encontrada.
Short story: deu uma dorzinha no peito de reler certas coisas. E o que é que se pode fazer quanto a isso?!
ACTUALIZAÇÃO: Nem de propósito Pipoca...
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